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September 2, 2016 |

Televisão

A 32ª Bienal Internacional de São Paulo abre na semana que vem e dá o tom da programação cultural da cidade. As artes visuais enchem endereços públicos e privados com nomes reluzentes. Depois de muitas festas, a abertura da Bienal será no feriado de 7 de setembro. Com o tema Incerteza Viva, e a curadoria de Jochen Voltz, um alemão que tem uma longa convivência com o Brasil e sua arte, esta edição da Bienal promete ter muita personalidade. Tentando evitar ao máximo os grandes circuitos, convidou muito mais artistas da América Latina, África, Oriente, países bálticos, Reino Unido, e Brasil, claro, do que do centro da Europa e Estados Unidos. A maioria é de jovens e de mulheres. Grande parte das obras foi realizada para a mostra, e muitas foram feitas aqui por artistas estrangeiros. Portanto, inspiradas no momento e no Brasil. A Bienal fica aberta em sua sede do Ibirapuera até dezembro, com entrada gratuita.
Entre os destaques espalhados pela cidade posso citar as exposições de duas coleções particulares importantes: a de Roger Wright, focada na arte brasileira dos anos 60 e 70, que inaugura um comodato com a Pinacoteca; e a de Andrea e José Olympio Pereira, focada na arte brasileira contemporânea, que ocupará a partir de amanhã todos os espaços expositivos do Instituto Tomie Ohtake.
Nos museus, destaque para a mostra A Mão do Povo Brasileiro, no MASP, que tenta reinventar a exposição de mesmo nome que inaugurou o museu em 1969, criada por Lina Bo Bardi depois de viajar o país e reunir milhares de obras de arte popular. E a mostra do MAM, o Útero do Mundo, que reúne 280 obras do acervo do museu, de artistas contemporâneos, que se inspiraram no corpo humano.
Nas galerias, uma profusão de escolhas: desde Vik Muniz, na Galeria Nara Roesler, a Julio Plaza na Marilia Razuk, a Miguel Rio Branco na Galeria Milan. Finalmente, a instalação de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, no Sesc Pompeia. Um roteiro e tanto. Boa Noite.



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August 26, 2016 |

Televisão

Estamos em plena temporada cultural. E a cidade pulsa, com ótimas ofertas na música e nas artes. Amanhã estreia no novo Teatro Santander mais uma montage de My Fair Lady, um dos maiores musicais de todos os tempos. Nosso
premiado barítono Paulo Szot vive o professor Higgins, que se propõe transformar em dama a vendedora de flores Eliza Doolitle, interpretada por Daniele Nastri, escolhida entre 600 candidatas. A direção é de Jorge Takla, um especialista neste e em outros musicais. A produção é de um esmero incrível.
O maior dos nossos pianistas, Nelson Freire, se apresenta pelo Mozarteum, dias 30 e 31 na Sala São Paulo. Em concerto solo, ele traz dois vastos programas com obras de Bach, Mozart, Brahms, Beethoven, Chopin, Scriabin e Shostakovich. Sempre imperdível.
Outro craque que chega é Antonio Nobrega. Ele estréia hoje no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros o espetáculo Semba, dentro do projeto do Semba ao Samba que festeja o centenário do samba. Ele revisita nossa música desde os primeiros batuques até os classicos de Noel Rosa, Cartola, Adoniran, Ismael Silva e Chico Buarque. Como só ele sabe fazer.
Nas artes, destaque para a mostra de Alexander Calder, o grande escultor americano famoso por seus mobiles, que influenciou demais nossos artistas concretistas. A exposição, que começa dia 31 no Itau Cultural, traz 32 obras de Calder, 11 delas pertencentes à Fundação Calder, e as demais garimpadas em coleções públicas e privadas brasileiras. O curador Luiz Camillo Osório escolheu ainda 28 obras de 14 artistas brasileiros influenciados por ele. E a lista vai de Lygia Clark a Ernesto Neto.
A arte de Luiz Sacilotto é tema da mostra que o Instituto de Arte Contemporânea abre no dia 31. São obras sobre papel projetos e estudos de pinturas que agora fazem parte do Arquivo do IAC. E a 10 Ediçao da SP-Arte Foto segue até domingo, reunindo 32 galerias no Shopping JK Iguatemi. Boa Noite.