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Televisão

Hebe Camargo deixou um vazio na televisão brasileira. Sua trajetória se confunde com a própria história da tevê no país. No quinto aniversário de sua morte, sua vida é transformada em musical. A mega produção “Hebe, o Musical”, acaba de estrear no Teatro Procópio Ferreira. Dirigido por Miguel Falabella e baseado na biografia escrita por Arthur Xexéo, o espetáculo conta a ascensão da cantora e apresentadora, passando por seus amores, amigos, seu filho Marcello. No palco, Debora Reis dá vida a Hebe na fase adulta. Sua semelhança física é impressionante, e o tom de voz, a maneira de pronunciar palavras, os gestos são os mesmos de Hebe. Eu assisti a uma pré estréia na terça, lembrei da minha ótima relação de amizade com ela e fiquei muito emocionado. Em cena, nove músicos e 21 atores interpretam as canções ao vivo.
O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo celebra os 90 anos de vida e 60 anos de carreira de Amélia Toledo com a exposição “Lembrei que Esqueci”, que será inaugurada amanhã. São cerca de 60 obras, pinturas, desenhos, esculturas e objetos que representam várias fases da produção de Amélia, considerada a “grande dama da contracultura no Brasil”.
A Osesp tem nos concertos desta semana um dos momentos mais importantes da temporada 2017. Hoje e amanhã, regida por Marin Alsop, a orquestra apresenta o Réquiem de Guerra de Benjamin Britten, composto em 1962, uma obra comovente e sublime, dedicada pelo autor a todos os mortos nas grandes guerras do século 20. A apresentação envolve também os três coros da Osesp, incluído o infantil, a soprano americana Emily Magee, o tenor americano Nicholas Phan e o barítono sul africano Jacques Imbrailo. Ao todo são 220 pessoas no palco, interpretando juntas o apoteótico final.
E na semana que vem, estarão juntos no palco Chick Corea e a Steve Gadd Band. Será um encontro único no universo do jazz. No dia 18, eles se apresentam na Sala São Paulo dentro da série do Tucca, entidade que cuida de crianças com câncer. No dia 19 estarão no teatro Alfa com bilheteria aberta. Como vêm, as quatro sugestões de hoje são de arrepiar. Boa noite.


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A 20ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil se instalou no Sesc Pompéia esta semana, e segue até janeiro, apresentando vídeos, instalações, pinturas, esculturas. A curadoria é sempre de Solange Farkas. O tema Panoramas do Sul inspira esta edição, que tem mais de 50 artistas, de 25 países, nem todos pertencentes ao sul geográfico. O conjunto de obras mostra artistas muito mais preocupados em recuperar raízes e salvar o planeta, do que com as discussões políticas ou comportamentais que ocupam as redes sociais.
No Teatro Porto Seguro, o destaque é o novo musical dirigido por Miguel Falabella, intitulado “O Som e a Sílaba”, escrito especialmente para as atrizes Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. Maestrini é Sarah Leighton, uma jovem com diagnóstico de autismo altamente funcional, com incrível habilidade para a música. O enredo trata de sua relação com a professora de canto.
A Osesp apresenta esta semana jovens talentos nacionais. Nos concertos de hoje e amanhã, regidos pelo português Pedro Neves, o jovem violinista paulistano Luíz Fílip apresenta a estréia mundial de uma obra de Celso Loureiro Chaves, encomendada pela orquestra. E no domingo, Fílip se une ao já muito premiado pianista Cristian Budu, de origem romena, mas crescido em Diadema, para interpretarem obras de Brahms, Debussy e Kodály.
Na segunda, o Instituto de Arte Contemporânea comemora seus 20 anos abrindo uma exposição que traça um panorama do acervo dos artistas representados em sua coleção. São 158 peças, escolhidas pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, dos artistas Amílcar de Castro, Sergio Camargo, Willys de Castro, Luis Sacilotto, Hermelindo Fiaminghi e Iole de Freitas.
E na terça, será aberta, no Centro Cultural da Fiesp, a mostra que celebra o centenário da obra “Fonte”, icônico urinol do artista francês Marcel Duchamp, inventor do ready made, que consiste em retirar objetos de seu contexto comum e transformá-los em arte. A exposição reúne cerca de 150 obras de artistas como Tunga, Lygia Clark, e Hélio Oiticica, influenciadas pelas teorias de Duchamp.
Boa Noite.


