Veja minha participação no Jornal da Gazeta

November 25, 2016 |

Televisão

A obra do arquiteto catalão Antoni Gaudi é o destaque da semana na área das artes. A grande exposição aberta no Instituto Tomie Ohtake faz um balanço de seu trabalho, trazendo 46 maquetes e 25 peças, entre objetos e mobiliário, criados por ele para seus projetos. E que pertencem ao acervo de grandes instituições espanholas. A maior obra de Gaudi é a catedral da Sagrada Família, em Barcelona, que só tem previsão de término em 2026, centenário da morte do arquiteto. Outras obras suas famosas, todas em Barcelona, são as casas Millá e Battló, sem falar no Parque Guel. Completam a exposição 40 obras de outros artistas que participaram do movimento modernista catalão. Com esta mega-mostra o Instituto Tomie Ohtake festeja seus 15 anos. A exposição fica até 5 de fevereiro.
Outra exposição que fala de modernismo é a que está em cartaz na Dan Galeria, e que cria um diálogo entre o modernismo e o concretismo brasileiros e a arte africana. Por exemplo, coloca uma fachada de Volpi diante de uma tanga da tribo Kirbi, dos Camarões; ou uma pintura de Rubem Valentin diante de uma escultura Yoruba, com a figura de Xangô, da Nigéria. O resultado da mistura criada pelo galerista Peter Cohn e o curador Christian Heymés é muito reveladora.
Mais uma exposição que revisita nosso passado artístico é a que está na galeria de Ricardo Camargo. Sua especialidade são os anos 60-/70 do século passado: nossa arte pop. Um período que por sinal anda sendo homenageado no mundo todo. Camargo reuniu 58 obras de 25 artistas brasileiros desta geração, executadas naquele período. Algumas consideradas ícones do movimento. Entre os artistas, Wesley Duke Lee, Antonio Henrique Amaral, Cláudio Tozzi, Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, José Roberto Aguilar, mais Antonio Dias e Nelson Leirner. Vai ser muito bom rever tudo isso. Boa Noite.