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December 1, 2017 |

Televisão

A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner desvendam Chopin para o público paulista. Uma lê cartas de Geroge Sand, a musa de Chopin, e poemas de Musset, Baudelaire, Saint Pol Roux enquanto a outra toca peças do compositor. Com isso, jogam luz sobre cerca de 20 anos da vida produtiva do músico. O espetáculo Chopin ou o Tormento do Ideal tem a direção segura de José Possi Neto, e é apresentado hoje, amanhã e domingo no Teatro Porto Seguro.
O espetáculo Kiwi encerra turnê nacional com temporada no teatro Eva Hertz, aos sábados e domingos. Trata-se da história de uma jovem abandonada pela família, que acaba vivendo na rua experiências de violência e drogas, mas também de persistente esperança. O texto é do premiado franco-canadense Daniel Danis. A tradução e direção são de Luciano Maza, e o elenco tem Rita Batata e Lucas Lentini.
A peça Limonada, de temática gay, estréia segunda-feira no Viga Espaço Cênico. Sem clichês ou estereótipos, o texto de João Hannuch, também o diretor, fala de um rapaz que se aproxima dos 30 anos e revê sua vida romântica através do reencontro com ex-namorados. A montagem é minimalista. Como uma história em quadrinhos, os personagens são avatares, às vezes pouco realistas, conforme imaginados pelo protagonista.
Finalmente, a Osesp tem agenda cheia neste fim de semana. O maestro Isaac Karabtchevsky rege a orquestra nos concertos de hoje e amanhã com um programa para entusiasmar os amantes da música de Tchaikowsky: O concerto nº 1 para piano e orquestra, com solo do pianista argentino Sergio Tiempo; e depois a sinfonia nº 5 do mesmo autor. No domingo de manhã Karabtchevsky rege a Osesp repetindo a Sinfonia nº 5 de Tchaikosvsky; e a orquestra mais o coro, no Principe Igor de Borodin. No domingo à tarde o quarteto Osesp, acompanhado do jovem pianista brasileiro Cristian Budu, apresenta obras de Schumann e Francisco Mignone. Boa Noite.


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November 24, 2017 |

Televisão

Muitas novas e interessantes exposições em São Paulo! Uma delas é a Ocupação do Itau Cultural em homenagem a Nise da Silveira, a brasileira que revolucionou a psiquiatria através da arte. Abre amanhã em dois andares do edifício. O público poderá conhecer, através de documentos, filmes, fotos, cartas, a grandiosidade deste trabalho, reconhecido no mundo todo, e que ainda gera resultados, através do ateliê do Museu de Imagens do Inconsciente. Nise era chamada de rebelde, até suas terapias ocupacionais serem reconhecidas por Jung, que virou seu amigo e interlocutor. Há um vídeo deles juntos num congresso em Zurique, em 1957. Ao lado da parte documental há uma mostra da arte realizada pelos pacientes do Museu do Inconsciente.
Ainda na Avenida Paulista, o Instituto Moreira Salles realiza neste fim de semana o Festival ZUM. Apresenta a coleção Steidl, doada recentemente ao IMS. O próprio Gerhard Steidl, dono de importante editora alemã de livros fotográficos, falará sobre este acervo. Além das exposições, haverá debates entre escritores, artistas, fotógrafos e cineastas. Entre eles, o americano Teju Cole, o suíço Yann Gross, as brasileiras Claudia Andujar e Berna Reale.
O Instituto Tomie Ohtake abre amanhã uma grande mostra de Julio Le Parc, um dos inventores da arte cinética. A retrospectiva foi organizada pelo Museu Perez de Miami. São mais de 100 obras, escolhidas pela mesma curadora Estrellita Brodsky. De trabalhos sobre papel a grandes instalações de luzes e efeitos, que o público vai adorar. O argentino Le Parc tem quase 90 anos, e vive em Paris onde ainda produz. Teve várias passagens pelo Brasil, inclusive como professor.
Também amanhã, a Pinacoteca abre três novas mostras: uma série de fotos de Caio Reisewitz, um conjunto de pinturas de Dora Longo Bahia e videoinstalações do artista belga David Claerbout.
A Galeria Millan acaba de abrir duas exposições: na sede, uma retrospectiva da obra poético/visual de Décio Pignatari, um dos pais da poesia concreta no Brasil. No Anexo, a nova produção de Lenora de Barros. E a Galeria Luisa Strina apresenta os trabalhos mais recentes de Fernanda Gomes, brasileira de transito internacional. Boa Noite.


