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March 7, 2014 |

Televisão


Mira Schendell, considerada hoje um dos mais importantes nomes da arte da América Latina, que reinventou a linguagem do modernismo europeu no Brasil, ganha uma grande mostra retrospectiva, na Fundação Serralvez, no Porto, em Portugal. A exposição foi inaugurada na semana passada. E foi produzida pela Tate Modern, de Londres, onde a exposição estreou no ano passado. O Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Marcelo Araujo, esteve presente à abertura. Embora a artista já tenha obras em grandes acervos institucionais europeus, a exposição só foi possível graças ao empréstimo de obras de muitos colecionadores brasileiros. Afinal, foi aqui que ela produziu as fases mais importantes de sua obra. Para os fãs da artista suíça, que se mudou em 1949 para o Brasil, onde morreu em 1988, a boa notícia é que, em julho, essa mostra chegará à Pinacoteca de São Paulo.
Em Nova York, abriu ontem para o público o Armory Show de 2014, a feira de arte moderna e contemporânea mais importante da cidade, reunindo cerca de uma centena das mais poderosas galerias do mundo. As que oferecem obras modernas estão reunidas no Pier 92. Entre elas a brasileira Raquel Arnaud, especializada em arte concreta. No Pier 94, estão as galerias com acervo mais contemporâneo. Com a presença das galerias brasileiras Baró, Luciana Brito e Nara Roesler. Todas de São Paulo. Um outro imenso pavilhão é todo dedicado à arte da China.
Os fãs de seriados certamente vão se lembrar do Dr. Gregory House, protagonista da série de TV “House”. O sarcástico médico, famoso por não ter paciência com nem com seus pacientes nem com sua equipe, ganhou vida pela brilhante interpretação do ator britânico Hugh Laurie. Pois, neste mês, Laurie vem ao Brasil para o show “Didn’t It Rain”, no qual canta e toca blues. Aliás, em alguns episódios da série, ele já havia demonstrado seu talento ao piano e na guitarra. O astro é acompanhado pela banda Copper Bottom Band. Sua estreia acontece no dia 20, no Citibank Hall, no Rio. Depois, segue para Brasília, Porto Alegre, Curitiba e chega a São Paulo, no dia 29. Os ingressos já estão à venda na internet.


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March 1, 2014 |

Televisão

No começo da semana, o Theatro São Pedro foi palco da festa de entrega do Prêmio Governador do Estado para Cultura 2013. Os eleitos foram escolhidos por um Júri, e por voto popular, pela internet.
O Destaque Cultural, que vale 100 mil reais mais o troféu criado por Artur Lescher, foi para a centenária artista plástica Tomie Ohtake, pelo conjunto da obra.
Entre os ganhadores, no Voto do Júri, destaque para José Resende, nas Artes Visuais, com a instalação “A Cabana do Vento”, exposta no Sesc Belenzinho. A bailarina e coreógrafa Janice Vieira levou o prêmio de Dança, por sua trajetória e pelo espetáculo “Vis-à-Vis”. A cantora Ná Ozzetti faturou como melhor Música, com o álbum “Embalar”, enquanto o Núcleo Bartolomeu de Depoimento ganhou como Teatro, com a peça “Antígona Recortada”. Cada vencedor levou o troféu e R$ 60 mil.
No Voto Popular, o artista plástico Carlito Carvalhosa venceu com a instalação “Sala de Espera”, no MAC/USP. Antonio Nóbrega teve seu espetáculo “Humus” eleito como o melhor em Dança; no Cinema, Tata Amaral levou o troféu com “Hoje”, estrelado por Denise Fraga; o rapper Emicida conquistou o prêmio de Música; e a peça “O Duelo”, da Mundana Cia, faturou o de Teatro.
E quem diria, em pleno carnaval, um festival de rock! Pois é começa hoje, no Auditório Ibirapuera. Chama-se Grito Rock, e tem muito freguês, já que é o segundo ano que se realiza em São Paulo, nesta época. Foi criado em Cuiabá, em 2007, já teve 12 edições no Brasil e pelo mundo, e esse ano pretende alcançar 400 cidades em 40 países. É um festival produzido de forma colaborativa, portanto mais fácil de realizar. São três noites: a primeira dedicada ao Hip Hop, comandada por nomes como o KL Jay do Racionais, Síntese, Marechal, SNJ. A segunda noite é do Rock, e a banda Lafayettte e os Tremendões faz um bailão estilo jovem guarda; a terceira noite é do Funk, com Menor do Chapa, Bó do Catarina, Dj Zé Colmeia e mais uma turma. Ou seja, uma alternativa tão animada quanto sair atrás do trio elétrico.




