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January 2, 2014 |

Televisão

O Mozarteum Brasileiro preparou uma temporada musical para 2014 para ninguém botar defeito. Terá sete concertos na Sala São Paulo, de maio a novembro, que reúnem nomes importantes da cena musical internacional, como o maestro russo Vladimir Ashkenazy, que volta ao Brasil, desta vez regendo a Phillarmonia Orchestra, com 110 integrantes, que tem sede no Royal Festival Hall de Londres. Nesse concerto, que será em setembro, o solista será o nosso pianista maior, Nelson Freire, que este ano completa 70 anos de idade e 65 de carreira. Isso mesmo, já que seu primeiro concerto foi aos 5 anos. Outras atrações de nota são a soprano francesa Natalie Dessay, que chega acompanhada do barítono francês Laurent Naouri. O violinista sul-africano Daniel Hope, o violista russo Yuri Bashmet, a Sinfonica de Pequim, a Sinfonica Bruno Walter, a Camerata Oslo e os Solistas de Moscou completam a seleção. As assinaturas já estão à venda. Mais informações em mozarteum.org.br.
O Mozarteum também, como tem feito nos últimos anos, abre inscrições para bolsas de estudos de música na Academia de Verão do Colégio Pommersfelden, na Alemanha, vinculada ao festival de mesmo nome. O colégio é um dos mais antigos da Europa. A academia de verão começou há mais de 50 anos, recebendo sempre, como professores, grandes instrumentistas e maestros da Europa. A oportunidade está aberta a estudantes de qualquer instrumento, de 18 a 28 anos. Os selecionados de todo o mundo terão aulas particulares e em grupo, ensaiarão e apresentarão concertos de música sinfônica e de câmara. Para saber como se inscrever, entrar no site mozarteum.org.br. Graças a esta iniciativa, já há jovens brasileiros tocando em grandes orquestras europeias.
O Teatro Municipal de São Paulo também está vendendo assinaturas para sua temporada 2014. A temporada lírica abre este ano em março com uma montagem de Il Trovatore, de Verdi; em abril, outra obra de Verdi, o Falstaff; Carmen de Bizet é o cartaz de maio e junho; a Salomé, de Richard Strauss, vem em setembro; I Pagliacci de Leoncavallo e Cavalleria Rusticana, de Mascagni são apresentadas juntas em outubro; a Tosca, de Puccini, encerra o ano, com récitas em novembro e dezembro. Preparem-se. Informações em theatromunicipal.sp.org.br. Teatro com h.


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December 26, 2013 |

Televisão

O pintor Candido Portinari completaria 110 anos no dia 30 de dezembro. Sua cidade natal, Brodowski, só foi elevada à condição de município dez anos depois disso, há exatos 100 anos. O duplo aniversário é a razão da festa que a Secretaria de Estado da Cultura preparou para amanhã à noite: um sarau musical com cantigas regionais, na esplanada bem em frente o museu, onde está também a bela capelinha que ele pintou. Quem não conhece, e estiver por perto, não deve perder esta oportunidade de visitar o museu, instalado na casa que foi da família Portinari, com muito do acervo familiar, e obras do pintor, inclusive sobre as paredes. A música ficará a cargo da dupla Ricardo e Thiago, que escolheram canções típicas do homem do campo, e que marcaram a região de Brodowsky nestes cem anos.
Quem ficou por São Paulo pode ir conhecer o Museu da Casa Brasileira, na Faria Lima, em cujo jardim estão expostos, neste momento, balanços criados pelo designer Zanini de Zanine. Os balanços ficam no museu até o dia 30 de janeiro. E podem ser utilizados pelos visitantes. Fazem parte de uma série, criada em parceria com o BoomSPDesign, de Beto Cocenza, que já instalou no jardim do MCB, em momentos diferentes, bancos e balanços do inglês Tom Price e de Sergio Mattos.
Quem estivar com filhos em férias no Rio, em Poços de Caldas ou São Paulo, pode procurar o Instituto Moreira Salles, a partir do dia 2 de janeiro para inscrições em atividades ligadas à cultura. Para crianças a partir de 7/8 anos. As sedes do Rio e Poços, que foram residências da família Moreira Salles, têm seus próprios jardins. A de São Paulo utiliza a Praça Buenos Aires, em frente. Todas têm alguma ligação com a fotografia, que é a essência do imenso acervo do IMS.
E a última exposição que foi inaugurada na cidade este ano foi a de Nair Kremer, na Galeria de Arte Hebraica, no Clube A Hebraica, com entrada pela Rua Hungria, ou seja, de frente para a marginal do Pinheiros. A mostra abriu no sábado e reúne desenhos, pinturas, serigrafias e instalações, numa homenagem da artista e arte-educadora a Clarice Lispector. A mostra chama-se Territórios Afetivos, e as obras se pautam pelos títulos mais famosos da escritora, como A Paixão Segundo G.H., Perto do Coração Selvagem, a Hora da Estrela, entre outros. Aberta de terça a domingo, até 18 de fevereiro.