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O Museu de Arte Moderna de São Paulo abriu esta semana o 35º Panorama da Arte Brasileira, sua tradicional exposição bienal, voltada para a arte contemporânea nacional. O curador Luiz Camillo Osório se inspirou num dos textos seminais do artista Hélio Oiticica, de 1967, e deu à mostra o título Brasil por Multiplicação. Dentre os destaques, a instalação “Sala de Vidro”, do carioca João Modé; o coletivo Mão na Lata e Tatiana Altberg; a paulistana Dora Longo Bahia; os pernambucanos Lourival Cuquinha e Clarisse Hoffmann e o paraibano José Rufino.
E a companhia holandesa Nederlands Dans Theater 2, uma das maiores referências da dança contemporânea no mundo, se apresenta hoje, amanhã e no domingo, dentro da Temporada de Dança do Teatro Alfa. Serão três coreografias: “I New Then”, “Sad Case” e “Cacti”.
O Itaú Cultural apresenta a Ocupação Inezita Barroso, que reverencia o trabalho da maior incentivadora da legítima música caipira. Inesita foi cantora, atriz, instrumentista, folclorista, professora e apresentadora de rádio e televisão. Morreu em 2015, aos 90 anos. A mostra traz raros registros em áudio e vídeo, programas de tevê, fotos pessoais, de shows e de viagens, recortes de jornais, presentes, prêmios e conversas registradas por Inezita em seu gravador. Sua filha Marta e o jornalista Aloisio Milani puseram no ar o site inezita.com.br, com toda essa informação.
E o teatro Eva Hertz, no Conjunto Nacional, apresenta duas novas produções. Uma estréia hoje: Se Existe, eu Ainda não Encontrei, texto do britânico Nick Payne, sobre gente que quer salvar a humanidade mas não presta atenção nos problemas de quem está próximo. Com Helena Ranaldi e Leopoldo Pacheco no elenco. E no dia 3 estréia uma montagem de Volta ao Lar, de Harold Pinter, com direção de Regina Duarte e Alessandra Negrini encabeçando o elenco. Trata-se da chegada de uma mulher a uma família só de homens. E as mudanças que sua presença provoca. A primeira aos sábados e domingos e a segunda só às terças. Aproveitem. Boa Noite.


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A avenida Paulista reune as melhores novidades culturais da semana. Numa das pontas, no número 2424, o Instituto Moreira Salles inaugurou nova sede, depois de quase 4 anos de obras. O prédio, assinado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos, conta com três andares expositivos, uma biblioteca e espaços para mostras de cinema, palestras, cursos e shows. Na programação do novo endereço, destaque para a exposição “Os Americanos”, do fotógrafo suíço Robert Frank, e para a mostra de fotos do alemão Michael Wesely, que documentou a construção do edifício.
Na outra ponta, a Japan House, abre hoje a instalação de Kohei Nawa, expoente da nova geração de artistas japoneses; trata-se de uma montanha de espuma que se modifica a cada segundo. Outra mostra aberta esta semana traz 80 fotos de Sergio Coimbra sobre o trabalho do chef japonês Yoshihiro Narisawa, um gênio preocupado com ecologia e sustentabilidade. O fotógrafo seguiu o cozinheiro Japão afora, em infindáveis viagens, para documentar de onde vêm e como são escolhidos seus ingredientes. E depois fotografou os pratos prontos.
E a galeria Luisa Strina apresenta mostra do artista mexicano Pedro Reyes. Dentre as obras, destaque para a série “Litófonas”, formada por blocos monolíticos de mármore preto, com cortes paralelos de diferentes comprimentos e profundidades, resultando em objetos que produzem sons diferentes quando tocados.
Revisitando o passado, a Ricardo Camargo Galeria apresenta um grande acervo de arte brasileira modernista sobre papel. Uma parte é dedicada a Ismael Nery, com trabalhos datados de 1923 a 1933. A outra parte tem obras de artistas da mesma geração, tão importantes quanto: Di Cavalcanti, Portinari, Gomide, Tarsila, Anita Malfatti. E o espaço de Ugo di Pace abriu ontem mostra de mobiliário, prataria, imagens sacras e pinturas brasileiras dos séculos 18 e 19. Tudo trazido pelo antiquário baiano Itamar Musse. A mostra impressiona pelo número de peças importantes e raras. Aproveitem. Boa Noite.


