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April 21, 2017 |

Televisão

O Centro Cultural Banco do Brasil abriu hoje em sua bela sede do centro de São Paulo uma grande mostra de pinturas e aquarelas do pernambucano Cícero Dias, o mais lírico e espontâneo de nossos modernistas. A curadora Denise Mattar, com a ajuda da filha do pintor, Sylvia Dias, escolheu 125 trabalhos que abrangem sua produção dos anos 20 até os 60. Na verdade ele trabalhou até 2003, quando morreu em Paris, aos 95 anos. Cícero Dias foi paisagista do interior de Pernambuco e do Recife, foi figurinista, namorou as cores do fauvismo, e o abstrato, mantendo um estilo inconfundível. No final da vida, optou por uma geometria confortável. Parte da mostra é dedicada a fotos, cartas e textos que ele trocou com amigos como Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Mario Pedrosa, Paul Elouard, Picasso e Calder, entre outros. A exposição, que não se deve perder, fica até julho, e segue em agosto para o Rio.
Nelson Felix abriu exposição esta semana ocupando os dois espaços da Galeria Millan, a sede e o anexo, com esculturas e desenhos da série Variações para Cítera e Santa Rosa. Pertence à mesma série a grande instalação que ele apresenta no momento no MAM do Rio. O artista carioca visitou a ilha de Cítera, na Grécia, e a cidade de Santa Rosa, no pampa argentino, e se inspira na relação e na disparidade entre os dois pontos visitados. Este é o quarto trabalho que Felix realiza dentro da série Método Poético para Descontrole de localidade, iniciado em 1984.
E a Companhia de dança Cisne Negro comemora seus 40 anos com espetáculo recém estreado no Teatro Santander. O título é Hulda, homenagem a Hulda Bittencourt, criadora deste corpo de baile, e da escola que tem quase 60 anos. Jorge Takla foi chamado para dirigir a montagem que reune cenas que remetem à história da companhia. A música é de André Mehmari, as coreografias de Dany Bittencourt e Rui Moreira, cenários de Nicolás Boni e figurinos de Fábio Namatame. E o elenco tem estrelas convidadas como Ana Botafogo e Daniela Severian. Boa Noite.




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April 14, 2017 |

Televisão

Nesta sexta-feira da Paixão, a dois dias da Páscoa, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresenta um programa bem adequado. A jovem e já muito premiada regente italiana Valentina Peleggi, regente em residencia e diretora do coro da Osesp, conduz a orquestra, o coro e quarto solistas pelos meandros da obra de Haydn As Sete Últimas Palavras do Redentor na Cruz. Na abertura, uma obra do padre José Mauiricio Nunes Garcia. Reapresentação amanhã à tarde.
O Sesc Ipiranga também tem em sua programação, esta semana, uma obra de fundo religioso. Trata-se do Stabat Mater, só que apresentado de maneira pouco convencional, em ritmo de jazz. A obra de Pergolesi fala, na verdade, sobre o Nascimento de Cristo, e não sua morte, o que faria mais sentido na Páscoa. Mas a transcrição do quarteto italiano, comandado por Giuliana Soschia e Pino Jodice vale a heresia, ainda mais que a apresentação é amanhã, sábado de Aleluia. Ela mantém a tonalidade barroca, mas insere de Piazzola a John Coltrane.
E o Theatro São Pedro recebe, a partir da semana que vem, as montagens de duas óperas curtas, em apresentações intercaladas. A primeira é Il Noce di Benevento, uma ópera de camera de Giuseppe Balducci, inédita na América, apesar de ter sido composta na primeira metade do século 19. A outra é Gianni Schicchi, de Puccini, uma das mais montadas no Brasil e no mundo, composta no começo do século 20. Tem uma das árias para soprano mais famosas da música lírica, O mio Babbino Caro. A concepção e direção de cena são ambas do milanês Davide Garattini. Il Noce di Benevento é apresentada em partes musicais e diálogos falados, em seis vozes femininas com o acompanhamento de apenas dois pianos. Gianni Schicchi é apresentado com orquestra e elenco. Os solistas e os músicos são todos do teatro, e a direção musical é de André dos Santos. Il Noce terá récitas dias 19, 23 e 28; e Gianni Schicchi nos dias 21, 26 e 30 de abril. Boa Noite.