O que era ruim, vai ficar pior

June 21, 2013 |

Ponto de Vista

O Haddad liberou os fretados na Paulista, Santos, Cubatão, São Carlos do Pinhal, 9 de Julho, Santo Amaro, Cidade Jardim, Augusta, Faria Lima. Justo nesse momento, em que os empresários de ônibus estão na berlinda, ele cede ao lobby deles. O trânsito neste pedaço da cidade é o pior possível.

Com mais estes ônibus, que são imensos além de tudo, vai ficar muito pior. Tudo porque os funcionários de grandes empresas, que moram em cidades satélites, não querem usar o transporte público, fartamente oferecido em todos aqueles endereços. Querem sair da porta do trabalho direto para a condução com motorista que os leva para casa. Chique, não? E nós, que vivemos por aqui, teremos aumento de trânsito, de barulho, de poluição do ar. Haddad faz a ressalva de que não podem estacionar nestas vias. Só faltava isso! Mas vão estacionar onde???? Nas vias adjacentes, muitas delas residenciais e comerciais!!! Vai ser um caos pior do que o que já está. Temos mais uma razão para ir às ruas…


Para entender as ruas

June 19, 2013 |

Ponto de Vista

Para entender melhor o que acontece nas ruas, e essa insatisfação que leva os mais jovens às ruas, reuni algumas frases lidas hoje no Estadão. Por exemplo, o José Arthur Giannotti, intelectual em que confio plenamente, diz em seu artigo de hoje na página 2: “ Os jovens simplesmente estão dizendo que recebem um serviço inadequado e que não encontram canais políticos para exprimir suas insatisfações. Trata-se de uma crise de representação . Se eles são subordinados ao ritual das eleições periódicas, estas pouco dizem a respeito de sua vida cotidiana. Os manifestantes são vozes sem voto efetivo.” O artigo inteiro está no link www.estadao.com.br/noticias

No editorial principal de hoje : “Deu uma vontade de falar que não se sabe como, quando ou se será aplacada: contra os padecimentos que o Estado impõe ao povo com os seus serviços de terceira e indiferença de primeira, a começar da saúde e educação públicas; contra os políticos e autoridades em geral que só cuidam dos seus interesses e são tidos como corruptos por definição; contra a selvageria do cotidiano por toda parte; contra a truculência das PMs; contra a lambança dos gastos com a Copa, que pegou de surpresa a cartolagem e seus parceiros no governo federal – e tudo o mais que se queira denunciar. Afinal, os jovens não se sentem representados por nenhuma instituição e desconfiam de todas. Tampouco a imprensa lhes merece crédito. Consideram-se mais bem informados pelos seus pares das redes sociais do que pela mídia. É também na internet que encontram argumentos para as suas críticas, colhem e se prestam solidariedade, cimentando a coesão grupal.” O texto todo está em www.estadao.com.br/noticias

Dora Kramer termina sua coluna de hoje com as seguintes palavras: “A julgar pelo sentimento que emerge das manifestações, terá êxito em estabelecer um diálogo amistoso com a população não quem manipular emoções com mais competência, mas quem puder se mostrar confiável na tarefa de recuperação da política como fator essencial para o exercício da democracia.” O texto todo está em www.estadao.com.br/noticias

Para completar, coloco aqui o link do artigo de ontem de Luiz Werneck Vianna, que me parece iluminado.www.estadao.com.br/noticias
Aproveitem


Veja a minha participação no Jornal da Gazeta

June 14, 2013 |

Televisão

Maitê Proença estreia em São Paulo, o espetáculo À Beira do Abismo me Cresceram Asas, que chega do Rio cheio de elogios e aplausos. A dramaturgia é dela, a partir de uma pesquisa e texto de Fernando Duarte, que recolheu histórias em asilos para idosos. A direção é de Clarice Niskier com supervisão de Amir Haddad. Maitê e Clarisse Derzié Luz interpretam duas anciãs, cuja idade avançada lhes permite falar com liberdade e autoridade sobre qualquer tema. Elas não tem idade, diz Maitê. Dentro delas ainda há as meninas que elas foram. A atriz e autora garante que a plateia ri durante quarenta minutos, e se emociona no final. Boa receita. No Teatro Faap, no Pacaembu, até 18 de agosto.
O Instituto Tomie Ohtake está apresentando uma mostra da obra de Isamu Noguchi, um dos deuses da arte do século 20, com influência em toda a arte contemporânea e design até hoje. São 44 peças do acervo do Noguchi Museum, em Queens, ao lado de Manhattan, que é um verdadeiro templo. Algumas delas, como suas famosas luminárias de papel, serão reconhecidas mesmo por quem nunca ouviu falar dele. Noguchi, que viveu de 1904 a 1988, é filho de japonês com americana. E viveu a maior parte de sua vida nos Estados Unidos. Mas sua obra e seu museu, montado em seu ateliê, refletem o minimalismo oriental. Ele transitou entre escultura, arte pública, design, urbanismo e cenografia para teatro e dança. Em outra sala do Instituto, a pintora Célia Euvaldo faz intervenções diretamente nas paredes, dando gigantismo a suas já conhecidas pinceladas negras sobre fundo branco. Até o fim de julho.
O maestro Jamil Maluf, o diretor e cenógrafo Jorge Takla e a figurinista Mira Haar formam um time muito afinado. Já produziram muitas óperas juntos ou separados. O Teatro Municipal de São Paulo os reuniu de novo para a montagem de The Rake’s Progress, A Carreira do Libertino, a última ópera de Stravinsky. Esta é uma obra bastante contemporânea, já que estreou em 1951 no Teatro La Fenice, de Veneza. Mas tem uma estrutura bastante calcada em Mozart. Só que sem final feliz. Pelo contrário, é uma tragédia, inspirada numa série de pinturas do inglês William Hogarth, com libreto do também inglês W. H. Auden, que por sua vez era um ávido leitor de Freud e Young. Para contar esta historia de um amor frustrado, e de uma vida dissipada que termina em loucura, foi chamado um tenor americano, Chad Shelton, e um elenco nacional que tem Rosana Lamosa, Savio Sperandio e Silvia Tessuto. Com a Orquestra Experimental de Repertório. A estreia foi ontem, e só haverá mais três apresentações, amanhã, domingo e terça.


Eu odeio o Dia dos Namorados

June 12, 2013 |

Ponto de Vista

Eu detesto o Dia dos Namorados!!!! Estou preso no trânsito, ao lado do Shopping Iguatemi por causa deles, das compras de última hora. Pra ser bem sincero, eu quero que todos eles tenham uma noite bem sinstra, que a comida caia mal, que eles brochem e que elas odeiem os presentes recebidos. Pensando bem, eu nem preciso torcer por isso. É o que acontece na maioria dos casos…