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Dois grandes compositores contemporâneos estão em São Paulo esta semana para tocar ou reger suas obras. Um deles é o polonês Krzystof Penderecki, que volta a conduzir a Orquestra Sinfônica do Estado depois de 13 anos. Hoje à noite e amanhã à tarde, na Sala São Paulo ele e a Osesp apresentam duas obras suas: o “Hino a São Daniel” e a “Sinfonia nº 4 – Adagio”. Ainda no programa, o Concerto nº 1 Para Violino”, de Karol Szymanowski, com solo da violinista alemã Isabelle Faust.
O outro é o americano Philip Glass, que chega com a turnê mundial que celebra seus 80 anos. Aqui, ele tem dois concertos agendados. Um amanhã à noite, na Sala São Paulo, com ingressos já esgotados. E outro no domingo, gratuito, na área externa do Auditório Ibirapuera. Com ele, quatro pianistas convidados: Maki Namekawa, Jenny Lin, Ricardo Castro e Heloisa Fernandes. No programa, trechos da trilha sonora do filme “Mishima”, além de estudos, faixas do álbum “Metamorphosis” e o dueto “Stokes”.
A diretora e cenógrafa Bia Lessa também está em São Paulo, no Sesc Consolação, com seu novo trabalho: uma montagem teatral do Grande Sertão Veredas, a obra máxima de Guimarães Rosa. Bia já se debruçou sobre o texto quando fez a instalação que inaugurou o Museu da Lingua Portuguesa, em 2006. Agora ela tem Caio Blat para viver Riobaldo, o herói sertaneja que caça seu inimigo, faz um pacto com o diabo e vive seu amor por Diadorim, a mulher que se passa por jagunço. O cenário é uma instalação que pode ser visitada a qualquer dia da semana. A peça cumpre temporada de quinta a domingo.
E a Studio3 Cia. de Dança, apresenta amanhã e depois, no teatro Alfa, o espetáculo Um Certo Canto Brasileiro, de Anselmo Zolla. Com o diretor musical Felipe Venancio, ele escolheu para trilha músicas ícones do cancioneiro nacional, cantadas por Caetano, Chico, Roberto Carlos, Maysa, Cartola, Milton Nascimento, Tim Maia, Bethania, Angela Maria e muitos mais. O cenário é todo de papelão ondulado, assinado por Antonio Lemes. Aproveitem. Boa Noite.


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A exposição “Nirvana: Taking Punk to the Masses”, sobre a banda americana, ícone máximo do movimento grunge nos anos 90, chega ao Lounge da Bienal, no Parque Ibirapuera no próximo dia 12. São mais de 200 peças, entre instrumentos, fotos, cartazes, vídeos e objetos pessoais de Kurt Cobain e cia, que vão da origem do grupo, em Aberdeen, na costa oeste dos Estados Unidos, às grandes turnês internacionais. Um prato cheio para os fãs. A mostra já passou pelo Rio, mas nasceu em Seattle, onde ficou seis anos em cartaz e teve mais de 3 milhões de visitantes.
Outra mostra que deve movimentar uma legião de fãs é a que o MIS abriu esta semana sobre o lendário Renato Russo. Giuliano Manfredini, filho único do cantor, abriu o apartamento do pai ao MIS, que está cuidando desta memória e preparou a exposição. O acervo tem mais de três mil peças, e dentre elas foram escolhidos objetos pessoais, manuscritos, cartas, fotos, discos, livros, instrumentos. Com isso, o MIS apresenta a vida e obra deste ídolo do rock nacional.
No teatro, a coincidêndia da montagem de dois textos de vizinhos nossos aqui no Cone Sul. Um do jovem uruguaio Santiago Sanguinetti. O outro do veterano argentino Mauricio Kartum. Ambos os textos são de 2009.
O de Sanguinetti chama-se Nuremberg. É o monólogo de um neonazista histérico que prepara um atentado suicida. Nada no palco além da projeção de cenas do Julgamento dos sobreviventes nazistas em Nuremberg, e dos nomes de brasileiros vítimas de violencia, como o pedreiro Amarildo e a travesti Dandara. Direção de Cesar Maier e interpretação de Osmar Pereira. No Centro Compartilhado de Criação.
O de Kartum, o muito premiado Ala de Criados, estréia dia 15 no Sesc Bom Retiro. O texto inédito no Brasil tem direção de Marco Antonio Rodrigues e tradução de Cecília Boal. A peça se baseia em fato real acontecido em 1919: enquanto Buenos Aires é agitada por uma greve selvagem, os aristocratas estão de férias em Mar del Plata. Em cena, o choque entre os salões e a ala de criados. Boa Noite.