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Mais de 10 mil litros de água jorram sobre o palco do Teatro Santander, no Shopping JK. É para dar o clima certo para a versão teatral de Cantando na Chuva, o célebre musical do cinema, de 1952. Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello vivem dois astros do cinema mudo que são aniquilados pelo surgimento do audio. E Bruna Guerin faz o papel que foi de Debbie Reynolds no famoso filme.
E o clássico texto do suíço Friedrich Dürrenmatt, “A Visita da Velha Senhora” chega hoje ao Teatro do SESI, na Fiesp, sob a direção de Luiz Villaça. A montagem inédita traz Denise Fraga, Tuca Andrada, Ary França e grande elenco. Em cena, a fragilidade dos valores morais e da noção de justiça diante do poder do dinheiro. O espetáculo tem entrada gratuita.
A Semana de Arte, iniciativa dos galeristas Luisa Strina e Thiago Gomide, do curador Ricardo Sardenberg e do produtor cultural Emílio Kalil, ocupa vários endereços da cidade, até domingo. A feira de arte reune 35 galerias brasileiras e estrangeiras no Hotel Unique. O evento tem ainda show de Maria Bethânia e uma leitura dramática da peça “Trate-me Leão”, que consagrou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, há 40 anos.
A aguardada unidade do Sesc 24 de Maio será inaugurada neste fim de semana no centro, no prédio que foi da loja Mesbla. O projeto de reestruturação é de Paulo Mendes da Rocha. Tem teatro, biblioteca, área de exposição, e uma imensa piscina no topo do edifício. A programação de inauguração, neste sábado e domingo, tem Fernanda Montenegro lendo textos de Nelson Rodrigues, e o Balé da Cidade de São Paulo.
Ainda nas artes, a mostra de pinturas e desenhos de Rafael Galvez, figurativo paulista do século 20, na Galeria Almeida e Dale. As obras foram doadas pelo colecionador Orandi Momesso. E sua venda reverterá para o Médicos sem Fronteiras. E do dia 24 ao 27, realiza-se, no JK Iguatemi, mais uma edição da SPArte/Foto. Aproveitem Boa Noite.


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O grande mago do teatro e da ópera, o diretor americano Robert Wilson, que tem uma longa ligação de trabalho com o Brasil, expõe a partir de amanhã, na galeria Luisa Strina, desenhos de cena, que podem ou não ter sido utilizados em montagens. São idéias, inspiradas ou que acabaram inspirando algum projeto. Podem ser esquetes para mobiliário cenográfico ou sugerir posições de atores no palco. São cerca de 40 deles, em branco e preto, sobre papel. Bob Wilson apresenta também videoretratos. O que se vê no monitor parece fotografia. Mas um olhar atento percebe uma linguagem teatral altamente desenvolvida.
A Pinakotheke, galeria de Max Perlingeiro, também abre amanhã uma mostra de esculturas, desenhos e maquetes de Franz Weissman. O escultor faleceu em 2005 e deixou uma obra fortemente alinhada com a arte construtiva brasileira, sobretudo o movimento neo-concreto, do qual foi um dos fundadores. Na mostra estão cerca de 80 trabalhos.
A Dan Galeria abriu mostra de fotos de Christian Cravo feitas em sete países da África. Nas 25 obras, nenhuma figura humana ou rastro étnico. Apenas paisagens e animais, em enfoques e cortes surpreendentes. Cravo lança também um livro com o conteúdo da mostra.
Toninho Horta faz show dia 15, no Bourbon Street, para lançar um songbook com 108 partituras e diagramas para violão e piano. Reune suas mais significativas composições, com ricas harmonias. E claro, informações sobre vida e carreira do músico mineiro. A obra é aguardada no universo musical no Brasil e exterior.
E o clássico Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, na visão criativa de Gabriel Villela, estréia hoje no Tucarena. Malvino Salvador interpreta o temido bicheiro que ostentava uma dentadura de ouro. Ainda no elenco, Mel Lisboa, Cláudio Fontana e Lavinia Pannunzio. Villela transformou a tragédia num musical, com canções do repertório de Dalva de Oliveira.
Outro clássico de Nelson Rodrigues, O Beijo no Asfalto, ganha montagem de rua com direção de Pedro Granato, a partir de amanhã e até 3 de setembro, só aos sábados e domingos ao entardecer, na Praça Roosevelt. O público ocupará as escadas. Os papéis principais são interpretados por Fhelipe Chrisostomo, Gabriela Fontana, Maria Eduarda Machado e Roberto Garcia. Aproveitem! Boa Noite.


