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A 13ª Virada Cultural Paulista acontece entre as 18h de amanhã e as 18h de domingo. São centenas de opções espalhadas pelas ruas e praças do centro da cidade, pelos centros culturais periféricos, nas bibliotecas e nos teatros da Prefeitura. Programações para todas as idades. Tudo de graça. Em vários dos cerca de 40 tablados do centro haverá programação corrida durante 24 horas.
Os destaques vão para os shows do palco do Sambódromo do Anhembi. Daniela Mercury abre a Virada amanhã às 18h. Fafá de Belém entra à meia noite. E os Titãs fecham a festa às 16 hs de domingo. No Teatro Municipal a programação é tão variada, que tem a Orchestra Bachiana, de João Carlos Martins, se apresentando com a bateria da Vai Vai, às duas da manhã de domingo. Da frente do teatro sairão cortejos musicais, de duas em duas horas. Um deles vai coroar Vera Fisher como deusa da telenovela brasileira, e outro terá Tiago Abravanel e Gretchen juntos.
No palco do Anhangabaú serão apresentados trechos de musicais em cartaz. No sábado o destaque é Gota D’Água a Seco, com Laila Garin. No domingo, Wanderléa apresenta 60! Década de Arromba, e Zélia Duncan seu Alegria Alegria. Na Praça Don José Gaspar, só pianos. Nelson Ayres, Amilton Godoy, Eduardo Dusek, Simoninha e por aí vai até terminar com André Mehmari.
Enfim, tem rock, tem funk, tem hip hop, tem samba, tem stand up, tem circo, tem teatro e tem cinema noite afora. Sem contar as programações dos parceiros da Virada: todos os Sescs, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Unibes Cultural, entre outros. E tem mais: os teatros distribuirão 4 mil ingressos gratuitos para seus espetáculos em cartaz.
Ou seja, neste fim de semana em São Paulo, só fica em casa quem quer. A programação completa está em viradacultural.prefeitura.sp.gov.br. Boa Noite.


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Em comemoração aos 50 anos do Tropicalismo, Zélia Duncan estrela, a partir de hoje, o musical “Alegria Alegria”, no Teatro Santander. Dirigida por Moacyr Góes, Zélia é a mestre-de-cerimônias que conduz a plateia pela história desse movimento que mudou a música brasileira na década de 60. As canções são de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé.
Indo ainda mais longe, Claudete Soares faz show amanhã no Sesc Pompéia, revisitando clássicos precursores da Bossa Nova, de autores como Caymmi, Vinicius, Lupicínio, Dolores Duran, Maysa, Tito Madi e Johnny Alf. Com ela no palco estará Alayde Costa.
Também no Sesc Pompéia estreou ontem o espetáculo Diásporas, com 45 atores em cena, reunidos nas companhias Elevador, Histriônica e Barulhentos. A dramaturgia de Cassio Pires sobre os deslocamentos de populações, cria três povos fictícios, pertencentes às culturas do mar, da montanha e do deserto. Direção de Marcelo Lazzaratto e música ao vivo de Greg Slivar.
O Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, recebe a peça “Livia”, com os atores Sol Menezzes e o angolano Licínio Januário, que também assina a dramaturgia. Ambos dão vida à emocionante trajetória de um casal, da juventude à velhice.
A comédia “Não Vamos Pagar”, do italiano Dario Fo, estreia hoje, no Teatro Porto Seguro. Virginia Cavendish e Marcello Airoldi comandam o elenco, dirigidos por Inez Viana. Em cena, um grupo de mulheres decide invadir e saquear um supermercado, em repúdio à alta de preços.
E o museu A Casa apresenta uma exposição de bordados escolhidos pelo curador Renato Imbroisi pelo Brasil a fora. A montagem reproduz a estrutura de uma casa, com paredes, portas, janelas e cômodos feitos em tecidos bordados. Uma casa construída com pano, agulha e linha. Boa Noite.