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November 17, 2017 |

Televisão

Boas novidades no teatro em São Paulo. No Sesc Ipiranga, estréia hoje o espetáculo A Tartaruga de Darwin, com direção de Mika Lins. O texto é do espanhol Juan Mayorga. Trata-se de uma fábula contemporânea, sobre a tartaruga mais que centenária estudada por Charles Darwin. Uma velha senhora propõe contar o que sabe a um historiador, desde que a leve de volta a Galápagos, para poder morrer. No elenco Ana Cecília Costa,Tuna Dwek, Marcos Suchara e Diego Machado.
No Teatro Anchieta, acaba de estrear o novo espetáculo do encenador Gerald Thomas, chamado Dilúvio. A atriz portuguesa Maria de Lima comanda um elenco de seis mulheres. Duas delas, as nova-iorquinas Julia Wilkins e Lisa Giobbi, nenhum parentesco comigo, farão acrobacias aéreas. Thomas diz que não conta histórias, apenas propõe idéias, com imagens, e o resto é trabalho do público.
A protagonista tenta salvar, num oásis imaginário, informação em excesso, empilhada em escombros, e deixada a apodrecer. Dito assim, parece Beckett.
Na música, aproveitando estes dias espremidos entre feriados, há vários shows anunciados. Maria Rita canta seus primeiros sucessos, acompanhada apenas de violão, hoje e amanhã no Teatro Net. No set list, Grito de Alerta, Cara Valente e Pagu. Na segunda, Dia da Consciência Negra, Mart’nália faz show na concha do Sesc Parque Dom Pedro, e Rincon Sapiência se apresenta no Sesc Itaquera. Ambas as apresentações são gratuitas. E no dia 21, Fernanda Abreu apresenta o show do álbum Amor Geral, mais os sucessos de carreira, no Teatro Porto Seguro. De Garota Sangue Bom e Rio 40 Graus a Outro Sim e Saber Chegar.
Na música erudita, destaque para a pianista ucraniana Valentina Lisitsa, que já veio ao Brasil anteriormente. Ela toca dia 21 no Teatro Alfa hits como Sonata ao Luar, de Beethoven, Gaspard de la Nuit, de Ravel e Quadros de uma Exposição, de Mussorgski. Ela já se apresentou com grandes orquestras e famosos maestros. Mas, jovem e
bela, ela faz muito sucesso no youtube. Boa Noite.


October 16, 2017 |

Ponto de Vista

Caros amigos, informo que não vão mais me ouvir na rádio Jovem Pan dando dicas culturais. Nem verão os posts aqui. O contrato foi “descontinuado”. Não foi escolha minha, mas bateu com a minha vontade, desde o fim do ano passado, de encerrar minhas atividades jornalísticas diárias. Só não tinha feito isso ainda porque fui proibido pelo meu analista… Em 2017, completei 45 anos ininterruptos de atividades jornalísticas diárias. Deu né? E já faz um bom tempo que o meu lema é esta pérola do Millor: “a vida poderia ser bem melhor se não fosse diária”. Enfim, não tenho nada a reclamar, só a agradecer ao Tutinha e ao Zé Pereira, que me trataram muito bem nestes 3 anos e meio de colaboração. Mantenho minha participação semanal no Jornal da Gazeta. Quer dizer… depois de umas férias de 3 semanas que vocês vão acompanhar por aqui. Beijos e abraços, queridos amigos.


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October 13, 2017 |

Televisão

Hebe Camargo deixou um vazio na televisão brasileira. Sua trajetória se confunde com a própria história da tevê no país. No quinto aniversário de sua morte, sua vida é transformada em musical. A mega produção “Hebe, o Musical”, acaba de estrear no Teatro Procópio Ferreira. Dirigido por Miguel Falabella e baseado na biografia escrita por Arthur Xexéo, o espetáculo conta a ascensão da cantora e apresentadora, passando por seus amores, amigos, seu filho Marcello. No palco, Debora Reis dá vida a Hebe na fase adulta. Sua semelhança física é impressionante, e o tom de voz, a maneira de pronunciar palavras, os gestos são os mesmos de Hebe. Eu assisti a uma pré estréia na terça, lembrei da minha ótima relação de amizade com ela e fiquei muito emocionado. Em cena, nove músicos e 21 atores interpretam as canções ao vivo.
O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo celebra os 90 anos de vida e 60 anos de carreira de Amélia Toledo com a exposição “Lembrei que Esqueci”, que será inaugurada amanhã. São cerca de 60 obras, pinturas, desenhos, esculturas e objetos que representam várias fases da produção de Amélia, considerada a “grande dama da contracultura no Brasil”.
A Osesp tem nos concertos desta semana um dos momentos mais importantes da temporada 2017. Hoje e amanhã, regida por Marin Alsop, a orquestra apresenta o Réquiem de Guerra de Benjamin Britten, composto em 1962, uma obra comovente e sublime, dedicada pelo autor a todos os mortos nas grandes guerras do século 20. A apresentação envolve também os três coros da Osesp, incluído o infantil, a soprano americana Emily Magee, o tenor americano Nicholas Phan e o barítono sul africano Jacques Imbrailo. Ao todo são 220 pessoas no palco, interpretando juntas o apoteótico final.
E na semana que vem, estarão juntos no palco Chick Corea e a Steve Gadd Band. Será um encontro único no universo do jazz. No dia 18, eles se apresentam na Sala São Paulo dentro da série do Tucca, entidade que cuida de crianças com câncer. No dia 19 estarão no teatro Alfa com bilheteria aberta. Como vêm, as quatro sugestões de hoje são de arrepiar. Boa noite.