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A galeria Fortes D’Aloia & Gabriel reuniu em sua sede da Vila Madalena, fotos de Alair Gomes e de Robert Mapplethorpe. A idéia é muito boa e inédita. E a comparação, inevitável, já que ambos focaram na sedução do corpo masculino e na transcendência do sexo. Enquanto o brasileiro era um voyeur confesso, retratando jovens ao sol das praias cariocas, o americano mirava o corpo com precisão e iluminação de estúdio. Alair é um ícone da fotografia nacional. Mapplethorpe é um ícone internacional. A mesma galeria abriu, no segundo andar, mostra de desenhos inéditos de Iran do Espírito Santo: lápis e guache com foco em objetos do cotidiano.
A Galeria Baró também mostra algo inédito: desenhos de Fernando Campana, que compõe com o irmão Umberto a famosa dupla de designers brasileiros. Fernando remexeu em inspirações da infância, e apresenta uma série inspirada em robôs, e outra em macacos.
Os próximos dias terão foco no design, a propósito do Design Weekend. Uma das exposições relevantes é a do Instituto Bardi/Casa de Vidro. Trata-se da mostra Common Sense, com móveis e objetos de designers como Jasper Morrison, Cláudia Moreira Salles, Irmãos Campana e Fernando Brizio criados com pedras portuguesas. E a MADE, Mercado de Arte e Design, chega à quinta edição, dia 8, desta vez no prédio da Bienal. São mais de 100 expositores brasileiros e estrangeiros, escolhidos por Waldick Jatobá, apresentando sempre uma nova geração de designers.
Na música, destaque para o concerto de despedida da temporada do Mozarteum em São Paulo: reúne a soprano sul-africana Pretty Yende e o tenor mexicano Javier Camarena, acompanhados pelo pianista cubano Ángel Rodriguez. No menu, árias de Donizetti, Bellini, Rossini e Verdi. Dias 8 e 9 na Sala São Paulo. Outro destaque é a estréia, hoje, no Teatro Artur de Azevedo, do musical Agnaldo Rayol A Alma do Brasil. Marcelo Nogueira vive Agnaldo, no texto de Fátima Valença. A montagem é fartamente premiada. Aproveitem. Boa Noite.


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O multitalentoso pernambucano Antonio Nóbrega presta uma homenagem ao legado de seu conterrâneo Luiz Gonzaga, no espetáculo “Lua”, que apresenta amanhã à noite, na Casa Natura Musical, em Pinheiros. O artista leva ao palco releituras de canções pouco conhecidas e clássicos do rei do baião, como “Acauã”, “Que nem Jiló”, “Siri Jogando Bola”, “Juazeiro” e “Asa Branca”. Em “Lua”, Gonzaga é reverenciado como grande compositor e intérprete nordestino, divulgador de gêneros musicais como xote, xaxado, chamego e baião, mas sobretudo como um dos pilares da música brasileira.
A atriz Marília Moreira estrela o monólogo “Além da Imagem”, no Sesc Ipiranga. Em cena, Marília contrapõe a figura sexy de Marilyn Monroe no cinema, com sua personalidade ingênua e sonhadora, fora das telas. Com isso tenta ressaltar as angustias do mito. Citações feitas por Marilyn são inseridas ao lado de trechos da peça “A Gaivota”, um dos clássicos do dramaturgo russo Anton Tchekhov, que o escreveu como uma comédia, mas que é considerado por muitos como um drama existencial.
Outro russo, o poeta e escritor Maiakóvski é o inspirador do espetáculo A Plenos Pulmões, que também estréia hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil. Maiakóvski, um dos mais importantes autores do século 20, foi um dos que antecipou a revolução russa, que comemora seu centenário este ano. Já em 1912 ele participou de uma revolução estética e anárquica, que lançaria o futurismo russo. Marcia Abujamra fez o roteiro e direção. No palco, Luciano Chirolli faz o poeta, e Georgette Fadel, ora é uma sua leitora contemporânea, ora é narradora, ora interpreta as diversas mulheres da vida de Maiakovski.
E no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, abre no dia 3 de agosto a exposição Barroco Ardente e Sincrético, Luso-Afro-Brasileiro. A curadoria é de Emanuel Araujo, diretor do museu. Com peças dos séculos 18 e 19 escolhidas em coleções públicas e privadas, além do próprio acervo, Araujo quer ressaltar as variações do barroco europeu e brasileiro, com ênfase no aspecto miscigenação. Boa Noite.


