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July 18, 2014 |

Televisão

Duas estreias igualmente importantes, mas diametralmente opostas dividem hoje o público paulista. De um lado, os que preferem ver o tour de force de um único ator, Juca de Oliveira, vivendo os seis personagens do Rei Lear de Shakespeare. Do outro, os saudosos do mito Cazuza, que querem reviver seus grandes sucessos, num musical que enche o palco com um grande elenco.
Pois é, Juca de Oliveira se propôs, quase aos 80 anos, essa epopeia teatral. No pequeno teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, ele encara esse desafio, dirigido por Elias Andreato, entregue ao texto do bardo inglês, traduzido e adaptado por Geraldo Carneiro. E infelizmente terrivelmente atual. Pra quem não lembra, a peça é sobre a frieza e a ingratidão dos filhos.
No teatro Procópio Ferreira, o jovem Emilio Dantas vive Cazuza, o grande herói da música jovem da década de 80, que morreu precocemente em 1990. Um elenco vive seus pais, Lucinha e João, seu guru Ezequiel Neves, os músicos do Barão Vermelho, Caetano Veloso, Ney Matogrosso. E o roteiro, de Aluisio de Abreu, dirigido pelo especialista João Fonseca, desfila todos os sucessos esperados: Pro Dia Nascer Feliz, que é o título do musical, Codinome Beija-flor, Bete Balanço, Ideologia, Brasil, O Tempo não Para, Faz parte do meu show, pra mim, a mais linda delas.
Mais saudade, na grande mostra que celebra os 100 anos de Dorival Caymmi, organizada por sua neta Stella, filha de Nana. Abre amanhã, no Centro Cultural Correios, o histórico prédio na esquina da São João com o Vale do Anhangabaú. É uma viagem pelo universo de Caymmi, sua música, seus temas – o mar, a Bahia, as mulheres – sua família, suas pinturas e seu tempo. Até 7 de setembro. São três imersões emocionantes em universos diferentes. Boa noite.