Sobre a novela do Walcyr

June 7, 2013 |

Ponto de Vista

Tenho visto, dia sim dia não, a novela das 9 da Globo. Da anterior, não assisti um único capítulo. A Carminha tinha me deixado exausto de novela. Agora retomo o hábito, aos poucos. Tem coisas do Walcyr que eu gosto. Têm de ser vistas com senso de humor, porque é assim que ele as imagina. Não a sério. Mas a novela tem coisas medonhas. Odeio a abertura. Tudo, o desenho e a música. Também tenho restrições à atuação do Malvino Salvador. Dorothy Parker diria que as expressões de seus olhos, numa gama de A a Z, variam de A a B. E tenho inúmeras ressalvas ao universo concebido para a orfãzinha milionária. Aquele casarão com decoração cafona e demodé não existe mais em São Paulo desde que foram desativadas as grandes casas da Paulista e arredores, e do Ipiranga. E o guarda roupa da menina, coitadinha… Colocam coisas ridículas em sua cabeça e em seu pescoço. Será moda? Mas, se for, o que terá acontecido com a moda!!!


Veja a minha participação no Jornal da Gazeta

June 6, 2013 |

Televisão

O Rock in Rio, que será realizado pela quinta vez no Brasil em setembro, virou musical. Depois de quatro meses de sucesso no Rio, chega a São Paulo amanhã, no Teatro Alfa, onde fica até 4 de agosto. A ideia de Roberto Medina, criador do festival, foi levada ao palco pela Aventura Entretenimento, que fez um investimento de 12 milhões e reuniu um time de craques: o autor Rodrigo Nogueira, também responsável por versões de sucessos de George Michael e Iron Maden, que marcaram edições do festival; direção musical de Delia Fischer; direção geral de João Fonseca. E um elenco escolhido entre 600 pretendentes, que tem os jovens Yasmin Gomlevsky e Hugo Bonemer, como protagonistas, mais os veteranos Lucinha Lins e Guilherme Leme. E mais um monte de gente, incluída uma banda de 9 músicos, nos 20 cenários criados por Axel Neoral. A história, ficional, fala do poder transformador da música, sobretudo entre os jovens.
A bela atriz, diretora e cantora portuguesa Maria de Medeiros, mais conhecida por filmes como Pulp Fiction e Henry & June, continua por aqui. Depois do show como cantora, agora ela se apresenta, pela primeira vez no Brasil, como atriz, a partir de amanhã, no Sesc Santana, no espetáculo Aos Nossos Filhos. Conflito de gerações, preconceito, maternidade e as novas relações familiares são os ingredientes do texto de Laura Castro, que leva à cena uma conversa entre mãe e filha: uma mulher madura que pegou em armas contra a ditadura, teve três maridos, dois filhos, e viveu exilada em várias partes do mundo; e a filha, que tem uma relação de anos com outra mulher, que está grávida. Maria de Medeiros faz a mãe e a autora, a filha. A direção é de João das Neves. Até o fim do mês.
O Museu da Diversidade, da Secretaria de Estado da Cultura, situado na Estação República do Metrô, está apresentando a exposição Crisálidas, com fotos de Madalena Schwartz, falecida há 20 anos, que hoje pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles. Entre os muitos assuntos da fotógrafa, nos anos 70, estava o universo dos tranformistas e travestis do teatro underground paulista. Ela os fotografava em seu estúdio, no Edifício Copan. A mostra tem curadoria de seu filho Jorge Schwartz, e montagem de Fellipe Crescenti. A mostra é gratuita e fica no local até o fim de setembro.
No intimista teatro de Cultura Artística Itaim, o violoncelista Antonio Meneses e a cravista Rosana Lanzelotte celebram 20 anos de parceria interpretando as três sonatas de Bach para seus instrumentos. Fazem um único concerto, na próxima segunda-feira, com a participação do celista Alberto Kanji, na abertura, quando interpreta com Meneses uma sonata de Vivaldi. Como curiosidade e sinal dos tempos, Rosana lerá as partituras em sei iPad.



Duas perdas numa semana

May 27, 2013 |

Ponto de Vista

Gente, em uma semana perdemos o Dr Ruy Mesquita e o Roberto Civita, figuras essenciais do jornalismo sério e combativo que se faz em São Paulo. Lula e Dilma, embora mandem palavras sóbrias aos veículos de comunicação, devem estar bem satisfeitos. A tal “imprensa conservadora”, mencionada por Lula, que só atrapalha os planos de poder eterno do PT, e denuncia tanto as trapalhadas, quanto as incompetências, quanto a corrupção, está ficando desfalcada de líderes. Todos nós brasileiros contamos com Fernão e Gianca para tomarem os timões de Estadão e Veja/Abril, para que isso aqui não vire uma Argentina ou uma Venezuela. Porque, mesmo com imprensa livre, estamos lentamente escorregando naquela direção. Sem imprensa livre, será um mergulho no brejo e nas trevas.