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December 20, 2013 |

Televisão

A Pinacoteca do Estado, o maior museu da Secretaria da Cultura de São Paulo e um dos maiores do Brasil, tem quatro exposições no momento que valem a pena uma ida ao centro da cidade. A maior delas é a mostra retrospectiva de Antonio Henrique Amaral, com cerca de 160 obras, sendo 80 telas e 80 obras sobre papel. Antonio Henrique é um dos principais artistas brasileiros de sua geração.

Ficou conhecido na década de 70 pelas suas pinturas de bananas, com as quais fez críticas à ditadura militar, por mostrá-las torturadas por cordas, garfos e facas. Depois seguiu com as séries dos bambus, águas e terra, até chegar à fase atual. A pintura de Amaral é sempre intensa, colorida, com muita informação e grandes dimensões. Como um inflamado discurso.

A mostra tem curadoria de Maria Alice Milliet, e ocupa as sete salas climatizadas do espaço museológico. Quem está muito interessado em rever toda a obra do artista, pode também visitar a mostra de sua arte gráfica, exposta na Caixa Cultural, na Praça da Sé.

Outra mostra que a Pinacoteca apresenta agora é da obra de Moussia Pinto Alves, uma artista russa que se casou com um brasileiro na Europa, no começo do século passado, se mudou para o Brasil, conviveu com todos os modernistas, e foi uma das primeiras pintoras e escultoras abstratas do país, nos anos 50 e 60. Fez muitas telas figurativas também, antes e depois da fase abstrata. Sua trajetória é mostrada com mais de 70 obras, joias incluídas, escolhidas pela curadora Stella Teixeira de Barros.
Quem for à Pinacoteca não pode perder também as mostras de dois artistas contemporâneos: Gustavo Resende e Luzia Simons. Rezende mostra 40 trabalhos entre fotos, desenhos e esculturas, dos anos 80 até hoje, escolhidos pelo diretor do museu, Ivo Mesquita. Resende tem o duplo como ideia fixa. E usa sua própria imagem em muitas de suas obras.

Luzia, que mora e trabalha em Berlim, apresenta uma instalação de suas fotos de grandes dimensões, colocadas de costas para cada uma das entradas do octógono, o belo espaço central do museu, criando uma pequena área fechada no centro da sala. Luzia fotografa papoulas de perto. O impacto desta instalação é surpreendente.
O museu, que fica na Avenida Tiradentes, com entrada pela Praça da Luz, vale uma visita nestes dias livres de fim de ano.

Mas atenção, na próxima semana e na seguinte, o museu só abrirá de quinta a domingo.


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December 12, 2013 |

Televisão

O Teatro Municipal de São Paulo termina seu produtivo primeiro ano sob a batuta do maestro John Neschling, com uma montagem de La Bohème, de Puccini. A ópera terá mais dez apresentações de hoje até o fim do ano. A direção de cena é do francês Arnaud Bernard, que já dirigiu óperas no Metropolitan de Nova York, Covent Carden, de Londres e Alla Scalla, de Milão. O próprio Neschling rege a Sinfônica Municipal. Para viver a trágica Mimi, revezam-se a soprano grega Alexia Voulgaridou e a alemã Susanne Braunsteffer. Para viver o desesperado Rodolfo, revezam-se os brasileiros Fernando Portari e o estreante Atalla Ayan, com o francês Jean François Borras.
A Orquestra Sinfônica de São Paulo encerra esta semana sua temporada de concertos de 2013, com um programa modernista. Começa com os tímpanos e a percussão da orquestra tocando, em estreia mundial, a peça A Luz do Meio Dia, obra do compositor mineiro Eduardo Guimarães Álvares, falecido este ano, e encomendada pela Osesp para homenagear a timpanista Elizabeth Del Grande, que está há 40 anos na orquestra. Ela será a solista, e a regência ficará a cargo de outro timpanista, Ricardo Bologna. Depois, sob a regência da maestrina titular, Marin Alsop, a Osesp interpreta a belíssima Sagração da Primavera, de Stravinsky, e a obra Ameriques, de Edgard Varèse.
A segunda edição do Prêmio MASP foi entregue ontem a Odires Mlászho, na categoria Exposição do Ano, e a Rodrigo Braga, na categoria Artista Emergente. Cada um ganhou 70 mil reais. A novidade foi a criação do prêmio Conjunto da Obra. A primeira escolhida foi Regina Silveira, que recebeu 200 mil reais. E os três ganharam exposições individuais, que serão abertas ao público amanhã. Regina é uma mestra inconteste das artes. Uma mostra de Regina é sempre uma agradável surpresa. Mlaszho ganhou o premio pela exposição na Galeria Vermelho. Mas também foi um dos dois artistas que representaram o Brasil na Bienal de Veneza. E participou na Bienal de São Paulo no ano passado. Braga também estava na nossa Bienal. As três exposições juntas trazem o MASP para mais perto do melhor de nossa arte contemporânea.


