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April 11, 2014 |

Televisão

O Theatro Municipal de São Paulo estreia amanhã a segunda atração de sua temporada lírica de 2014. Trata-se do Falstaff, a última e mais divertida ópera do compositor italiano Giuseppe Verdi. O maior destaque desta montagem é o barítono italiano Ambrogio Maestri, que já viveu o papel título mais de 200 vezes, em palcos como o Metropolitan de Nova York e o Scala de Milão. Sua voz poderosa fez dele o mais importante intérprete do papel na atualidade. Ele canta seis das oito récitas da temporada, que vai até o dia 24. O barítono cubano Nelson Martinez interpreta o Falstaff nas duas outras. A direção musical é do maestro John Neschling, e a direção cênica é do italiano Davide Livermore, escolhido por sua visão arejada e contemporânea das montagens operísticas. O enredo é baseado nas Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare, e conta a história de um conquistador sem caráter, que acaba vítima da vingança de todos a quem prejudicou. Uma atração com ótimo acabamento, diversão garantida para quem gosta do gênero. Quem quer estrear no mundo lírico, tem aqui uma oportunidade leve e divertida.
E a arte da China contemporânea é a atração que entrou em cartaz ontem na Oca, no Ibirapuera. No total, são 110 obras dos 62 mais importantes artistas chineses da atualidade, dos anos 90 para cá. Entre eles, o ícone é Ai Wei Wei, conhecido mundialmente tanto por sua criatividade quanto por sua rebeldia, que lhe custou uma temporada na cadeia. Hoje ele vive em prisão domiciliar em Pequim, enquanto sua obra anda pelo mundo todo. É dele uma instalação com 46 bicicletas que formam uma torre. Mas há também os Luo Brothers e Shi Xinning, entre os veteranos. Já Huang Jun e Song Gang e vários outros, representam a novíssima geração. Outro destaque da mostra é o filme em 3d de Miao Xiaochun, projetado no teto da Oca. Alguns trabalhos foram criados especialmente para a mostra como o de Wang Qingsong, um gigantesco site specific com 600 cartazes publicitários originais pintados à mão. Para contextualizar a produção atual, a mostra apresenta também uma pequena seleção de arte têxtil e peças de arte antiga, a partir do século X. O público é estimulado a fotografar tudo o que vê e publicar nas redes sociais utilizando o hashtag ChinaArteBrasil. As melhores fotos serão incluídas nos perfis da mostra no Instagram e Facebook. Até o dia 18 de maio.
Boa Noite.


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Podcast

11.04.2014

10.04.2014

09.04.2014

08.04.2014

07.04.2014

Podcast para a rede Jovem Pan Sat


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April 4, 2014 |

Televisão

Com a SPArte em cartaz desde quarta, o assunto na cidade passou a ser artes visuais e seu mercado, cada vez com preços mais malucos. A cidade fica cheia de estrangeiros, ouve-se falar todas as línguas tanto nas galerias e nos restaurantes da moda, quanto no prédio da Bienal, onde é realizada a feira. Visitei a SPArte longamente na quarta-feira e de novo na tarde de ontem. É uma grande exposição de ótima arte, ou pelo menos da mais valorizada no momento. O primeiro dia é para quem interessa mesmo. Estavam lá todos os grandes colecionadores de São Paulo, Rio, Nordeste. Sim, há importantíssimas coleções no Nordeste hoje em dia, que compram deste o barroco colonial, aos modernos, e aos contemporâneos. E estavam lá também os diretores das grandes instituições, que ganham presentes de patrocinadores. Por exemplo, a Pinacoteca recebeu verbas do Banco Espírito Santo, do grupo Iguatemi e da família Garfinkel, para enriquecer o acervo do museu. O diretor da Pinacoteca, Ivo Mesquita, estava lá na deliciosa tarefa de escolher, sem se preocupar com a conta. E o colecionador cearense Ayrton Queiroz doou obras para o MAM e para o MASP. Sim, isso já existe no Brasil. Os preços, como disse, andam malucos. Uma obra de madeira, de pequenas dimensões, de Willis de Castro, artista neo concreto falecido nos anos 80, está à venda por 2 milhões e meio de dólares. Uma tela de Leonilson, artista da geração 80, morto nos anos 90, é oferecida a 1milhão e oitocentos mil reais. Mas também há obras do espirituoso Guto Lacaz por mil e quinhentos reais. Até ontem, o movimento de vendas da feira era animado, mas cauteloso. Uma galeria de Milão anunciou a venda de um Lucio Fontana por 1 milhão e meio de euros, cerca de 4 milhões e meio de reais. E galerias nacionais comentavam, mas não confirmavam, reservas e vendas de obras de brasileiros a valores entre os 4 e os 5 milhões de reais. E a feira ainda vai até domingo…
Entre as mostras em galerias importantes que abriram estes dias ou que ainda vão abrir amanhã, destaque para a de Antonio Dias, que apresenta pinturas recentes na Galeria Nara Roesler, nos Jardins. E a de Adriana Varejão, que mostra pinturas recentes no Galpão da Galeria Fortes Vilaça, na Barra Funda. São dois artistas brasileiros com largo transito no mercado internacional.
E para celebrar a Temporada da Alemanha no Brasil, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, abriu ontem a exposição ZERO. O título significa a retomada dos movimentos artísticos europeus depois da segunda grande guerra, no final da década de 50. A mostra já esteve em Curitiba e Porto Alegre. A partir de 1957, os artistas Otto Piene, Heinz Mack e Gunther Uecker, reunidos em Dusseldorf, formam o cerne da nova vanguarda alemã, que vai buscar correspondências na arte de Almir Mavignier, brasileiro que vivia na Alemanha, em Lucio Fontana, argentino radicado na Itália, no francês Yves Klein, no italiano Piero Manzoni, na venezuelana Gego, E nos brasileiros Lygia Clark, Abraham Palatnik, Willis de Castro e Hercules Barsotti. Todos passaram várias vezes pela Bienal de São Paulo. E estão reunidos de novo, nesta mostra produzida pelo Instituto Goethe.
Tudo vale a pena ser visto nesta grande festa das artes visuais. Boa noite.


