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A temporada de música erudita de 2018 será tão boa quanto as anteriores. A Cultura Artística anunciou dez concertos entre março e novembro, divididos pelas suas duas séries de assinaturas, Branca e Azul. As duas grandes orquestras, a da Suisse Romande e a Filarmonica de Dresden tocarão para as duas séries. A série azul terá o pianista canadense Jan Lisiecki, o conjunto de cordas Les Violons du Roy, o Quarteto Modigliani e a Orquestra de Câmara de Viena. A série branca terá a Camerata Salzburg, a Geneva Camerata, a pianista chinesa Yuja Wang e o duo formado pela violinista alemã Carolin Widmann e o pianista russo Denis Kozhukhin. Ainda há ingressos à venda para todos os concertos.
A Osesp apresentará 32 diferentes programas, num total de 112 concertos sinfônicos. Muitos deles gratuitos ou a preços reduzidos. Entre os destaques da temporada 2018 está a série integral das sinfonias de Beethoven, uma série dedicada a Rossini e a série Stravinsky Essencial, com seus três grandes balés. A Osesp será comandada pela regente titular Marin Alsop e maestros convidados como Giancarlo Guerrero, Markus Stenz e Alvo Volmer. Entre os solistas, os pianistas Nikolay Luganski, Gabriela Montero e Marcelo Bratke; e os violinistas Pekka Kuusisto e Ning Feng.
O MASP anuncia nove mostras, entre coletivas e individuais, produzidas na casa. Os 130 anos da Lei Áurea impregnam todas, já que o Brasil recebeu cerca de 40% dos africanos escravizados e foi o último país das Américas a abolir a escravatura. Teremos a exposição Histórias Afro-Atlânticas e mostras de Aleijadinho, Maria Auxiliadora, Emanuel Araujo, Rubem Valentim e Pedro Figari.
E o teatro começa o ano quente, com a estréia de Luíza Tomé, Letícia Birkheuer e Priscila Fantin interpretando avó, mãe e neta na peça Além do que os Nossos Olhos Registram, dia 19 de janeiro no Teattro J. Safra. O texto de Fernando Duarte, dirigido por Fernando Philbert, vai da comedia ao drama, sobre três mulheres que podem se abrir umas com as outras, e deixam escapar resquícios de racismo e de preconceito homofóbico.
A partir do dia 18, Outra boa estréia junta Renato Borghi e Mitriam Mehler no palco do Sesc Ipiranga. Ambos com 80 anos, se reencontram para um releitura de Romeu e Julieta, celebrando os 60 anos de teatro da dupla. A direção é de Marcelo Lazzaratto. Só pode ser bom. Aproveitem as dicas do ano novo, Boa Noite e bom Natal.


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O Museu de Arte de São Paulo, o Masp, abriu hoje uma grande exposição que reúne instalações, objetos e desenhos do artista pernambucano Tunga, morto em junho do ano passado. Cerca de 80 trabalhos percorrem toda a trajetória desse que foi e é um dos nomes mais consagrados da arte contemporânea nacional. O recorte curatorial tem como foco a maneira como Tunga trabalhou os temas da sexualidade e do erotismo em sua produção.
Na Pinacoteca está em cartaz outra retrospectiva. São cerca de 100 obras de Rodrigo Andrade, que cobrem sua produção desde o começo da década de 80 até 2014. Destaque para pinturas da série Matéria Noturna, expostas na 29 Bienal. Andrade surgiu como um dos membros do grupo Casa 7, do qual faziam parte também Nuno Ramos, Fabio Miguez, Carlito Carvalhosa e Paulo Monteiro. Todos eles seguiram carreiras artísticas muito bem sucedidas.
O balé Quebra Nozes, sobre música de Tchaikowsky, um clássico do Natal, está de volta com a tradicional montagem da Cisne Negro Companhia de Dança, no Teatro Alfa. De amanhã até o dia 20, o grupo receberá como solistas convidados a brasileira Aurora Dickie e o russo Dmitry Semionov, do corpo do Staatsballet de Berlim.
Outro clássico de Natal está em cartaz no Museu de Arte Sacra. Trata-se da tradicional exposição de presépios do museu, revisitados por um curador e seus convidados. Desta vez Sergio Zobaran escolheu 25 nomes entre jornalistas, designers de interiores e arquitetos.
E o último fim de semana antes das festas é animado por dois shows gratuitos. O pernambucano Lenine se apresenta amanhã no palco do Sesc Parque Dom Pedro, encerrando a turnê do disco Carbono. Músicas do disco novo e sucessos de carreira. E Oswaldinho do Acordeon mostra todo o seu virtuosismo instrumental no show Forró Feroz, que ele apresenta até domingo na Caixa Cultural São Paulo.
Aproveitem! Boa noite.