Mandela e Fauzi

December 7, 2013 |

Ponto de Vista

Acho que eu senti mais a perda do Fauzi que do Mandela. Mandela é um dos deuses do meu Olimpo particular. Respeito e admiração sem tamanho por ele. Mas estou velando Mandela há dois anos, pelo menos. O Fauzi, além de mais próximo, foi surpresa. A notícia me trouxe de volta o prazer dos shows da Bethania dos anos 70, e de tanta coisa boa que eu vi dele. Pena. O mundo da gente vai ficando pequeno.


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December 5, 2013 |

Televisão

A semana de arte de Miami começou ontem, com a abertura para convidados da Art Basel Miami Beach, o mais importante evento do mercado de arte realizado em todo o continente americano. Mais do que a Frieze de Nova York, e certamente muito mais do que as feiras de São Paulo, Rio, Buenos Aires, Bogotá e Cidade do México. Juntas. A abertura para o público foi hoje de manhã. São centenas de galerias do mundo todo, sobretudo dos Estados Unidos e Europa, reunidas no mesmo espaço de muitos milhares de metros quadrados. O evento é tão marcante, que outras cerca de dez feiras complementares foram se formando em torno desta, que está em sua 12º edição. São feiras específicas, para arte emergente, ou para o acervo de galerias que não têm padrão para serem admitidas na Art Basel. Entre elas as mais significativas são a Context, a Art Miami, a Scope, a Untitled.
Para nós, o importante é ressaltar que a presença brasileira neste mercado é cada vez mais proeminente. Este ano são 14 galerias brasileiras na feira principal. Entre elas, Luisa Strina, Fortes Vilaça, Leme, Luciana Brito, Mendes Wood, de São Paulo, A gentil Carioca, do Rio, e Silvia Cintra, de Belo Horizonte. E mais nove nas outras feiras, como a Logo e a Pilar, de São Paulo. Sem contar que este ano acontece a Brazil Art Fair, produzida por brasileiros, reunindo a arte de 100 artistas nossos, de 15 diferentes galerias, entre elas a Central, Estação e Paralelo, também de São Paulo. E a exposição Tempo Sucesso, que reúne artistas brasileiros renomados.
Além disso, é preciso citar a presença do designer brasileiro Hugo França na Design Miami, importante feira de design montada em frente à Art Basel. O mesmo artista expõe esculturas grandes e móveis no Fairchild Tropical Botanical Garden. O Brasil será assunto também de um debate, sábado, na Fundação Cisneros, entre importantes curadores de museus e fundações internacionais e mais Luiz Camilo Osório, diretor do MAM do Rio. O tema: Brasil na América Latina.
Desde 2002, quando se deu a primeira edição da Art Basel Miami, sob o comando de Samuel Keller, a cidade mudou de cara. Antes um centro de compras sem opções culturais, Miami foi ganhando importantes coleções particulares abertas ao público, centros multiculturais, um auditório de música assinado por Frank Gehry, e um museu de arte contemporânea criado pelo escritório Herzog & De Meuron, o mesmo que assina o nosso Teatro da Dança, aquele que vai surgir na Cracolândia. O museu de Miami já está pronto. O nosso teatro ainda não saiu do chão. Lá, a iniciativa privada entra no projeto. Aqui, sempre dependemos da vontade política dos nossos dirigentes e das sobras de verba no orçamento, já que Cultura nunca foi, e continua não sendo, uma prioridade para autoridades brasileiras.