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July 15, 2016 |

Televisão

Quem gosta de teatro, com pegada de vanguarda, que aponte para a frente, deve prestar atenção no espetáculo que estréia hoje no Sesc Belenzinho. O título diz pouco: A Melancolia de Pandora. Mas o texto e direção são do americano Steven Wasson e da francesa Corinne Soum, do Theatre de l’Ange Fou, baseado em Londres, e herdeiro de Etienne Decroux, considerado o pai da mímica moderna. A montagem reúne no palco Beth Coelho e Ricardo Bittencourt, da Cia BR116, a Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes, da Lusco Fusco. Todos passaram por escolas importantes como o Oficina ou Antunes Filho, e têm uma carreira de respeito. Já se pode esperar um esmero no gestual e nas palavras, para contar o enredo de uma mulher que procura sua identidade com a ajuda de um grande médico, no começo do século 20. O texto usa e abusa de arquétipos que assombram a cabeça da jovem. Efeitos que criam ilusão de ótica, sons incidentais e projeções completam o clima de mistério que o espetáculo requer. Tudo indica que seja bom. Até 7 de agosto.
Mais bom teatro no Centro Cultural Banco do Brasil. Atrizes de gerações diferentes, Angela Figueiredo e Fernanda Cunha estrearam ontem a montagem “Noites Sem Fim”, da britânica Chloë Moss. Com direção de Marco Antônio Pâmio, a peça, inédita no Brasil, foi uma indicação do ator Dan Stulbach, que assistiu à montagem em Nova York, em 2010. A história fala de duas ex-presidiárias, que se tornaram amigas dentro da cadeia e que, provavelmente, nunca teriam se relacionado fora da prisão. Intenso, e por vezes divertido, o texto faz refletir sobre o processo de reintegração na sociedade. Curta temporada. Estreou também no Viga Espaço Cênico a peça “Término do Amor”, sobre o fim de um relacionamento. O autor, o francês Pascal Rambert, propõe um embate verbal entre o casal que se separa. A direção é de Janaína Suaudeau e no palco duelam Carolina Fabri e Gabriel Miziara. Aproveitem. Boa noite.