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Uma ótima programação cultural, sem sair da Avenida Paulista. O Itaú Cultural acaba de inaugurar a Ocupação Aracy Amaral, exposição que reverencia a atuação da curadora de 87 anos, cuja trajetória no mundo da Artes Visuais ostenta a realização de mais de 50 mostras importantes no Brasil e no exterior. Entre os muitos livros que publicou, sobre o modernismo e o construtivismo Brasileiros e a arte latino-americana, Aracy foi a primeira a publicar um livro sobre a vida e obra de Tarsila do Amaral, sua tia. Além disso, dirigiu museus, realizou várias pesquisas em artes visuais, foi professora e continua atuando como curadora. Com foco na pluralidade de sua atuação, a mostra aborda as diversas facetas de Aracy, por meio de fotos, documentos, áudios e livros.
O Centro Cultural Fiesp recebe a 18ª File. O festival, o maior de arte e tecnologia da América Latina, reúne mais de 350 obras, que prometem despertar sensações e experiências únicas no público. São instalações como a que solta bolhas de sabão por meio de grandes buzinas; uma nuvem brilhante que respira, e corpos que tentam se encaixar entre retângulos animados e grandes infláveis. A entrada é gratuita.
No Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, entra em cartaz o musical cômico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, adaptação da obra homônima de Machado de Assis. Sucesso nos palcos, nos anos 90, a montagem retorna em nova produção, estrelada pelo ator Marcos Damigo e dirigida por Regina Galdino. O monólogo é uma metáfora do Brasil sem projeto; enfatiza a trajetória do anti-herói Brás Cubas, o cidadão sem escrúpulos e sem ética, que nos revela a continuidade de um comportamento oportunista que persiste no Brasil desde o século 19. Ou bem antes. Mais atual, impossível.
É bom não esquecer que a mostra de Toulouse Lautrec continua em cartaz no MASP. E a Japan House apresenta a obra de Kengo Kuma. Boa Noite


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O rabino escritor Nilton Bonder e a atriz e diretora Clarice Niskier acabam de estrear A Cabala do Dinheiro, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A dupla já nos deu um espetáculo inesquecível, A Alma Imoral, em cartaz sem interrupção há 11 anos. Esta nova montagem é baseada no livro homônimo de Bonder, com extratos de outros dois livros, a Cabala da Inveja e a Cabala da Comida, que formam sua trilogia da Cabala. Seguem a máxima judaica que diz que “uma pessoa se faz conhecida por seu copo, seu bolso e seu ódio”. Nesta peça, Clarice adaptou o texto e dirige os atores Leticia Tomasella e Marcos Reis, ora narradores ora personagens. Nas histórias, a relação do indivíduo e da sociedade com o dinheiro, a prosperidade, o compartilhamento, a abundancia e a escassez. A peça é uma discussão ética sobre a mágica das trocas humanas.
O Itaú Cultural apresenta hoje a Filafro – Filarmônica Afro Brasileira, no espetáculo “Pra Não Ficar Parado”. No repertório, ritmos tradicionais do Brasil: baião, maxixe, samba e choro, além do angolano quizomba. Sob regência do maestro Josoé Polia, a filarmônica se apresenta com 16 músicos, e conta com a participação especial do pianista cubano Pepe Cisneros. Uma especialidade são versões orquestradas com características africanas para composições de Paul McCartney, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, Guerra Peixe, os contemporâneos Yaniel Matos e Sara Negritri, e o próprio Polia, que terá duas músicas inéditas apresentadas.
E o Sesc Pompéia apresenta, amanhã e domingo, o “Concerto Homenagem a Liége Piazzolla”, obra de Astor Piazzolla. Artistas argentinos e brasileiros se reunem neste tributo ao maestro e compositor portenho Piazzolla, falecido há 25 anos. A formação é inédita e traz, entre outros, músicos como Eduardo Isaac, considerado o melhor intérprete de Piazzolla em violão do mundo, Daniel Binelli, bandoneonista que tocou com o mestre, além de Claudio Cruz, violinista brasileiro, spalla e regente da Osesp, vencedor do Grammy Latino em 2002. Boa Noite.