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O Teatro Porto Seguro encerra sua programação do ano em clima natalino. Apresenta hoje, amanhã e domingo o musical Um Sonho de Natal, concebido e dirigido por Kiara Sasso e Lázaro Menezes, que lideram o elenco. Acompanhados por uma big band e um coral infantil, eles recebem no palco um convidado ilustre por dia: hoje Saulo Vasconcelos, amanhã Miguel Falabella, e domingo Alessandra Maestrini. O roteiro incita o papai noel que há dentro de cada um. A trilha sonora é recheada de clássicos natalinos.
O Itaú Cultural acaba de inaugurar uma mostra sobre a sabedoria ancestral, ciência, arte e história do povo Huni Kuin, que vive às margens do Rio Jordão no Peru e no Acre. A mostra montada em colaboração por representantes da etnia, a editora Anna Dantes e o artista Ernesto Neto, apresenta o esforço deste povo em manter suas tradições como uma forma de proteção. Além de cestarias, cerâmicas, tecelagens a mostra apresenta todos os cadernos dos pajés, com receitas de curas, inventários de plantas, diários e mensagens. Mais uma grande plotagem da região.
O Sesc Belenzinho apresenta, amanhã e domingo, a céu aberto, uma montagem de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues assinada por Pedro Granato e o teatro Pequeno Ato. A montagem já teve temporada na Praça Roosevelt. E a apresentação faz parte do projeto Teatro Fora da Caixa, desta unidade do Sesc, para teatro feito de forma não convencional.
E a Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo encerra sua temporada 2017 apresentando hoje amanhã e domingo a monumental 9ª Sinfonia de Mahler, que reúne mais de cem músicos no palco da Sala São Paulo. Marin Alsop rege todos. Além disso, a Osesp apresenta no domingo de manhã seus coros Juvenil e Infantil cantando trechos do Quebra Nozes de Tchaikowsky, e peças natalinas de Bach, Haendel, do folclore nordestino e até de Steve Wonder.
Boa Noite.


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A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner desvendam Chopin para o público paulista. Uma lê cartas de Geroge Sand, a musa de Chopin, e poemas de Musset, Baudelaire, Saint Pol Roux enquanto a outra toca peças do compositor. Com isso, jogam luz sobre cerca de 20 anos da vida produtiva do músico. O espetáculo Chopin ou o Tormento do Ideal tem a direção segura de José Possi Neto, e é apresentado hoje, amanhã e domingo no Teatro Porto Seguro.
O espetáculo Kiwi encerra turnê nacional com temporada no teatro Eva Hertz, aos sábados e domingos. Trata-se da história de uma jovem abandonada pela família, que acaba vivendo na rua experiências de violência e drogas, mas também de persistente esperança. O texto é do premiado franco-canadense Daniel Danis. A tradução e direção são de Luciano Maza, e o elenco tem Rita Batata e Lucas Lentini.
A peça Limonada, de temática gay, estréia segunda-feira no Viga Espaço Cênico. Sem clichês ou estereótipos, o texto de João Hannuch, também o diretor, fala de um rapaz que se aproxima dos 30 anos e revê sua vida romântica através do reencontro com ex-namorados. A montagem é minimalista. Como uma história em quadrinhos, os personagens são avatares, às vezes pouco realistas, conforme imaginados pelo protagonista.
Finalmente, a Osesp tem agenda cheia neste fim de semana. O maestro Isaac Karabtchevsky rege a orquestra nos concertos de hoje e amanhã com um programa para entusiasmar os amantes da música de Tchaikowsky: O concerto nº 1 para piano e orquestra, com solo do pianista argentino Sergio Tiempo; e depois a sinfonia nº 5 do mesmo autor. No domingo de manhã Karabtchevsky rege a Osesp repetindo a Sinfonia nº 5 de Tchaikosvsky; e a orquestra mais o coro, no Principe Igor de Borodin. No domingo à tarde o quarteto Osesp, acompanhado do jovem pianista brasileiro Cristian Budu, apresenta obras de Schumann e Francisco Mignone. Boa Noite.


