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A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner desvendam Chopin para o público paulista. Uma lê cartas de Geroge Sand, a musa de Chopin, e poemas de Musset, Baudelaire, Saint Pol Roux enquanto a outra toca peças do compositor. Com isso, jogam luz sobre cerca de 20 anos da vida produtiva do músico. O espetáculo Chopin ou o Tormento do Ideal tem a direção segura de José Possi Neto, e é apresentado hoje, amanhã e domingo no Teatro Porto Seguro.
O espetáculo Kiwi encerra turnê nacional com temporada no teatro Eva Hertz, aos sábados e domingos. Trata-se da história de uma jovem abandonada pela família, que acaba vivendo na rua experiências de violência e drogas, mas também de persistente esperança. O texto é do premiado franco-canadense Daniel Danis. A tradução e direção são de Luciano Maza, e o elenco tem Rita Batata e Lucas Lentini.
A peça Limonada, de temática gay, estréia segunda-feira no Viga Espaço Cênico. Sem clichês ou estereótipos, o texto de João Hannuch, também o diretor, fala de um rapaz que se aproxima dos 30 anos e revê sua vida romântica através do reencontro com ex-namorados. A montagem é minimalista. Como uma história em quadrinhos, os personagens são avatares, às vezes pouco realistas, conforme imaginados pelo protagonista.
Finalmente, a Osesp tem agenda cheia neste fim de semana. O maestro Isaac Karabtchevsky rege a orquestra nos concertos de hoje e amanhã com um programa para entusiasmar os amantes da música de Tchaikowsky: O concerto nº 1 para piano e orquestra, com solo do pianista argentino Sergio Tiempo; e depois a sinfonia nº 5 do mesmo autor. No domingo de manhã Karabtchevsky rege a Osesp repetindo a Sinfonia nº 5 de Tchaikosvsky; e a orquestra mais o coro, no Principe Igor de Borodin. No domingo à tarde o quarteto Osesp, acompanhado do jovem pianista brasileiro Cristian Budu, apresenta obras de Schumann e Francisco Mignone. Boa Noite.


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Muitas novas e interessantes exposições em São Paulo! Uma delas é a Ocupação do Itau Cultural em homenagem a Nise da Silveira, a brasileira que revolucionou a psiquiatria através da arte. Abre amanhã em dois andares do edifício. O público poderá conhecer, através de documentos, filmes, fotos, cartas, a grandiosidade deste trabalho, reconhecido no mundo todo, e que ainda gera resultados, através do ateliê do Museu de Imagens do Inconsciente. Nise era chamada de rebelde, até suas terapias ocupacionais serem reconhecidas por Jung, que virou seu amigo e interlocutor. Há um vídeo deles juntos num congresso em Zurique, em 1957. Ao lado da parte documental há uma mostra da arte realizada pelos pacientes do Museu do Inconsciente.
Ainda na Avenida Paulista, o Instituto Moreira Salles realiza neste fim de semana o Festival ZUM. Apresenta a coleção Steidl, doada recentemente ao IMS. O próprio Gerhard Steidl, dono de importante editora alemã de livros fotográficos, falará sobre este acervo. Além das exposições, haverá debates entre escritores, artistas, fotógrafos e cineastas. Entre eles, o americano Teju Cole, o suíço Yann Gross, as brasileiras Claudia Andujar e Berna Reale.
O Instituto Tomie Ohtake abre amanhã uma grande mostra de Julio Le Parc, um dos inventores da arte cinética. A retrospectiva foi organizada pelo Museu Perez de Miami. São mais de 100 obras, escolhidas pela mesma curadora Estrellita Brodsky. De trabalhos sobre papel a grandes instalações de luzes e efeitos, que o público vai adorar. O argentino Le Parc tem quase 90 anos, e vive em Paris onde ainda produz. Teve várias passagens pelo Brasil, inclusive como professor.
Também amanhã, a Pinacoteca abre três novas mostras: uma série de fotos de Caio Reisewitz, um conjunto de pinturas de Dora Longo Bahia e videoinstalações do artista belga David Claerbout.
A Galeria Millan acaba de abrir duas exposições: na sede, uma retrospectiva da obra poético/visual de Décio Pignatari, um dos pais da poesia concreta no Brasil. No Anexo, a nova produção de Lenora de Barros. E a Galeria Luisa Strina apresenta os trabalhos mais recentes de Fernanda Gomes, brasileira de transito internacional. Boa Noite.


