Veja a minha participação no Jornal da Gazeta

June 14, 2013 |

Televisão

Maitê Proença estreia em São Paulo, o espetáculo À Beira do Abismo me Cresceram Asas, que chega do Rio cheio de elogios e aplausos. A dramaturgia é dela, a partir de uma pesquisa e texto de Fernando Duarte, que recolheu histórias em asilos para idosos. A direção é de Clarice Niskier com supervisão de Amir Haddad. Maitê e Clarisse Derzié Luz interpretam duas anciãs, cuja idade avançada lhes permite falar com liberdade e autoridade sobre qualquer tema. Elas não tem idade, diz Maitê. Dentro delas ainda há as meninas que elas foram. A atriz e autora garante que a plateia ri durante quarenta minutos, e se emociona no final. Boa receita. No Teatro Faap, no Pacaembu, até 18 de agosto.
O Instituto Tomie Ohtake está apresentando uma mostra da obra de Isamu Noguchi, um dos deuses da arte do século 20, com influência em toda a arte contemporânea e design até hoje. São 44 peças do acervo do Noguchi Museum, em Queens, ao lado de Manhattan, que é um verdadeiro templo. Algumas delas, como suas famosas luminárias de papel, serão reconhecidas mesmo por quem nunca ouviu falar dele. Noguchi, que viveu de 1904 a 1988, é filho de japonês com americana. E viveu a maior parte de sua vida nos Estados Unidos. Mas sua obra e seu museu, montado em seu ateliê, refletem o minimalismo oriental. Ele transitou entre escultura, arte pública, design, urbanismo e cenografia para teatro e dança. Em outra sala do Instituto, a pintora Célia Euvaldo faz intervenções diretamente nas paredes, dando gigantismo a suas já conhecidas pinceladas negras sobre fundo branco. Até o fim de julho.
O maestro Jamil Maluf, o diretor e cenógrafo Jorge Takla e a figurinista Mira Haar formam um time muito afinado. Já produziram muitas óperas juntos ou separados. O Teatro Municipal de São Paulo os reuniu de novo para a montagem de The Rake’s Progress, A Carreira do Libertino, a última ópera de Stravinsky. Esta é uma obra bastante contemporânea, já que estreou em 1951 no Teatro La Fenice, de Veneza. Mas tem uma estrutura bastante calcada em Mozart. Só que sem final feliz. Pelo contrário, é uma tragédia, inspirada numa série de pinturas do inglês William Hogarth, com libreto do também inglês W. H. Auden, que por sua vez era um ávido leitor de Freud e Young. Para contar esta historia de um amor frustrado, e de uma vida dissipada que termina em loucura, foi chamado um tenor americano, Chad Shelton, e um elenco nacional que tem Rosana Lamosa, Savio Sperandio e Silvia Tessuto. Com a Orquestra Experimental de Repertório. A estreia foi ontem, e só haverá mais três apresentações, amanhã, domingo e terça.


Eu odeio o Dia dos Namorados

June 12, 2013 |

Ponto de Vista

Eu detesto o Dia dos Namorados!!!! Estou preso no trânsito, ao lado do Shopping Iguatemi por causa deles, das compras de última hora. Pra ser bem sincero, eu quero que todos eles tenham uma noite bem sinstra, que a comida caia mal, que eles brochem e que elas odeiem os presentes recebidos. Pensando bem, eu nem preciso torcer por isso. É o que acontece na maioria dos casos…



Sobre a novela do Walcyr

June 7, 2013 |

Ponto de Vista

Tenho visto, dia sim dia não, a novela das 9 da Globo. Da anterior, não assisti um único capítulo. A Carminha tinha me deixado exausto de novela. Agora retomo o hábito, aos poucos. Tem coisas do Walcyr que eu gosto. Têm de ser vistas com senso de humor, porque é assim que ele as imagina. Não a sério. Mas a novela tem coisas medonhas. Odeio a abertura. Tudo, o desenho e a música. Também tenho restrições à atuação do Malvino Salvador. Dorothy Parker diria que as expressões de seus olhos, numa gama de A a Z, variam de A a B. E tenho inúmeras ressalvas ao universo concebido para a orfãzinha milionária. Aquele casarão com decoração cafona e demodé não existe mais em São Paulo desde que foram desativadas as grandes casas da Paulista e arredores, e do Ipiranga. E o guarda roupa da menina, coitadinha… Colocam coisas ridículas em sua cabeça e em seu pescoço. Será moda? Mas, se for, o que terá acontecido com a moda!!!


Veja a minha participação no Jornal da Gazeta

June 6, 2013 |

Televisão

O Rock in Rio, que será realizado pela quinta vez no Brasil em setembro, virou musical. Depois de quatro meses de sucesso no Rio, chega a São Paulo amanhã, no Teatro Alfa, onde fica até 4 de agosto. A ideia de Roberto Medina, criador do festival, foi levada ao palco pela Aventura Entretenimento, que fez um investimento de 12 milhões e reuniu um time de craques: o autor Rodrigo Nogueira, também responsável por versões de sucessos de George Michael e Iron Maden, que marcaram edições do festival; direção musical de Delia Fischer; direção geral de João Fonseca. E um elenco escolhido entre 600 pretendentes, que tem os jovens Yasmin Gomlevsky e Hugo Bonemer, como protagonistas, mais os veteranos Lucinha Lins e Guilherme Leme. E mais um monte de gente, incluída uma banda de 9 músicos, nos 20 cenários criados por Axel Neoral. A história, ficional, fala do poder transformador da música, sobretudo entre os jovens.
A bela atriz, diretora e cantora portuguesa Maria de Medeiros, mais conhecida por filmes como Pulp Fiction e Henry & June, continua por aqui. Depois do show como cantora, agora ela se apresenta, pela primeira vez no Brasil, como atriz, a partir de amanhã, no Sesc Santana, no espetáculo Aos Nossos Filhos. Conflito de gerações, preconceito, maternidade e as novas relações familiares são os ingredientes do texto de Laura Castro, que leva à cena uma conversa entre mãe e filha: uma mulher madura que pegou em armas contra a ditadura, teve três maridos, dois filhos, e viveu exilada em várias partes do mundo; e a filha, que tem uma relação de anos com outra mulher, que está grávida. Maria de Medeiros faz a mãe e a autora, a filha. A direção é de João das Neves. Até o fim do mês.
O Museu da Diversidade, da Secretaria de Estado da Cultura, situado na Estação República do Metrô, está apresentando a exposição Crisálidas, com fotos de Madalena Schwartz, falecida há 20 anos, que hoje pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles. Entre os muitos assuntos da fotógrafa, nos anos 70, estava o universo dos tranformistas e travestis do teatro underground paulista. Ela os fotografava em seu estúdio, no Edifício Copan. A mostra tem curadoria de seu filho Jorge Schwartz, e montagem de Fellipe Crescenti. A mostra é gratuita e fica no local até o fim de setembro.
No intimista teatro de Cultura Artística Itaim, o violoncelista Antonio Meneses e a cravista Rosana Lanzelotte celebram 20 anos de parceria interpretando as três sonatas de Bach para seus instrumentos. Fazem um único concerto, na próxima segunda-feira, com a participação do celista Alberto Kanji, na abertura, quando interpreta com Meneses uma sonata de Vivaldi. Como curiosidade e sinal dos tempos, Rosana lerá as partituras em sei iPad.