Pinacoteca de São Paulo abre exposição da artista alemã Candida Höfer

February 17, 2017 |

Podcast

Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, da mostra de fotografias da série Räume (Spaces) dedicada à representação de espaços públicos como museus, galerias, bibliotecas e salas de concerto. Crédito: Copyright Candida Höfer/ VG Bild-Kunst Bonn


Podcast para a Rede Jovem Pan


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February 10, 2017 |

Televisão

O amor na era digital é o tema de fundo da peça Constelações, que Marilia Gabriela e Caco Ciocler estreiam hoje no Sesc Santana. O texto é do jovem inglês Nick Payne. A estreia foi em Londres, há cinco anos, e logo deu um importante prêmio ao autor, que ainda nem tinha 30 anos. O enredo às vezes aproxima e às vezes afasta os personagens, como se vivessem em vidas paralelas. O dinamismo das cenas e diálogos, as variações e os significados sublinhados por palavras, prometem surpresas. Os dois atores são pessoas muito especiais, e não teriam escolhido um texto que não os estimulasse. E a direção é de Ulysses Cruz, um craque.
O pintor José Antonio da Silva, o excepcional naif paulista cuja obra sempre esteve presente nas grandes coleções de arte, ao lado de modernistas e concretistas, merece agora uma bela mostra na Galeria Almeida e Dale, que realça alguns aspectos de sua criatividade. O artista, nascido em Sales Oliveira mas radicado depois em São José do Rio Preto, que lhe dedicou um museu, foi descoberto pela intelectualidade paulista no fim dos anos 40 e já em 1951 participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Morreu há 20 anos deixando um legado de cerca de 5 mil pinturas. A exposição que será aberta amanhã tem curadoria de Denise Mattar, que escolheu 50 obras ícones dos anos 40 aos 80.
E o Instituto Tomie Ohtake abre no dia 15 uma exposição do artista checo Jiri Kolar, conhecido dos paulistas por ter participado da 10ª Bienal Internacional, em 1969, e de uma grande mostra sobre os anos 60, em 2001 e 2002, MAM. Kolar pertenceu à vanguarda artística e literária de seu país. Teve muito sucesso como poeta, mas é mais lembrado por seus trabalhos de colagem e assemblage inspirados em textos, notícias, posições políticas. Teve de deixar seu país por ser contrário ao governo autoritário, e só pôde voltar depois da queda do comunismo. Suas obras, desde os anos 90, são disputadas em Praga. As que chegam, pertencem ao Museu Kampa. Aproveitem. Boa Noite.





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February 3, 2017 |

Televisão

Tem muita novidade chegando aos museus e galerias de São Paulo. O Museu de Arte Moderna, no Ibirapuera, abre na terça feira três novas mostras. Na sala grande, uma importante exposição de Anita Malfatti, um dos nomes de peso do modernismo brasileiro. A exposição comemora os 100 anos da primeira individual de Anita, em 1917, que marca o início do movimento modernista brasileiro, bem antes da semana de 22. Em crítica no Estadão, Monteiro Lobato elogiou o talento da artista, mas detestou seus modernismos. A curadora Regina Teixeira da Costa escolheu 70 obras, entre pinturas e desenhos de várias fases da carreira de Anita, e juntou a elas fotos e documentos de época. Na sala Paulo Figueiredo o MAM apresenta mostra que revive os breves anos da Galeria Domus, entre 1947 e 1951, pioneira do mercado de arte paulistano, especializada no modernismo. E o novo projeto parede do museu é assinado por Marcia Xavier, inspirado em rios e cidades.
Na Vila Madalena, o fotógrafo Bob Wolfenson abriu exposição de trabalhos recentes, no Anexo da Galeria Millan. São 28 fotos feitas em esquinas, cruzamentos e faixas de pedestres de 15 cidades do mundo. E a Galeria Raquel Arnaud recebe a arte do paulistano Tuneu. São papéis, telas e quatro esculturas, que marcam uma volta a este suporte depois de décadas. O hexágono é a inspiração para todas elas.
Nos Jardins, a Galeria Lume abriu exposição de Amalia Giacomini. Sua arte investiga, na pintura e no objeto, as superposições e transparências e seus efeitos óticos. A curadoria é de Paulo Kassab. A Galeria Baró abre amanhã mostra sobre a parceria das artistas Lea van Steen e Raquel Kogan. São 30 obras, entre vídeos, instalações e objetos interativos. Além das obras em conjunto, a mostra traz também uma seleção de suas produções individuais. Também amanhã a Galeria Nara Roesler abre a primeira individual do cubano Alexandre Arrechea no Brasil. Ele faz parte do coletivo Los Carpinteros, que já veio várias vezes. São cerca de 30 trabalhos, entre murais aplicados nas paredes da galeria, aquarelas e esculturas. Boa Noite.