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Boas novidades no teatro em São Paulo. No Sesc Ipiranga, estréia hoje o espetáculo A Tartaruga de Darwin, com direção de Mika Lins. O texto é do espanhol Juan Mayorga. Trata-se de uma fábula contemporânea, sobre a tartaruga mais que centenária estudada por Charles Darwin. Uma velha senhora propõe contar o que sabe a um historiador, desde que a leve de volta a Galápagos, para poder morrer. No elenco Ana Cecília Costa,Tuna Dwek, Marcos Suchara e Diego Machado.
No Teatro Anchieta, acaba de estrear o novo espetáculo do encenador Gerald Thomas, chamado Dilúvio. A atriz portuguesa Maria de Lima comanda um elenco de seis mulheres. Duas delas, as nova-iorquinas Julia Wilkins e Lisa Giobbi, nenhum parentesco comigo, farão acrobacias aéreas. Thomas diz que não conta histórias, apenas propõe idéias, com imagens, e o resto é trabalho do público.
A protagonista tenta salvar, num oásis imaginário, informação em excesso, empilhada em escombros, e deixada a apodrecer. Dito assim, parece Beckett.
Na música, aproveitando estes dias espremidos entre feriados, há vários shows anunciados. Maria Rita canta seus primeiros sucessos, acompanhada apenas de violão, hoje e amanhã no Teatro Net. No set list, Grito de Alerta, Cara Valente e Pagu. Na segunda, Dia da Consciência Negra, Mart’nália faz show na concha do Sesc Parque Dom Pedro, e Rincon Sapiência se apresenta no Sesc Itaquera. Ambas as apresentações são gratuitas. E no dia 21, Fernanda Abreu apresenta o show do álbum Amor Geral, mais os sucessos de carreira, no Teatro Porto Seguro. De Garota Sangue Bom e Rio 40 Graus a Outro Sim e Saber Chegar.
Na música erudita, destaque para a pianista ucraniana Valentina Lisitsa, que já veio ao Brasil anteriormente. Ela toca dia 21 no Teatro Alfa hits como Sonata ao Luar, de Beethoven, Gaspard de la Nuit, de Ravel e Quadros de uma Exposição, de Mussorgski. Ela já se apresentou com grandes orquestras e famosos maestros. Mas, jovem e
bela, ela faz muito sucesso no youtube. Boa Noite.


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Hebe Camargo deixou um vazio na televisão brasileira. Sua trajetória se confunde com a própria história da tevê no país. No quinto aniversário de sua morte, sua vida é transformada em musical. A mega produção “Hebe, o Musical”, acaba de estrear no Teatro Procópio Ferreira. Dirigido por Miguel Falabella e baseado na biografia escrita por Arthur Xexéo, o espetáculo conta a ascensão da cantora e apresentadora, passando por seus amores, amigos, seu filho Marcello. No palco, Debora Reis dá vida a Hebe na fase adulta. Sua semelhança física é impressionante, e o tom de voz, a maneira de pronunciar palavras, os gestos são os mesmos de Hebe. Eu assisti a uma pré estréia na terça, lembrei da minha ótima relação de amizade com ela e fiquei muito emocionado. Em cena, nove músicos e 21 atores interpretam as canções ao vivo.
O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo celebra os 90 anos de vida e 60 anos de carreira de Amélia Toledo com a exposição “Lembrei que Esqueci”, que será inaugurada amanhã. São cerca de 60 obras, pinturas, desenhos, esculturas e objetos que representam várias fases da produção de Amélia, considerada a “grande dama da contracultura no Brasil”.
A Osesp tem nos concertos desta semana um dos momentos mais importantes da temporada 2017. Hoje e amanhã, regida por Marin Alsop, a orquestra apresenta o Réquiem de Guerra de Benjamin Britten, composto em 1962, uma obra comovente e sublime, dedicada pelo autor a todos os mortos nas grandes guerras do século 20. A apresentação envolve também os três coros da Osesp, incluído o infantil, a soprano americana Emily Magee, o tenor americano Nicholas Phan e o barítono sul africano Jacques Imbrailo. Ao todo são 220 pessoas no palco, interpretando juntas o apoteótico final.
E na semana que vem, estarão juntos no palco Chick Corea e a Steve Gadd Band. Será um encontro único no universo do jazz. No dia 18, eles se apresentam na Sala São Paulo dentro da série do Tucca, entidade que cuida de crianças com câncer. No dia 19 estarão no teatro Alfa com bilheteria aberta. Como vêm, as quatro sugestões de hoje são de arrepiar. Boa noite.