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March 28, 2014 |

Televisão

O Parque do Ibirapuera se abre, nestes dias, para uma festa da arte. Por causa da SPArte, a grande feira de arte paulista, hoje a maior da América Latina, que ocupará dois andares e o mezzanino do prédio da Bienal do dia 2 ao dia seis de abril, os demais museus do parque apresentarão mostras muito especiais. Por coincidência Museu de Arte Moderna e Museu Afro Brasil apresentam recortes de duas importantes coleções particulares.
A SPArte aumenta a cada edição. Nesta décima, são 136 galerias, 78 nacionais, de oito capitais, e 58 estrangeiras, de 17 países. Entre estas, 12 da lista de 23 mais importantes do circuito internacional da revista Art Review, como Gagosian, Pace, White Cube, Franco Noero e a brasileira Luisa Strina. No ano passado, graças à isenção do ISS, dada este ano também, o valor das transações quase chegou aos R$ 100 milhões.
No MAM, com curadoria de Paulo Herkenhoff, estará espalhada, a partir de segunda-feira, a coleção Fadel, do Rio de Janeiro. A mostra abriu o Museu de Arte do Rio, MAR, e agora vem a São Paulo com o acréscimo de novas aquisições. No menu deste riquíssimo acervo brasileiro, obras que vão dos modernistas aos concretistas, portanto dos anos 20 aos 70. Nomes importantes como Lygia Clark, Helio Oiticica, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e muitos outros. São mais de 200 obras expostas até 15 de junho.
O Museu Afro Brasil apresenta a partir de hoje coleção particular de seu fundador, o artista plástico, curador, museólogo Emanoel Araujo, reunida ao longo de 50 anos. A seleção de Araujo é baseada no convívio com as gerações de artistas que conheceu nestas décadas, independente da importância que tenham ganho no mercado. Na coleção há nomes importantes que não frequentam os grandes acervos, como Aldemir Martins, Norberto Nicola, Antonio Henrique Amaral, Gilberto Salvador, Newton Mesquita, Marcelo Grassmann, Carlos Scliar e muitos outros. Ela conta a história de como se formou o mercado de arte em São Paulo, desde o tempo em que só havia na cidade duas ou três galerias. Até 27 de junho.
E ali perto do Ibirapuera, na Rua Caconde, a galeria Almeida e Dale faz uma importante exposição de Alfredo Volpi, com curadoria de Denise Millan, que visita a obra inteira do artista, dos anos 20 aos 70. São 80 obras, muitas emprestadas por colecionadores. Só uma minoria estará à venda.
Boa Noite.


