Veja minha participação no Jornal da Gazeta

June 24, 2016 |

Televisão

Paulinho da Viola sobe ao palco do Teatro Net São Paulo, de hoje a domingo, cercado dos filhos, a cantora Beatriz Rabello e o violonista João Rabello, que faz parte do quinteto que acompanha o compositor. Trata-se de um show informal, intimista, uma degustação da obra de Paulinho da Viola, das músicas mais lentas aos sambas de quadra. Uma bela oportunidade para os fãs deste autor tão importante na MPB.
Já a Pinacoteca do Estado traz a São Paulo, a partir de sábado, um dos mais importantes acervos particulares da Europa. São 137 obras da coleção da alemã residente na Espanha, Helga de Alvear, que foi galerista e uma das fundadoras da ARCO, feira de arte contemporânea de Madri, que só perde em idade para a de Basel. São pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, vídeos e instalações, dos anos 30 até hoje, mas com ênfase na década de 60. Muitas obras e artistas são inéditos no Brasil. Mas o público reconhecerá obras de Kandinsky, Duchamp, Albers, Donald Judd, Gerhard Richter, Cindy Sherman, e os brasileiros Jac Leirner, Iran do Espírito Santo e José Damasceno, entre muitos outros. A mostra contrapõe, intencionalmente, obras de cunho fantasioso a outras de vertentes construtivas. Os curadores são Ivo Mesquita e José Augusto Ribeiro. Até 26 de setembro.
E a Galeria Fortes Vilaça apresenta, também a partir de sábado, em seus dois endereços, a sede na Vila Madalena e o Galpão da Barra Funda, uma mostra de Janaina Tschäpe, artista alemã e brasileira, radicada em Nova York há quase 20 anos,e com uma carreira internacional intensa. Ela expõe 7 fotos e 7 pinturas, de grandes dimensões, sempre inspiradas pelo mundo aquático, que tem sido seu habitat artístico há anos. Nas fotos ela persegue àguas vivas da Oceania, que rejuvenescem quando em perigo, com tudo o que isso representa como parábola. Nas pinturas deixa o gesto solto fluir sobre as telas, como líquido corrente. São duas mostras importantes. Aproveitem.
Boa Noite.




Veja minha participação no Jornal da Gazeta

June 17, 2016 |

Televisão

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, em sua sede do Ibirapuera, recebe na segunda-feira três novas exposições. Na grande sala faz uma homenagem aos 30 anos do Clube da Gravura, que distribui 5 gravuras por ano a 100 associados. Os maiores nomes da arte brasileira, dos anos 60 para cá, assinaram projetos para o clube. A exposição mostrará um exemplar de cada, numa expografia criada pelo escritório Andrade Moretin. Na Sala Paulo Figueiredo, o museu mostra 74 obras de Volpi em pequenas dimensões, das décadas de 30 a 70, pertencentes ao colecionador Ladi Biezus. A idéia é de Aracy do Amaral. E o projeto parede exporá obra do artista cinético francês François Morellet, que faleceu em maio, em Paris, aos 90 anos.
A Casa Triângulo abre amanhã mostra de fotos de Alair Gomes, que entre os anos 60 e 80 fotografou jovens nas praias cariocas. A qualidade de seu trabalho superou a curiosidade homoerótica inicial, e hoje fotos de Gomes estão em todas as grandes coleções nacionais e internacionais. Algumas das series apresentadas são inéditas para o público.
O Museu Afro Brasil abre amanhã mostra que coloca lado a lado artistas populares e pintores modernos, tentando encontrar uma linguagem comum, uma alma brasileira. Assim como há cerâmicas de Mestre Vitalino e Mestre Nuca, há pinturas de Guignard e Cícero Dias e gravuras de Samico. São cerca de 200 peças de coleções públicas e privadas de 13 Estados brasileiros. Curadoria de Fabio Magalhães.
O grande violinista leto Gidon Kremer e sua camerata de excelentes músicos das repúblicas bálticas, se apresenta na Sala São Paulo nos dias 21 e 22, trazidos pelo Mozarteum.
O repertório é vasto, com obras para cordas de Beethoven, Schumann, Tchaikovsky, Mussorgsky, Weinberg e Piazzola.
Finalmente, a Imprensa Oficial do Estado acaba de reeditar, num único volume de mais de 600 páginas, as 150 litos e os textos de Jean Baptiste Debret, sobre o Brasil colonial. O lançamento é amanhã na Pinacoteca. Boa Noite.