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A 20ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil se instalou no Sesc Pompéia esta semana, e segue até janeiro, apresentando vídeos, instalações, pinturas, esculturas. A curadoria é sempre de Solange Farkas. O tema Panoramas do Sul inspira esta edição, que tem mais de 50 artistas, de 25 países, nem todos pertencentes ao sul geográfico. O conjunto de obras mostra artistas muito mais preocupados em recuperar raízes e salvar o planeta, do que com as discussões políticas ou comportamentais que ocupam as redes sociais.
No Teatro Porto Seguro, o destaque é o novo musical dirigido por Miguel Falabella, intitulado “O Som e a Sílaba”, escrito especialmente para as atrizes Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. Maestrini é Sarah Leighton, uma jovem com diagnóstico de autismo altamente funcional, com incrível habilidade para a música. O enredo trata de sua relação com a professora de canto.
A Osesp apresenta esta semana jovens talentos nacionais. Nos concertos de hoje e amanhã, regidos pelo português Pedro Neves, o jovem violinista paulistano Luíz Fílip apresenta a estréia mundial de uma obra de Celso Loureiro Chaves, encomendada pela orquestra. E no domingo, Fílip se une ao já muito premiado pianista Cristian Budu, de origem romena, mas crescido em Diadema, para interpretarem obras de Brahms, Debussy e Kodály.
Na segunda, o Instituto de Arte Contemporânea comemora seus 20 anos abrindo uma exposição que traça um panorama do acervo dos artistas representados em sua coleção. São 158 peças, escolhidas pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, dos artistas Amílcar de Castro, Sergio Camargo, Willys de Castro, Luis Sacilotto, Hermelindo Fiaminghi e Iole de Freitas.
E na terça, será aberta, no Centro Cultural da Fiesp, a mostra que celebra o centenário da obra “Fonte”, icônico urinol do artista francês Marcel Duchamp, inventor do ready made, que consiste em retirar objetos de seu contexto comum e transformá-los em arte. A exposição reúne cerca de 150 obras de artistas como Tunga, Lygia Clark, e Hélio Oiticica, influenciadas pelas teorias de Duchamp.
Boa Noite.


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O Museu de Arte Moderna de São Paulo abriu esta semana o 35º Panorama da Arte Brasileira, sua tradicional exposição bienal, voltada para a arte contemporânea nacional. O curador Luiz Camillo Osório se inspirou num dos textos seminais do artista Hélio Oiticica, de 1967, e deu à mostra o título Brasil por Multiplicação. Dentre os destaques, a instalação “Sala de Vidro”, do carioca João Modé; o coletivo Mão na Lata e Tatiana Altberg; a paulistana Dora Longo Bahia; os pernambucanos Lourival Cuquinha e Clarisse Hoffmann e o paraibano José Rufino.
E a companhia holandesa Nederlands Dans Theater 2, uma das maiores referências da dança contemporânea no mundo, se apresenta hoje, amanhã e no domingo, dentro da Temporada de Dança do Teatro Alfa. Serão três coreografias: “I New Then”, “Sad Case” e “Cacti”.
O Itaú Cultural apresenta a Ocupação Inezita Barroso, que reverencia o trabalho da maior incentivadora da legítima música caipira. Inesita foi cantora, atriz, instrumentista, folclorista, professora e apresentadora de rádio e televisão. Morreu em 2015, aos 90 anos. A mostra traz raros registros em áudio e vídeo, programas de tevê, fotos pessoais, de shows e de viagens, recortes de jornais, presentes, prêmios e conversas registradas por Inezita em seu gravador. Sua filha Marta e o jornalista Aloisio Milani puseram no ar o site inezita.com.br, com toda essa informação.
E o teatro Eva Hertz, no Conjunto Nacional, apresenta duas novas produções. Uma estréia hoje: Se Existe, eu Ainda não Encontrei, texto do britânico Nick Payne, sobre gente que quer salvar a humanidade mas não presta atenção nos problemas de quem está próximo. Com Helena Ranaldi e Leopoldo Pacheco no elenco. E no dia 3 estréia uma montagem de Volta ao Lar, de Harold Pinter, com direção de Regina Duarte e Alessandra Negrini encabeçando o elenco. Trata-se da chegada de uma mulher a uma família só de homens. E as mudanças que sua presença provoca. A primeira aos sábados e domingos e a segunda só às terças. Aproveitem. Boa Noite.