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Será inaugurada em São Paulo neste domingo, a Japan House, um espaço cultural, tecnológico e gastronômico, que ocupará o número 52 da Avenida Paulista. Orçado em 30 milhões de dólares – investimento integral do governo japonês – o prédio tem seu projeto assinado pelo arquiteto Kengo Kuma, o mesmo que desenhou o futuro Estádio Nacional de Tóquio, para os Jogos Olímpicos de 2020. O objetivo da Japan House é apresentar aos paulistanos o melhor do Japão contemporâneo, com exposições, palestras e seminários, biblioteca, restaurante e loja de artesanato. A curadoria é de Marcello Dantas.
A Fundação Bienal de São Paulo convidou a artista mineira Cinthia Marcelle para ocupar o Pavilhão do Brasil na 57ªBienal de Veneza, a ser inaugurada no dia 10 de maio. A escolha foi do curador Jochen Volz. A obra instalada nas duas galerias é Chão de Caça, desenvolvida especialmente para o espaço. Um piso inclinado, feito de grades soldadas, ocupa o interior das galerias. Seixos comuns espremem-se nos vãos das grades. Lembra o tipo de piso normalmente utilizado em contextos industriais ou espaços públicos. Entrelaçados nas grades encontram-se elementos escultóricos, uma série de pinturas e um vídeo.
No Teatro do Sesi, estreou ontem o espetáculo musical “Senhor das Moscas”, para temporada gratuita até 3 de dezembro. O texto teatral de Nigel Williams é baseado no romance homônimo de William Golding, de 1954. Golding recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1983, em grande parte devido a este livro. Direção e tradução de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia. 13 atores interpretam alunos de um colégio inglês, presos numa ilha deserta depois da queda do avião que os transportava. Duas lideranças logo se formam: Ralph deseja voltar para a civilização, e Jack, cada vez mais, rompe seus laços com ela.
E no Teatro Cacilda Becker, Antonio Petrin e Roberto Arduin estreiam “Aeroplanos”, do argentino Carlos Gorostiza. O texto reflete sobre o medo da morte, a solidão e a perda de independência do homem que envelhece.
Boa Noite.


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A arte engajada da mineira Teresinha Soares é destaque no Masp, com grande mostra individual. Desde os anos 60, Teresinha apresenta um trabalho transgressivo e contestador, voltado para questões relacionadas à condição feminina. Mas só agora sua obra começa a ganhar destaque no circuito internacional. Teresinha ficou sem expor por 40 anos. E esta é sua primeira mostra em museu.
O documentário “Guarnieri” estreia no dia 03, no Centro Cultural São Paulo, como parte da Mostra Itinerante Histórias que Ficam, da Fundação Companhia Siderúrgica Nacional. O filme conta a trajetória do ator e autor Gianfrancesco Guarnieri, que morreu em 2006. Guarnieri foi fundamental na história do teatro brasileiro, inaugurando o teatro engajado. Seus filhos Flávio e Paulo, também atores, assumiram um distanciamento entre arte e política. A partir dessas atitudes opostas, o diretor Francisco Guarnieri, neto do ator, procura refletir sobre o papel do indivíduo na sociedade, na arte e na família. Francisco Guarnieri e a diretora Cibele Forjaz comandam um debate após a estréia. A entrada é gratuita.
Na Sala São Paulo, a soprano alemã Diana Damrau e o baixo-barítono francês Nicolas Testé, dois nomes reluzentes da cena lírica atual, abrem a temporada 2017 do Mozarteum nos dias primeiro e 2 de maio. Acompanhados pela Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro, eles interpretam árias de Verdi, Rossini, Carlos Gomes, Gounod e Gershwin.
E o Maio Fotografia no MIS, em São Paulo, apresenta sua sexta edição com três exposições: os vencedores do quarto Flamob (Festival Latino-Americano de Mobgrafias), que são fotos feitas com smartphones; Avessos e Paradigmas, que reune as primeiras mobgrafias de fotógrafos veteranos como German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo; e “A Arte da Observação Urbana”, com ensaios do coletivo Hikari Creative. Boa Noite.