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February 21, 2014 |

Televisão

O Sesc Pinheiros abriu esta semana uma exposição que discute a relação do homem moderno com a comida. Do desperdício em zonas de fartura, à escassez em outras; a discrepância na distribuição de alimentos mesmo onde eles não faltam; as migrações forçadas pela fome; a preservação da natureza e as consequências das mudanças climáticas; o envenenamento da produção agrícola. O assunto é infindável. Sob o título Food — Reflexões sobre a Mãe Terra, Agricultura e Nutrição, a curadora Adelina von Furstenberg, que é uma cidadã suíça de origem armênia, reuniu pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações que, usando a arte como suporte, discutem este tema essencial. Adelina é diretora da Art for the World, ONG ligada à ONU. Os artistas todos têm renome internacional. Na lista, há estrangeiros famosos, como a sérvia Marina Abramovic, o romeno Mircea Cantor, a marroquina Ymane Fahkir, o indiano Raghubir Singh, o espanhol Miralda, a suíça Pipilotti Rist, o japonês Shimabuku, e os brasileiros Lenora de Barros, Ernesto Neto, Eduardo Srur e Anna Maria Maiolino. Só para dar uma ideia, Abramovic mostra um vídeo em que come uma cebola crua, como se fosse uma maçã, e seu rosto mostra o desconforto daquela ingestão. O texto fala sobre o desconforto da vida em aeroportos e em vernissages. Srur apresenta instalação e um vídeo num supermercado, em que há uma performance sobre o desperdício. A mostra, que veio da Suíça, fica até 4 de maio, quando é transferida para Marselha, na França.
Outra mostra que mistura artistas estrangeiros e brasileiros abre amanhã na Caixa Cultural, na Praça da Sé. Está é dedicada à street art, e o título é Um Panorama Urbano. A curadora portuguesa Leonor Viegas reuniu a obra do inglês Bansky, dos franceses Jef Aerosol e Rero, dos portugueses Vhils e MaisMenos, da dupla italiana StenLex e do brasileiro Nunca, que ela coloca entre os grandes nomes mundiais do setor. Uns já veteranos, outros bem jovens, todos representantes do grafite, a arte que nasceu nas ruas nos anos 40 do século passado, e hoje transita pelos grandes museus do mundo. É uma arte pop, sempre revisitada e atualizada. Aqui ela se apresenta em suportes diversos como estêncil, pôster, colagem, carimbo, resina, esculturas e instalações. A maioria das obras foi concebida para esta exposição. Os italianos realizam a obra no local. De São Paulo, onde fica até 20 de abril, a mostra segue para o Rio e Brasília.


Jorge Wilheim, uma perda

February 14, 2014 |

Ponto de Vista

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Foto:Divulgação

Jorge Wilheim morreu esta sexta, dia 14, depois de dois meses de agonia, que começaram com um acidente de carro. Enfim, a partida daqui não tem hora nem explicação. A menos que seja uma escolha própria. E mesmo que a gente se entregue a médicos e hospitais de primeira, estamos todos nas mãos de Deus. Jorge era um amigo. Minha relação com ele era múltipla.
Fomos vizinhos e, por isso, sou amigo também de Joana e filhos. Ele sempre foi um defensor da pequena Rua Bocaina, sem saída, ali nos confins de Perdizes com o Pacaembu, onde está sua casa até hoje, que poderia ter perdido a característica de uma ruazinha de bairro residencial.
Fomos colegas no Conselho da Bienal, durante muitos anos. Jorge foi presidente da Bienal, e depois presidente do Conselho da Bienal, por dois mandatos, e com mão segura e o respeito de todos conseguiu fazer a instituição trafegar do passado cheio de ranços e problemas ao presente dinâmico e transparente.
E ele era presidente da Fundação Nemirovski, quando a instituição organizou a exposição da coleção de meu pai na Estação Pinacoteca, em 2010. Foi uma realização de muita qualidade para a Fundação e a Pinacoteca, e um feito memorável na vida de meu pai, que considerou a exposição como a coroação de uma vida de colecionismo.
Além disso, tínhamos a relação do jornalista com o homem público, que sempre atendeu a imprensa e sempre foi honesto e claro em suas respostas. Por ter tido funções no executivo da Prefeitura e Estado, conhecia como ninguém a legislação das duas instâncias, e por isso eu o consultei em inúmeras oportunidades, sempre sendo esclarecido com eficiência e confiabilidade.
Jorge Wilheim deixou o legado de um nome de respeito como arquiteto, urbanista, homem público. Não vai fazer falta apenas para a família.