Duas mostras de decoração

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Arte e Design

Entre ontem e hoje, dei uma espiada na Casa Cor, e uma boa visitada na Mostra Black. É claro que a segunda, por ser menor, mais íntima, este ano realizada num lugar deslumbrante, com uma vista que mostra o melhor angulo de SP, é mais prazerosa. Em pouco mais de uma hora você vê tudo, detalhadamente, perguntando sobre obras de arte, móveis de design, acabamentos. Gostei de praticamente tudo. Pra ser sincero, de 30 ambientes, não gostei de 3. E assim mesmo, não detestei. Mas não vou dizer quais são.

A Mostra Black, como no ano passado e no anterior, é muito homogenea na qualidade. Os medalhões confirmam a qualidade, e os novos acompanham muito bem. Não vou postar fotos, porque o Instagram está cheio delas, postadas pelos próprios arquitetos, e eu já fiquei enjoado de vê-las. A Casa Cor é mais complicada. Não é tudo que você quer ver. E o que você quer ver você não acha logo de cara. Mas garanto que, na média, está infinitamente superior às edições anteriores. Gostei até de dois jardins! Coisa que não acontecia faz tempo. Também não adianta ficar citando nomes. Adianta dizer que o Sig é um dos melhores cenógrafos que temos? Adianta dizer que o Migotto e o Dado acertaram em tudo? Adianta dizer que a Esther e a Rosa May são chiques? Isso é chover no molhado. Mas preciso dizer que fiquei muito impressionado com os espaços do Fabrizio Rollo e do Murilo Lomas. Muito elegantes, audaciosos nas misturas, projetos redondos, sem altos e baixos. Parabéns a todos das duas mostras. Valem uma visita


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May 23, 2013 |

Televisão

A grande bailarina clássica Ana Botafogo está em São Paulo, desde ontem, no Teatro Geo, apresentando-se com Vera Lafer e a Studio 3 Cia de Dança e a Cia Sociedade Masculina. O espetáculo chama-se Cisnes, e se inspira em todos os grandes balés que tomaram o animal como assunto sobre músicas de Villa Lobos, Tchaikowsky, Saint Saens, Schubert e Sibelius. A direção e concepção são de Anselmo Zolla. As coreografias são dele, Luiz Arrieta e Olaf Schmidt, que também participam como bailarinos. No dia 28, Vera Lafer e a Studio 3 Cia de Dança apresentam outro espetáculo, no Teatro Sergio Cardoso. Trata-se de Permeados, coreografia de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, com participação especial de Cauby Peixoto, cantando músicas de Baden Powell.
E mais dança, no sábado e domingo, no Sesc Bom Retiro:o Grupo Tápias Cia de Dança apresenta o espetáculo Abundância. São duas coreografias: Too Much, inspirada nos 7 pecados capitais, e Que Dia é Hoje, inspirada no texto Exigencias da Vida Moderna, de Luiz Fernando Veríssimo. As coreografias são de Flávia Tápias, que vive em Paris, e que as dança com Alexandre Bado.
O domingo traz para a cidade duas opções culturais gratuitas, uma popular e uma erudita, mas de igual qualidade e interesse. A primeira é a apresentação da cantora Vanessa da Mata, à tarde no Parque da Juventude, cantando só músicas de Tom Jobim. O show faz parte do projeto da Nivea, que homenageia os 50 anos do primeiro disco solo de Jobim, produzido nos Estados Unidos. Foi o mesmo ano da gravação do disco de Stan Getz e Astrud Gilberto cantando Jobim, também nos Estados Unidos. O projeto tem curadoria e direção de Monique Gardenberg e arranjos de Eumir Deodato. Quem já viu o espetáculo em Salvador, Recife, Brasília e Porto Alegre garante que é muito emocionante,e não há como duvidar disso.
A segunda opção é a apresentação da Orquestra Sinfônica de Yale, formada pelos alunos da universidade americana, regidos pelo maestro Toshiyuki Shimada, domingo à noite na Sala São Paulo. Trata-se de um evento especial da temporada de 2013 do Mozarteum Brasileiro. No programa, a abertura da ópera Guilherme Tell, de Rossini, a Sinfonia nº 5 de Beethoven e Quadros de Uma Exposição, de Mussorgski. Sabine Lovatelli, do Mozarteum, que tem muita ligação com todas as grandes escolas de música da Europa e Estados Unidos, garante que estes jovens são incríveis instrumentistas e que fazem o maior sucesso onde quer que se apresentem. Também não há porque duvidar.