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O Centro Cultural Banco do Brasil abriu hoje em sua bela sede do centro de São Paulo uma grande mostra de pinturas e aquarelas do pernambucano Cícero Dias, o mais lírico e espontâneo de nossos modernistas. A curadora Denise Mattar, com a ajuda da filha do pintor, Sylvia Dias, escolheu 125 trabalhos que abrangem sua produção dos anos 20 até os 60. Na verdade ele trabalhou até 2003, quando morreu em Paris, aos 95 anos. Cícero Dias foi paisagista do interior de Pernambuco e do Recife, foi figurinista, namorou as cores do fauvismo, e o abstrato, mantendo um estilo inconfundível. No final da vida, optou por uma geometria confortável. Parte da mostra é dedicada a fotos, cartas e textos que ele trocou com amigos como Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Mario Pedrosa, Paul Elouard, Picasso e Calder, entre outros. A exposição, que não se deve perder, fica até julho, e segue em agosto para o Rio.
Nelson Felix abriu exposição esta semana ocupando os dois espaços da Galeria Millan, a sede e o anexo, com esculturas e desenhos da série Variações para Cítera e Santa Rosa. Pertence à mesma série a grande instalação que ele apresenta no momento no MAM do Rio. O artista carioca visitou a ilha de Cítera, na Grécia, e a cidade de Santa Rosa, no pampa argentino, e se inspira na relação e na disparidade entre os dois pontos visitados. Este é o quarto trabalho que Felix realiza dentro da série Método Poético para Descontrole de localidade, iniciado em 1984.
E a Companhia de dança Cisne Negro comemora seus 40 anos com espetáculo recém estreado no Teatro Santander. O título é Hulda, homenagem a Hulda Bittencourt, criadora deste corpo de baile, e da escola que tem quase 60 anos. Jorge Takla foi chamado para dirigir a montagem que reune cenas que remetem à história da companhia. A música é de André Mehmari, as coreografias de Dany Bittencourt e Rui Moreira, cenários de Nicolás Boni e figurinos de Fábio Namatame. E o elenco tem estrelas convidadas como Ana Botafogo e Daniela Severian. Boa Noite.


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Nesta sexta-feira da Paixão, a dois dias da Páscoa, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresenta um programa bem adequado. A jovem e já muito premiada regente italiana Valentina Peleggi, regente em residencia e diretora do coro da Osesp, conduz a orquestra, o coro e quarto solistas pelos meandros da obra de Haydn As Sete Últimas Palavras do Redentor na Cruz. Na abertura, uma obra do padre José Mauiricio Nunes Garcia. Reapresentação amanhã à tarde.
O Sesc Ipiranga também tem em sua programação, esta semana, uma obra de fundo religioso. Trata-se do Stabat Mater, só que apresentado de maneira pouco convencional, em ritmo de jazz. A obra de Pergolesi fala, na verdade, sobre o Nascimento de Cristo, e não sua morte, o que faria mais sentido na Páscoa. Mas a transcrição do quarteto italiano, comandado por Giuliana Soschia e Pino Jodice vale a heresia, ainda mais que a apresentação é amanhã, sábado de Aleluia. Ela mantém a tonalidade barroca, mas insere de Piazzola a John Coltrane.
E o Theatro São Pedro recebe, a partir da semana que vem, as montagens de duas óperas curtas, em apresentações intercaladas. A primeira é Il Noce di Benevento, uma ópera de camera de Giuseppe Balducci, inédita na América, apesar de ter sido composta na primeira metade do século 19. A outra é Gianni Schicchi, de Puccini, uma das mais montadas no Brasil e no mundo, composta no começo do século 20. Tem uma das árias para soprano mais famosas da música lírica, O mio Babbino Caro. A concepção e direção de cena são ambas do milanês Davide Garattini. Il Noce di Benevento é apresentada em partes musicais e diálogos falados, em seis vozes femininas com o acompanhamento de apenas dois pianos. Gianni Schicchi é apresentado com orquestra e elenco. Os solistas e os músicos são todos do teatro, e a direção musical é de André dos Santos. Il Noce terá récitas dias 19, 23 e 28; e Gianni Schicchi nos dias 21, 26 e 30 de abril. Boa Noite.