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March 21, 2014 |

Televisão

Novidades interessantes no circuito de artes visuais em São Paulo, que se prepara para receber a SPArte, no começo de abril.
A marchande Raquel Arnaud comemora seus quarenta anos de atividades com duas exposições que revisitam sua carreira através de obras dos artistas que ela apresentou. Uma já em cartaz, institucional, com o título Afinidades, que ocupa quatro salas do Instituto Tomie Ohtake. E outra comercial, chamada Trajetórias, em sua galeria na Vila Madalena, e que só abre no dia 1º. Nas duas, os mesmos artistas que hoje transitam no olimpo da nossa arte: Ligia Clark, Ligia Pape, Tunga, Valtercio Caldas, Iole de Freitas, Willis de Castro, Sergio Camargo, Amilcar de Castro, Mira Schendel, entre outros. Sem falar no argentino Leon Ferrari e nos venezuelanos Cruz Diez e Jesus Soto. O time é de primeira, aqui e no circuito internacional, e a exposição também, ainda mais com curadoria da própria Raquel e montagem de Felippe Crescenti.
Artur Barrio, o artista plástico luso-brasileiro que adora desafiar todos os conceitos de arte estabelecidos, abriu mostra ontem à noite na Galeria Millan, na Vila Madalena. Chamada de Em Algum Ponto da Terra, a exposição é uma imensa instalação. E grande parte dela foi feita na galeria, que Barrio transformou, no último mês, num grande ateliê. Em torno deste tema, e da visão de uma paisagem recorrente, ele usou seu repertório de ações artísticas para encher o espaço de sua presença, e de questionamentos. A mostra é, em certo sentido, institucional, já que não há como comercializá-la. Isso será discutido depois, já que a preocupação do artista parece não ser essa. Por isso mesmo, Barrio é sempre interessante.
A mostra Duplo Olhar, montada no Paço das Artes, no Campus da USP no Butantã, pela curadora Denise Mattar, com obras da coleção Sergio Carvalho, de Brasília, lança no dia 1º de abril seu catálogo, com a apresentação da performance Tríptico Matera, do Grupo EmpreZa. A coleção de Carvalho é importante, por ter um viés contemporâneo, e um olhar voltado para fora do eixo sul/sudeste. Além da qualidade do que é mostrado, o assunto interessa por um fato inédito: o colecionador teve a ideia pioneira de comprar a performance. Como é que alguém possue uma performance em seu acervo? O próprio Carvalho explicou que é tudo novo para todos os envolvidos. Vai exigir um contrato cheio de cláusulas sobre direitos, número de apresentações, custos quando as apresentações exigirem deslocamentos, e mais uma série de questões. Na verdade, trata-se de mecenato, da vontade de apoiar sem a preocupação de acumular ou de lucrar. O que merece aplauso. Boa noite.


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March 14, 2014 |

Televisão

Dois musicais estreiam esta noite nos palcos paulistanos. E são duas superproduções: o clássico “Jesus Cristo Superstar” e “Elis, a Musical”.
Com canções de Andrew Lloyd Webber e letras de Tim Rice, “Jesus Cristo Superstar” estreou na Broadway em 1971, trazendo o protagonista como um popstar, em seus últimos dias de vida. Nesta montagem, Igor Rickli interpreta Jesus e a cantora Negra Li, Maria Madalena. A peça chega sob protestos de algumas associações católicas, que se dizem ofendidas com o retrato moderno de Cristo. Alheio a isso, o espetáculo cumprirá temporada no Teatro do Complexo Ohtake Cultural, em Pinheiros. A direção é de Jorge Takla, uma garantia de qualidade.
Já “Elis, a Musical”, de Patrícia Andrade e Nelson Motta, conta a vida e a trajetória desta que foi uma das mais impressionantes vozes do Brasil: Elis Regina. A montagem, que ocupa o Teatro Alfa, reúne Laila Garin, que tem a missão de dar vida à estrela, mais Tuca Andrada que interpreta Ronaldo Boscoli, e Claudio Lins, que vive Cesar Camargo Mariano. Todos sob a batuta do diretor Dennis Carvalho. A peça chega a São Paulo com bagagem: mais de 80 mil espectadores na temporada carioca.
O artista José Roberto Aguilar acaba de ganhar um livro sobre sua obra. Em dois volumes, com mais de 500 páginas, porque seria impossível colocar tudo o que este criador fez em 50 anos de carreira, em menos espaço. Aguilar é principalmente pintor. Mas também fez esculturas, videoarte, curadoria de exposições, música e performances memoráveis. E escreveu livros. A obra tem introdução de Nelson Aguilar, irmão do artista, e design de Fernanda Sarmento. O primeiro tomo reúne trabalhos de 1960 a 1989. O segundo vem até 2010. O lançamento foi ontem, no Museu da Casa Brasileira.
E a Orquestra Sinfonica de São Paulo abriu ontem sua Temporada 2014, em sua sede, a Sala São Paulo. Os concertos prosseguem hoje e amanhã, sob a batuta da maestrina Marin Alsop, a regente titular. No programa, obras de Leonard Bernstein, Rachmaninov e Saint-Saëns.