Veja minha participação no Jornal da Gazeta

July 11, 2014 |

Televisão

Nas próximas duas semanas, São Paulo ganha nada menos que dois teatros novos, de tamanho hoje considerado médio e versátil, para plateias entre 600 e 800 pessoas, com palcos e todo o equipamento de última geração para atender a qualquer tipo de espetáculo cênico.
O primeiro que abre é o Theatro Net São Paulo, no quinto andar do Shopping Vila Olimpia. O equivalente do Rio já é um consumado sucesso. Ambos são resultado da parceria da empresa Net com a Brainstorm Entretenimento, de Juliana e Frederico Reder. O teatro paulista tem cerca de 3 mil metros quadrados, e uma decoração vintage, de tijolinho aparente e vidros bisotados, com lanterninhas e pipoqueiros. O show de abertura, para convidados, no dia 16, é o Gilbertos Samba, com Gilberto Gil recriando sucessos de João Gilberto. Gil fica em cartaz até o dia 20, domingo. Depois dele, a programação até o fim de setembro mantém o mesmo nível: de Elba Ramalho e Geraldo Azevedo a Zelia Duncam e Zeca Baleiro. Mais a remontagem do Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo. Nada mal, não?
O outro teatro nasce do lado oposto da cidade, na Barra Funda, Zona Oeste. Trata-se do Teatro J.Safra, que terá curadoria de Mauricio Machado e Eduardo Figueiredo, do manhas& manias de eventos. Ao contrário do outro, este teatro quer ter um ar bem contemporâneo. A estreia, dia 24, é com o monólogo Paixões, escrito por Betty Millan para Nathalia Timberg, com direção de Wolf Maia. A atriz fica em cartaz até o domingo 27. Em agosto, quem ocupa o grande palco é Gal Costa, com seu show Voz e Violão. Na sequência, em setembro, Angela Maria e Cauby Peixoto. Melhor, impossível. Dois teatros novos, um com Gil outro com Gal? Que presentão, heim?
Boa noite.






Veja minha participação no Jornal da Gazeta

July 4, 2014 |

Televisão

A Copa do Mundo não tem atrapalhado a agenda cultural paulista. Concertos, estreias teatrais, exposições têm acontecido normalmente. Também não mexeu com o Festival de Inverno de Campos do Jordão, tradição de 45 anos, que começa amanhã. Até 3 de agosto, o mais importante festival de música erudita da América Latina apresentará 27 concertos, e muitas máster-classes para os 145 alunos bolsistas, brasileiros e do exterior. Para a abertura, foi programado um concerto da Osesp no Auditório Claudio Santoro, com seus coros e solistas convidados, sob regência de Marin Alsop. Eles apresentam a nona sinfonia de Beethoven. Durante o festival, desfilarão pelo auditório e outros palcos, orquestras brasileiras dirigidas pelo costariquenho Giancarlo Guerrero, e por vários brasileiros, entre os quais Roberto Minczuk e John Neschling. Entre os solistas principais, o pianista brasileiro Arnaldo Cohen, o russo Kirill Gerstein e o trompista alemão Stefan Dohr. Durante o festival serão executadas obras da compositora convidada, a jovem inglesa Anna Clyne. Tanto ela quanto a maioria dos regentes e solistas darão aulas aos bolsistas. A programação completa está no site do festival.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo abriu esta semana duas exposições em homenagem a Abraham Palatnik, que aos 86 anos continua sendo o grande mago da arte cinética no Brasil. Essa corrente, importante entre os anos 60 e 80, e hoje muito valorizada nos leilões internacionais, explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos e ilusão de ótica. As duas mostras têm curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes. Na grande sala do MAM, a mostra Palatnik A Reinvenção da Pintura é a maior retrospectiva já realizada sobre a obra do artista. São 97 trabalhos, sobre suportes variados. Na Sala Paulo Figueiredo, os curadores escolheram obras do acervo do museu, de 26 artistas cuja arte tem familiaridade com a de Palatnik. Boa noite.