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July 22, 2016 |

Televisão

Chega a São Paulo a Sankai Juku, a mais renomada companhia de dança contemporânea japonesa, para duas apresentações no Teatro Alfa, neste sábado e domingo. A companhia traz sua nova coreografia, a peça “Meguri – Mar Exuberante, Terra Tranquila”, concebida para oito bailarinos. A criação é do diretor de arte, bailarino e coreógrafo Ushio Amagatsu, que pertence à segunda geração de dançarinos de butô. O gênero foi fundado no Japão em meados dos anos 50, e Kazuo Ono foi um de seus maiores representantes. O butô nasceu no pós-guerra como uma reação à invasão dos meios e modos ocidentais. É uma subversão da dança como a conhecemos, com movimentos levados ao limite, e quase sem música.
Macbeth, o clássico de Shakespeare, inspirou a dramaturga e diretora Christiane Jatahy na criação de seu novo trabalho, “A Floresta que Anda”, em cartaz no Sesc Pompeia, até o final do mês. O espetáculo, mistura de performance, cinema, teatro e documentário, lança ao público a pergunta sobre quem seria, ou o que seria, esse Macbeth hoje. O Galpão do Sesc Pompeia, onde a montagem é encenada, funciona como uma espécie de galeria de arte, abrigando telas que exibem histórias de pessoas que tiveram a sua vida atravessada pelos movimentos históricos contemporâneos. A atriz Julia Bernat faz participação solo nesta performance.
O Rio de Janeiro visto do alto é o tema das fotos de Claudio Edinger, na exposição “Machina Mundi – Rio do Céu”, que entrou em cartaz hoje na Galeria Lume, nos Jardins. A mostra destaca, em 12 fotos aéreas, a poesia e a beleza da capital fluminense. Inédita, a individual é fruto de uma pesquisa que vem sendo realizada por Edinger há 15 anos na sua cidade natal. O fotógrafo usa a técnica do foco seletivo, e ressalta com luz e nitidez apenas um ponto no meio da paisagem. Boa Noite.




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July 15, 2016 |

Televisão

Quem gosta de teatro, com pegada de vanguarda, que aponte para a frente, deve prestar atenção no espetáculo que estréia hoje no Sesc Belenzinho. O título diz pouco: A Melancolia de Pandora. Mas o texto e direção são do americano Steven Wasson e da francesa Corinne Soum, do Theatre de l’Ange Fou, baseado em Londres, e herdeiro de Etienne Decroux, considerado o pai da mímica moderna. A montagem reúne no palco Beth Coelho e Ricardo Bittencourt, da Cia BR116, a Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes, da Lusco Fusco. Todos passaram por escolas importantes como o Oficina ou Antunes Filho, e têm uma carreira de respeito. Já se pode esperar um esmero no gestual e nas palavras, para contar o enredo de uma mulher que procura sua identidade com a ajuda de um grande médico, no começo do século 20. O texto usa e abusa de arquétipos que assombram a cabeça da jovem. Efeitos que criam ilusão de ótica, sons incidentais e projeções completam o clima de mistério que o espetáculo requer. Tudo indica que seja bom. Até 7 de agosto.
Mais bom teatro no Centro Cultural Banco do Brasil. Atrizes de gerações diferentes, Angela Figueiredo e Fernanda Cunha estrearam ontem a montagem “Noites Sem Fim”, da britânica Chloë Moss. Com direção de Marco Antônio Pâmio, a peça, inédita no Brasil, foi uma indicação do ator Dan Stulbach, que assistiu à montagem em Nova York, em 2010. A história fala de duas ex-presidiárias, que se tornaram amigas dentro da cadeia e que, provavelmente, nunca teriam se relacionado fora da prisão. Intenso, e por vezes divertido, o texto faz refletir sobre o processo de reintegração na sociedade. Curta temporada. Estreou também no Viga Espaço Cênico a peça “Término do Amor”, sobre o fim de um relacionamento. O autor, o francês Pascal Rambert, propõe um embate verbal entre o casal que se separa. A direção é de Janaína Suaudeau e no palco duelam Carolina Fabri e Gabriel Miziara. Aproveitem. Boa noite.