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March 14, 2014 |

Televisão

Dois musicais estreiam esta noite nos palcos paulistanos. E são duas superproduções: o clássico “Jesus Cristo Superstar” e “Elis, a Musical”.
Com canções de Andrew Lloyd Webber e letras de Tim Rice, “Jesus Cristo Superstar” estreou na Broadway em 1971, trazendo o protagonista como um popstar, em seus últimos dias de vida. Nesta montagem, Igor Rickli interpreta Jesus e a cantora Negra Li, Maria Madalena. A peça chega sob protestos de algumas associações católicas, que se dizem ofendidas com o retrato moderno de Cristo. Alheio a isso, o espetáculo cumprirá temporada no Teatro do Complexo Ohtake Cultural, em Pinheiros. A direção é de Jorge Takla, uma garantia de qualidade.
Já “Elis, a Musical”, de Patrícia Andrade e Nelson Motta, conta a vida e a trajetória desta que foi uma das mais impressionantes vozes do Brasil: Elis Regina. A montagem, que ocupa o Teatro Alfa, reúne Laila Garin, que tem a missão de dar vida à estrela, mais Tuca Andrada que interpreta Ronaldo Boscoli, e Claudio Lins, que vive Cesar Camargo Mariano. Todos sob a batuta do diretor Dennis Carvalho. A peça chega a São Paulo com bagagem: mais de 80 mil espectadores na temporada carioca.
O artista José Roberto Aguilar acaba de ganhar um livro sobre sua obra. Em dois volumes, com mais de 500 páginas, porque seria impossível colocar tudo o que este criador fez em 50 anos de carreira, em menos espaço. Aguilar é principalmente pintor. Mas também fez esculturas, videoarte, curadoria de exposições, música e performances memoráveis. E escreveu livros. A obra tem introdução de Nelson Aguilar, irmão do artista, e design de Fernanda Sarmento. O primeiro tomo reúne trabalhos de 1960 a 1989. O segundo vem até 2010. O lançamento foi ontem, no Museu da Casa Brasileira.
E a Orquestra Sinfonica de São Paulo abriu ontem sua Temporada 2014, em sua sede, a Sala São Paulo. Os concertos prosseguem hoje e amanhã, sob a batuta da maestrina Marin Alsop, a regente titular. No programa, obras de Leonard Bernstein, Rachmaninov e Saint-Saëns.


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March 7, 2014 |

Televisão


Mira Schendell, considerada hoje um dos mais importantes nomes da arte da América Latina, que reinventou a linguagem do modernismo europeu no Brasil, ganha uma grande mostra retrospectiva, na Fundação Serralvez, no Porto, em Portugal. A exposição foi inaugurada na semana passada. E foi produzida pela Tate Modern, de Londres, onde a exposição estreou no ano passado. O Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Marcelo Araujo, esteve presente à abertura. Embora a artista já tenha obras em grandes acervos institucionais europeus, a exposição só foi possível graças ao empréstimo de obras de muitos colecionadores brasileiros. Afinal, foi aqui que ela produziu as fases mais importantes de sua obra. Para os fãs da artista suíça, que se mudou em 1949 para o Brasil, onde morreu em 1988, a boa notícia é que, em julho, essa mostra chegará à Pinacoteca de São Paulo.
Em Nova York, abriu ontem para o público o Armory Show de 2014, a feira de arte moderna e contemporânea mais importante da cidade, reunindo cerca de uma centena das mais poderosas galerias do mundo. As que oferecem obras modernas estão reunidas no Pier 92. Entre elas a brasileira Raquel Arnaud, especializada em arte concreta. No Pier 94, estão as galerias com acervo mais contemporâneo. Com a presença das galerias brasileiras Baró, Luciana Brito e Nara Roesler. Todas de São Paulo. Um outro imenso pavilhão é todo dedicado à arte da China.
Os fãs de seriados certamente vão se lembrar do Dr. Gregory House, protagonista da série de TV “House”. O sarcástico médico, famoso por não ter paciência com nem com seus pacientes nem com sua equipe, ganhou vida pela brilhante interpretação do ator britânico Hugh Laurie. Pois, neste mês, Laurie vem ao Brasil para o show “Didn’t It Rain”, no qual canta e toca blues. Aliás, em alguns episódios da série, ele já havia demonstrado seu talento ao piano e na guitarra. O astro é acompanhado pela banda Copper Bottom Band. Sua estreia acontece no dia 20, no Citibank Hall, no Rio. Depois, segue para Brasília, Porto Alegre, Curitiba e chega a São Paulo, no dia 29. Os ingressos já estão à venda na internet.


