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February 19, 2016 |

Televisão

O Museu de Arte Sacra de São Paulo abre amanhã a exposição Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII, composta por 54 imagens da coleção Ladi Biezus. A mostra desvenda a produção paulista da época através da pesquisa do colecionador, que foi identificando suas origens partindo de traços comuns. Uma boa parte do acervo foi feita por Frei Agostinho de Jesus, ou por seus discípulos, como Mestre de Itu, mestre de Pirapora, mestre de Angra, mestre do Cabelinho Xadrez. Finalmente, há uma parte com obras de autoria indefinida. O conjunto reforça a idéia de que não foram muitos os santeiros paulistas daquele período. Tanto a mostra quanto o Mosteiro da Luz, sede do museu, valem uma visita. Duas boas mostras contemporâneas reabrem o mercado de arte, depois das férias de verão. Uma está na galeria Luisa Strina, só com pinturas e fotos recentes de Marina Saleme, uma artista cujas obras figuram em todas as grandes coleções públicas e privadas do país. Sua paleta de cores é sempre convidativa, e embora fuja do figurativo, ele às vezes surge como para lembrar esta possibilidade. A fotografia é apenas um suporte para o desenvolvimento de idéias. Seja na pintura ou na foto, o resultado é sempre bom. O mesmo acontece com as obras do escultor Angelo Venosa, um raro artista da geração 80 que se manteve sempre fiel ao tridimensional. Sua exposição abre amanhã na Galeria Nara Roesler. Sua pesquisa de materiais e processos, incluindo agora a impressora 3d, estão a serviço de um repertório visual facilmente identificável. Mudando para os palcos, a Cia. Teatro do Incêndio estreia, neste sábado, seu novo trabalho, “O Santo Dialético”, na sede do grupo, na Bela Vista. Com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, conta seis histórias paralelas, sobre cidadãos que perderam sua identidade na metrópole moderna. Durante as sessões, o diretor cozinha pratos típicos brasileiros, e os oferece à platéia. No menu, feijoada, acarajé e arroz carreteiro. Boa Noite.