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October 13, 2017 |

Televisão

Hebe Camargo deixou um vazio na televisão brasileira. Sua trajetória se confunde com a própria história da tevê no país. No quinto aniversário de sua morte, sua vida é transformada em musical. A mega produção “Hebe, o Musical”, acaba de estrear no Teatro Procópio Ferreira. Dirigido por Miguel Falabella e baseado na biografia escrita por Arthur Xexéo, o espetáculo conta a ascensão da cantora e apresentadora, passando por seus amores, amigos, seu filho Marcello. No palco, Debora Reis dá vida a Hebe na fase adulta. Sua semelhança física é impressionante, e o tom de voz, a maneira de pronunciar palavras, os gestos são os mesmos de Hebe. Eu assisti a uma pré estréia na terça, lembrei da minha ótima relação de amizade com ela e fiquei muito emocionado. Em cena, nove músicos e 21 atores interpretam as canções ao vivo.
O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo celebra os 90 anos de vida e 60 anos de carreira de Amélia Toledo com a exposição “Lembrei que Esqueci”, que será inaugurada amanhã. São cerca de 60 obras, pinturas, desenhos, esculturas e objetos que representam várias fases da produção de Amélia, considerada a “grande dama da contracultura no Brasil”.
A Osesp tem nos concertos desta semana um dos momentos mais importantes da temporada 2017. Hoje e amanhã, regida por Marin Alsop, a orquestra apresenta o Réquiem de Guerra de Benjamin Britten, composto em 1962, uma obra comovente e sublime, dedicada pelo autor a todos os mortos nas grandes guerras do século 20. A apresentação envolve também os três coros da Osesp, incluído o infantil, a soprano americana Emily Magee, o tenor americano Nicholas Phan e o barítono sul africano Jacques Imbrailo. Ao todo são 220 pessoas no palco, interpretando juntas o apoteótico final.
E na semana que vem, estarão juntos no palco Chick Corea e a Steve Gadd Band. Será um encontro único no universo do jazz. No dia 18, eles se apresentam na Sala São Paulo dentro da série do Tucca, entidade que cuida de crianças com câncer. No dia 19 estarão no teatro Alfa com bilheteria aberta. Como vêm, as quatro sugestões de hoje são de arrepiar. Boa noite.






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October 6, 2017 |

Televisão

A 20ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil se instalou no Sesc Pompéia esta semana, e segue até janeiro, apresentando vídeos, instalações, pinturas, esculturas. A curadoria é sempre de Solange Farkas. O tema Panoramas do Sul inspira esta edição, que tem mais de 50 artistas, de 25 países, nem todos pertencentes ao sul geográfico. O conjunto de obras mostra artistas muito mais preocupados em recuperar raízes e salvar o planeta, do que com as discussões políticas ou comportamentais que ocupam as redes sociais.
No Teatro Porto Seguro, o destaque é o novo musical dirigido por Miguel Falabella, intitulado “O Som e a Sílaba”, escrito especialmente para as atrizes Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. Maestrini é Sarah Leighton, uma jovem com diagnóstico de autismo altamente funcional, com incrível habilidade para a música. O enredo trata de sua relação com a professora de canto.
A Osesp apresenta esta semana jovens talentos nacionais. Nos concertos de hoje e amanhã, regidos pelo português Pedro Neves, o jovem violinista paulistano Luíz Fílip apresenta a estréia mundial de uma obra de Celso Loureiro Chaves, encomendada pela orquestra. E no domingo, Fílip se une ao já muito premiado pianista Cristian Budu, de origem romena, mas crescido em Diadema, para interpretarem obras de Brahms, Debussy e Kodály.
Na segunda, o Instituto de Arte Contemporânea comemora seus 20 anos abrindo uma exposição que traça um panorama do acervo dos artistas representados em sua coleção. São 158 peças, escolhidas pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, dos artistas Amílcar de Castro, Sergio Camargo, Willys de Castro, Luis Sacilotto, Hermelindo Fiaminghi e Iole de Freitas.
E na terça, será aberta, no Centro Cultural da Fiesp, a mostra que celebra o centenário da obra “Fonte”, icônico urinol do artista francês Marcel Duchamp, inventor do ready made, que consiste em retirar objetos de seu contexto comum e transformá-los em arte. A exposição reúne cerca de 150 obras de artistas como Tunga, Lygia Clark, e Hélio Oiticica, influenciadas pelas teorias de Duchamp.
Boa Noite.