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March 1, 2014 |

Televisão

No começo da semana, o Theatro São Pedro foi palco da festa de entrega do Prêmio Governador do Estado para Cultura 2013. Os eleitos foram escolhidos por um Júri, e por voto popular, pela internet.
O Destaque Cultural, que vale 100 mil reais mais o troféu criado por Artur Lescher, foi para a centenária artista plástica Tomie Ohtake, pelo conjunto da obra.
Entre os ganhadores, no Voto do Júri, destaque para José Resende, nas Artes Visuais, com a instalação “A Cabana do Vento”, exposta no Sesc Belenzinho. A bailarina e coreógrafa Janice Vieira levou o prêmio de Dança, por sua trajetória e pelo espetáculo “Vis-à-Vis”. A cantora Ná Ozzetti faturou como melhor Música, com o álbum “Embalar”, enquanto o Núcleo Bartolomeu de Depoimento ganhou como Teatro, com a peça “Antígona Recortada”. Cada vencedor levou o troféu e R$ 60 mil.
No Voto Popular, o artista plástico Carlito Carvalhosa venceu com a instalação “Sala de Espera”, no MAC/USP. Antonio Nóbrega teve seu espetáculo “Humus” eleito como o melhor em Dança; no Cinema, Tata Amaral levou o troféu com “Hoje”, estrelado por Denise Fraga; o rapper Emicida conquistou o prêmio de Música; e a peça “O Duelo”, da Mundana Cia, faturou o de Teatro.
E quem diria, em pleno carnaval, um festival de rock! Pois é começa hoje, no Auditório Ibirapuera. Chama-se Grito Rock, e tem muito freguês, já que é o segundo ano que se realiza em São Paulo, nesta época. Foi criado em Cuiabá, em 2007, já teve 12 edições no Brasil e pelo mundo, e esse ano pretende alcançar 400 cidades em 40 países. É um festival produzido de forma colaborativa, portanto mais fácil de realizar. São três noites: a primeira dedicada ao Hip Hop, comandada por nomes como o KL Jay do Racionais, Síntese, Marechal, SNJ. A segunda noite é do Rock, e a banda Lafayettte e os Tremendões faz um bailão estilo jovem guarda; a terceira noite é do Funk, com Menor do Chapa, Bó do Catarina, Dj Zé Colmeia e mais uma turma. Ou seja, uma alternativa tão animada quanto sair atrás do trio elétrico.




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February 21, 2014 |

Televisão

O Sesc Pinheiros abriu esta semana uma exposição que discute a relação do homem moderno com a comida. Do desperdício em zonas de fartura, à escassez em outras; a discrepância na distribuição de alimentos mesmo onde eles não faltam; as migrações forçadas pela fome; a preservação da natureza e as consequências das mudanças climáticas; o envenenamento da produção agrícola. O assunto é infindável. Sob o título Food — Reflexões sobre a Mãe Terra, Agricultura e Nutrição, a curadora Adelina von Furstenberg, que é uma cidadã suíça de origem armênia, reuniu pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações que, usando a arte como suporte, discutem este tema essencial. Adelina é diretora da Art for the World, ONG ligada à ONU. Os artistas todos têm renome internacional. Na lista, há estrangeiros famosos, como a sérvia Marina Abramovic, o romeno Mircea Cantor, a marroquina Ymane Fahkir, o indiano Raghubir Singh, o espanhol Miralda, a suíça Pipilotti Rist, o japonês Shimabuku, e os brasileiros Lenora de Barros, Ernesto Neto, Eduardo Srur e Anna Maria Maiolino. Só para dar uma ideia, Abramovic mostra um vídeo em que come uma cebola crua, como se fosse uma maçã, e seu rosto mostra o desconforto daquela ingestão. O texto fala sobre o desconforto da vida em aeroportos e em vernissages. Srur apresenta instalação e um vídeo num supermercado, em que há uma performance sobre o desperdício. A mostra, que veio da Suíça, fica até 4 de maio, quando é transferida para Marselha, na França.
Outra mostra que mistura artistas estrangeiros e brasileiros abre amanhã na Caixa Cultural, na Praça da Sé. Está é dedicada à street art, e o título é Um Panorama Urbano. A curadora portuguesa Leonor Viegas reuniu a obra do inglês Bansky, dos franceses Jef Aerosol e Rero, dos portugueses Vhils e MaisMenos, da dupla italiana StenLex e do brasileiro Nunca, que ela coloca entre os grandes nomes mundiais do setor. Uns já veteranos, outros bem jovens, todos representantes do grafite, a arte que nasceu nas ruas nos anos 40 do século passado, e hoje transita pelos grandes museus do mundo. É uma arte pop, sempre revisitada e atualizada. Aqui ela se apresenta em suportes diversos como estêncil, pôster, colagem, carimbo, resina, esculturas e instalações. A maioria das obras foi concebida para esta exposição. Os italianos realizam a obra no local. De São Paulo, onde fica até 20 de abril, a mostra segue para o Rio e Brasília.