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May 2, 2014 |

Televisão

Um astro pop da música erudita abre a temporada do Mozarteum Brasileiro, terça e quarta-feira na Sala São Paulo. Trata-se do violinista britânico Daniel Hope, que toca um autêntico Guarnieri de 1742. Tem quase 40 anos, mas está nos palcos desde os 11, quando acompanhava seu mestre, o mítico Yehudi Menuhin. Já tocou com todas as grandes orquestras e grandes maestros, mas se apresentou também com Steve Copeland, Sting e Ravi Shankar, e ao lado de Mia Farrow ou Klaus Maria Brandauer. Do encontro com o astrônomo Carl Sagan nasceu o interesse pelos mistérios do universo, inspirando o trabalho Spheres, lançado no ano passado. Aqui ele apresenta, em estréia para a América Latina, As Quatro Estações de Vivaldi transcritas por Max Richter, acompanhado da orquestra Arte del Mondo, que apesar do nome é alemã. A temporada do Mozarteum terá vários destaques, entre eles a Orquestra Philarmônia, regida por Vladimir Ashkenazy, em setembro.
O Balé da Cidade estreia amanhã, no Teatro Municipal, duas novas coreografias, no segundo programa da temporada 2014. A inspiração é latina: o tango e o mambo. A apresentação abre com a reprise de Uneven, coreografia do espanhol Cayetano Soto, com música de David Lang. Seguem-se as novas Bandoneon, do argentino Luis Arrieta sobre música de Astor Piazzola, e O Balcão do Amor, coreografia de Itzik Galili sobre música do cubano Perez Prado. O balé, dirigido por Iracity Cardoso, se apresenta com a Sinfônica Municipal, regida por Victor Hugo Toro. Até o dia 7
Só mais uma boa notícia: a partir de amanhã, todos os museus da Secretaria de Estado da Cultura, capital e interior, passam a ter entrada gratuita aos sábados. Aproveitem. Boa noite.




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April 25, 2014 |

Televisão

Dois textos de grandes autores teatrais, e uma montagem que vale pelo oportuno do tema estão em cartaz na cidade. O texto mais famoso é Quem Tem Medo de Virginia Wolf, de Edward Albee, que vem sendo montado em São Paulo desde Cacilda Becker, nos anos 60. Desta vez, a empreitada, que nunca é fácil, é de Zezé Polessa e Daniel Dantas, como Martha e George, o casal de meia idade que se degladia enquanto fica atolado numa vida sem perspectivas, numa universidade dos Estados Unidos. Ana Kutner e Erom Cordeiro formam o jovem casal de visitantes, enredado na guerra conjugal dos hospedeiros. Albee, com 86 anos, é considerado um dos mais importantes dramaturgos do teatro moderno americano. Teve várias peças encenadas com sucesso, mas esta continua sendo seu trabalho mais aplaudido. A montagem, dirigida por Victor Garcia Peralta chega do Rio cheia de prêmios. A produção requintada, com cenários de Gringo Cardia, se instala a partir de hoje, por três meses, no Teatro Raul Cortez.
Outro texto importante em cartaz é Oh os belos dias, no original Happy Days, do autor irlandes Samuel Beckett. Com Esperando Godot, este é um dos textos que fizeram de Beckett um dos mais influentes autores teatrais do século 20. A montagem atual tem tradução e direção de Rubens Rusche, que é um especialista em Beckett. E está em temporada no Sesc Santana até o dia 18 de maio. Coincidentemente, o texto tem a mesma idade do de Albee. Só que foi, na época, muito mais vanguardista. Todas as peças de Beckett ainda o são. Nesta, uma mulher está enterrada até a cintura num pequeno monte. E se dedica a tarefas cotidianas como se sua situação fosse normal. A situação de imobilidade surge em outros textos do autor, como uma metáfora. O papel de Winnie é da atriz gaucha Sandra Dani, que divide o palco com Luiz Paulo Vasconcellos. Fernanda Montenegro fez duas vezes esse papel, em 1970, e novamente em 95, quando dividiu o palco com o marido Fernando Torre.
E quem também está em cartaz na cidade é o ator Ney Latorraca, com a peça “Entredentes”, que está no Teatro do Sesc Consolação. Com texto e direção do sempre polêmico Gerald Thomas, o espetáculo marca o encontro de um islâmico radical e um judeu ortodoxo, no Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde iniciam um embate de ideias. Interessante e atual.


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April 18, 2014 |

Televisão

Pixinguinha será mais uma vez homenageado na semana em que se comemora o Dia Nacional do Choro. Afinal, é o patrono do estilo musical e nunca foi superado como intérprete. A data é 23 de abril, quarta-feira, mas o Instituto Moreira Salles, a Imprensa Oficial do Estado e o Sesc têm programação para três dias. De terça a quinta-feira, o Sesc Vila Mariana apresentará “Outras pautas — Pixinguinha em concerto”, seleção de arranjos originais do maestro, executados por uma formação de 30 músicos, a Orquestra Pixinguinha na Pauta., com Nailor Proveta como solista. Os concertos marcam o lançamento de duas caixas de partituras elaboradas pelo músico: Pixinguinha: outras pautas e O Carnaval de Pixinguinha. As caixas, uma com 44 arranjos e outra com 25, contêm composições suas, incluindo clássicos como “Carinhoso” e “Lamento”, arranjos feitos para músicas de compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Sinhô, Donga e João da Bahiana, e temas de tradição popular orquestrados. As duas trazem livretos especiais com conteúdo sobre as composições e os arranjos. E focam na produção de Pixinguinha para o programa da rádio Tupi comandado pelo lendário Almirante, entre 1947 e 1952. O trabalho é uma sequência da publicação Pixinguinha na Pauta, de 2010, que tem o selo do IMS e da Imprensa Oficial.
Mais música no Teatro Bradesco, na Pompéia. Trata-se do musical Nas Alturas, premiado na Broadway com quatro Tony Awards. Do original In The Heights, criado por Lin-Manuel Miranda, o musical que estreou em 2008 foca na comunidade latina que vive em Washington Heights, na periferia de Nova York, onde sempre é festa, e se ouve hip hop, salsa, merengue e soul music. O texto foi finalista do premio Pulitzer em 2009. O elenco tem quase 30 atores/cantores/bailarinos, dirigidos por André Dias, dançando as coreografias originais de Andy Blankenbuehler. Até 25 de maio.
E a Osesp, comandada pelo maestro Isaac Karabtchevsky, apresenta na semana que vem, concerto de sotaque totalmente russo. Na primeira parte o pianista moscovita Nikolai Luganski sola o Concerto Nº 3 de Rachmaninof para piano e orquestra. Na segunda parte, a orquestra interpreta a Sinfonia nº 1 Sonhos de Inverno, de Tchaikovski. São três apresentações de quinta a sábado. No domingo de manhã, a Osesp apresenta apenas a sinfonia.