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February 5, 2016 |

Televisão

Nem só de Carnaval vive a cidade. Exposições, peças e shows de MPB são boas alternativas para a folia. O MAC, Museu de arte Contemporanea da USP, na sede do Ibirapuera, apresenta importante mostra sobre o futurismo italiano, baseada na obra de um de seus fundadores, Fortunato Depero. O futurismo surgiu na Itália no anos 10 do século passado. Baseou-se no movimento e na velocidade, inspirado pela máquina e pelo universo industrial. E com isso intrometeu-se no design de móveis, de estampas de tecidos, de cartazes de publicidade. Depero se mudou para Nova York em 1928, e é considerado um precursor da pop art. O futurismo, que ganhou retrospectiva do Gugenheim de Nova York há dois anos, é uma das maiores influências do modernismo brasileiro. O MIS, Museu da Imagem e do Som, na Avenida Europa, abriu ontem uma daquelas suas exposições que batem recordes de visitação, com filas de quarteirões. Trata-se do Mundo de Tim Burton, o super criativo cineasta que arrebata as plateias com seu universo estranho, que vai do humor ao terror, e volta com a mesma rapidez. A mostra, que desde 2009 já rodou meio mundo, e precisou de 300 pessoas para montá-la, faz percurso idêntico, dos desenhos aos filmes. Burton chega ao Brasil no dia 9. No Auditório do Masp, o premiado Daniel Lobo encena o espetáculo “Nise da Silveira – Guerreira da Paz”, que une teatro, música, dança e projeções. A montagem é baseada na vida e obra da psiquiatra alagoana, desde sua chegada ao Rio, na década de 20. Nise da Silveira foi discípula de Jung, frequentou a intelectualidade e foi presa durante o governo Vargas. Em sua área, foi uma das personalidades mais importantes do século passado. E Maria Gadú se apresenta no Sesc Pinheiros, até domingo, com o show “Guelã”, nome de seu terceiro disco, repleto de composições inéditas. Mas o show inclui sucessos que a consagraram, como “Shimbalaiê” e “Altar Particular”. Boa Noite.






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January 15, 2016 |

Televisão

O grande ator que é Renato Borghi resolveu comemorar seus 60 anos de teatro de maneira diferente: abriu a própria casa para apresentar o clássico texto de Samuel Beckett, Fim de Jogo, na versão integral. Uma plateia para apenas 30 pessoas foi montada na sala do apartamento de andar térreo, num prédio da Alameda Santos, onde o ator mora desde 1957. O cenário é feito com móveis e objetos da casa. A presença dos pais, que na marcação original da peça são dois atores dentro de latas de lixo, Borghi apresenta em porta retratos, com fotos de seus próprios pais. Com ele em cena está o ator Elcio Nogueira Seixas. A direção é de Isabel Teixeira. A entrada é gratuita e retirada na bilheteria do Itau Cultural, há uma quadra do apartamento, junto com um mapa de encaminhamento. Está em cartaz no Sesc Pinheiros o monólogo O Testamento de Maria, com a atriz Denise Weinberg. O texto do irlandês Colm Toibin, é sobre os últimos anos de vida de Maria, mãe de Jesus, perseguida e no exílio, tentando decifrar os mistérios que cercaram a crucifixão do filho. Sobra pra todos os envolvidos: romanos, anciões judaicos, discípulos de Cristo. No texto, Maria se revela uma mulher de grande estatura moral. A peça estreou na Broadway numa produção que teve o apoio do Irish Theatre Board. A concepção e direção da montagem brasileira é de Ron Daniels. Até 14 de fevereiro. E no Sesc Belenzinho estréia amanhã o espetáculo Guerrilheiras ou Para a Terra não Há Desaparecidos. Puxando o elenco está a atriz Gabriela Carneiro da Cunha, que concebeu o roteiro, baseado em histórias de 12 mulheres que lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura militar. A dramaturgia é de Grace Passô e a direção, de Georgette Fadel. Três mesas de debates que discutem o feminino, a resistência, a guerrilha e a poética, complementam a temporada do espetáculo, que só vai até o fim do mês. Boa noite.