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February 17, 2017 |

Televisão

A Pinacoteca de São Paulo abre amanhã uma exposição da artista alemã Candida Höfer, um dos nomes fundamentais da fotografia contemporânea. São apenas três obras de grandes dimensões, que estarão no segundo andar do museu. Candida costuma focar ambientes palacianos ou culturais, como museus, galerias, bibliotecas, salas de concertos. Nestas fotos ela apresenta dois diferentes espaços culturais no Brasil e um na França. As obras serão mostradas em diálogo com a coleção de arte do século XIX do museu, dentro da programação Diálogos com o acervo.
No Masp, será inaugurada hoje a exposição “Avenida Paulista”. Como o nome indica, reúne trabalhos do acervo do museu e outros comissionados especialmente para essa mostra, que trazem como tema a principal via paulistana. Entre os artistas, estão Cinthia Marcelle, Rochelle Costi, Mauro Restiffe, Dora Longo Bahia, Claudia Andujar e Cristiano Mascaro.
A Fiesp abre no domingo, em sua sede na Avenida Paulista, seu novo Centro Cultural com uma programação intensa. O prédio, que tem projeto original de Rino Levi, reformado depois por Paulo Mendes da Rocha, já oferecia sala de exposições, teatro, uma galeria digital na fachada e um mezanino usado para fins cênicos. E mais um palco externo para shows. Agora o novo centro cultural contará também com uma galeria destinada apenas à fotografia, mais um novo espaço expositivo, uma livraria e uma cafeteria com vista para um jardim projetado por Burle Marx. São mais 5 mil m² de área. A festa terá um concerto a céu aberto da Bachiana Filarmônica, regida por João Carlos Martins, shows, mostras de arte e teatro infantil e adulto.
Outro espaço de cultura ampliado que a cidade ganhou foi o Centro Compartilhado de Criação, de Ricardo Gasson, que se mudou para a Barra Funda. Um antigo estoque de tecelagem virou um espaço cênico dotado de camarins, salas de dança e ensaio, espaço expositivo e café. O local terá apresentações cênicas e musicais. Boa Noite.



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February 10, 2017 |

Televisão

O amor na era digital é o tema de fundo da peça Constelações, que Marilia Gabriela e Caco Ciocler estreiam hoje no Sesc Santana. O texto é do jovem inglês Nick Payne. A estreia foi em Londres, há cinco anos, e logo deu um importante prêmio ao autor, que ainda nem tinha 30 anos. O enredo às vezes aproxima e às vezes afasta os personagens, como se vivessem em vidas paralelas. O dinamismo das cenas e diálogos, as variações e os significados sublinhados por palavras, prometem surpresas. Os dois atores são pessoas muito especiais, e não teriam escolhido um texto que não os estimulasse. E a direção é de Ulysses Cruz, um craque.
O pintor José Antonio da Silva, o excepcional naif paulista cuja obra sempre esteve presente nas grandes coleções de arte, ao lado de modernistas e concretistas, merece agora uma bela mostra na Galeria Almeida e Dale, que realça alguns aspectos de sua criatividade. O artista, nascido em Sales Oliveira mas radicado depois em São José do Rio Preto, que lhe dedicou um museu, foi descoberto pela intelectualidade paulista no fim dos anos 40 e já em 1951 participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Morreu há 20 anos deixando um legado de cerca de 5 mil pinturas. A exposição que será aberta amanhã tem curadoria de Denise Mattar, que escolheu 50 obras ícones dos anos 40 aos 80.
E o Instituto Tomie Ohtake abre no dia 15 uma exposição do artista checo Jiri Kolar, conhecido dos paulistas por ter participado da 10ª Bienal Internacional, em 1969, e de uma grande mostra sobre os anos 60, em 2001 e 2002, MAM. Kolar pertenceu à vanguarda artística e literária de seu país. Teve muito sucesso como poeta, mas é mais lembrado por seus trabalhos de colagem e assemblage inspirados em textos, notícias, posições políticas. Teve de deixar seu país por ser contrário ao governo autoritário, e só pôde voltar depois da queda do comunismo. Suas obras, desde os anos 90, são disputadas em Praga. As que chegam, pertencem ao Museu Kampa. Aproveitem. Boa Noite.