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Muitas novas e interessantes exposições em São Paulo! Uma delas é a Ocupação do Itau Cultural em homenagem a Nise da Silveira, a brasileira que revolucionou a psiquiatria através da arte. Abre amanhã em dois andares do edifício. O público poderá conhecer, através de documentos, filmes, fotos, cartas, a grandiosidade deste trabalho, reconhecido no mundo todo, e que ainda gera resultados, através do ateliê do Museu de Imagens do Inconsciente. Nise era chamada de rebelde, até suas terapias ocupacionais serem reconhecidas por Jung, que virou seu amigo e interlocutor. Há um vídeo deles juntos num congresso em Zurique, em 1957. Ao lado da parte documental há uma mostra da arte realizada pelos pacientes do Museu do Inconsciente.
Ainda na Avenida Paulista, o Instituto Moreira Salles realiza neste fim de semana o Festival ZUM. Apresenta a coleção Steidl, doada recentemente ao IMS. O próprio Gerhard Steidl, dono de importante editora alemã de livros fotográficos, falará sobre este acervo. Além das exposições, haverá debates entre escritores, artistas, fotógrafos e cineastas. Entre eles, o americano Teju Cole, o suíço Yann Gross, as brasileiras Claudia Andujar e Berna Reale.
O Instituto Tomie Ohtake abre amanhã uma grande mostra de Julio Le Parc, um dos inventores da arte cinética. A retrospectiva foi organizada pelo Museu Perez de Miami. São mais de 100 obras, escolhidas pela mesma curadora Estrellita Brodsky. De trabalhos sobre papel a grandes instalações de luzes e efeitos, que o público vai adorar. O argentino Le Parc tem quase 90 anos, e vive em Paris onde ainda produz. Teve várias passagens pelo Brasil, inclusive como professor.
Também amanhã, a Pinacoteca abre três novas mostras: uma série de fotos de Caio Reisewitz, um conjunto de pinturas de Dora Longo Bahia e videoinstalações do artista belga David Claerbout.
A Galeria Millan acaba de abrir duas exposições: na sede, uma retrospectiva da obra poético/visual de Décio Pignatari, um dos pais da poesia concreta no Brasil. No Anexo, a nova produção de Lenora de Barros. E a Galeria Luisa Strina apresenta os trabalhos mais recentes de Fernanda Gomes, brasileira de transito internacional. Boa Noite.


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Boas novidades no teatro em São Paulo. No Sesc Ipiranga, estréia hoje o espetáculo A Tartaruga de Darwin, com direção de Mika Lins. O texto é do espanhol Juan Mayorga. Trata-se de uma fábula contemporânea, sobre a tartaruga mais que centenária estudada por Charles Darwin. Uma velha senhora propõe contar o que sabe a um historiador, desde que a leve de volta a Galápagos, para poder morrer. No elenco Ana Cecília Costa,Tuna Dwek, Marcos Suchara e Diego Machado.
No Teatro Anchieta, acaba de estrear o novo espetáculo do encenador Gerald Thomas, chamado Dilúvio. A atriz portuguesa Maria de Lima comanda um elenco de seis mulheres. Duas delas, as nova-iorquinas Julia Wilkins e Lisa Giobbi, nenhum parentesco comigo, farão acrobacias aéreas. Thomas diz que não conta histórias, apenas propõe idéias, com imagens, e o resto é trabalho do público.
A protagonista tenta salvar, num oásis imaginário, informação em excesso, empilhada em escombros, e deixada a apodrecer. Dito assim, parece Beckett.
Na música, aproveitando estes dias espremidos entre feriados, há vários shows anunciados. Maria Rita canta seus primeiros sucessos, acompanhada apenas de violão, hoje e amanhã no Teatro Net. No set list, Grito de Alerta, Cara Valente e Pagu. Na segunda, Dia da Consciência Negra, Mart’nália faz show na concha do Sesc Parque Dom Pedro, e Rincon Sapiência se apresenta no Sesc Itaquera. Ambas as apresentações são gratuitas. E no dia 21, Fernanda Abreu apresenta o show do álbum Amor Geral, mais os sucessos de carreira, no Teatro Porto Seguro. De Garota Sangue Bom e Rio 40 Graus a Outro Sim e Saber Chegar.
Na música erudita, destaque para a pianista ucraniana Valentina Lisitsa, que já veio ao Brasil anteriormente. Ela toca dia 21 no Teatro Alfa hits como Sonata ao Luar, de Beethoven, Gaspard de la Nuit, de Ravel e Quadros de uma Exposição, de Mussorgski. Ela já se apresentou com grandes orquestras e famosos maestros. Mas, jovem e
bela, ela faz muito sucesso no youtube. Boa Noite.