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January 8, 2016 |

Televisão

Quem disse que não há programação cultural em janeiro em São Paulo? Os museus e instituições culturais estão todos abertos, e o teatro volta ao cartaz aos poucos. Hoje reestreia a montagem da Companhia Club Noir do clássico de Jean Genet, O Balcão. A peça teve uma histórica estréia nacional em 1969, num dos saudosos festivais organizados por Ruth Escobar em plena ditadura militar. Cenário e plateia faziam parte de uma estrutura metálica com mais de 80 toneladas de ferro, com plataformas e passarelas, por onde o elenco se movimentava. A plateia chegava a se abrir no meio para que o elenco pudesse atuar. A montagem atual, de Roberto Alvim, é minimalista: o cenário coberto por um vinil preto ressalta o texto, que é arrasador. Por meio de jogos eróticos, vai demolindo todas as instituições de poder das sociedades modernas. Quem quiser ter, ou reviver esta experiência, a peça fica em cartaz no teatro da companhia, no Baixo Augusta, até 31 de janeiro.
A cantora Virginia Rosa, que tem formação clássica mas fez carreira na música popular, empresta todo o seu volume de voz para visitar o repertório de Clara Nunes. Mostrando que a grande intérprete, sempre lembrada por seus sambas, na verdade, cantou choros, boleros, valsas e até forrós. O show de amanhã, no Sesc Consolação, é para apresentar o CD de Virginia com as canções de Clara, lançado pelo selo Sesc.
E vale a pena ir até o Sesc Belenzinho para ver a exposição AquiAfrica, aberta até 28 de fevereiro. A curadora Adelina von Furstenberg reuniu 13 artistas contemporâneos africanos, de várias gerações, para dar uma boa idéia da produção do continente. Entre eles, Frederic Bruly Bouabré, da Costa do Marfim, que morreu em 2014, e participou da Bienal de São Paulo de 2012 com um trabalho semelhante ao que é mostrado agora. O camaronense Barthelemy Togo e o senegalês Omar Ba criaram instalações especiais para a exposição.
Boa Noite.


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January 1, 2016 |

Televisão

A Sociedade de Cultura Artística e o Mozarteum Brasileiro divulgaram as atrações de suas Temporadas 2016. Ambas garantem um ano de ricas atrações para o público da música erudita. Toda a programação a seguir será apresentada na Sala São Paulo. A Cultura Artística traz nada menos que cinco grandes orquestras. Abre o ano com um dos mais importantes conjuntos musicais do mundo, a Filarmônica de Viena, que chega em março regida por Valery Gergiev trazendo um programa vasto, que tem Wagner, Debussy, Mussorgsky e Tchaicovsky. Na sequência vem a Orquestra da Academia Nacional Santa Cecília, de Roma, regida por Antonio Pappano, com Beatrice Rana tocando o concerto nº 1 de Tchaicovsky. A Filarmônica de Hamburgo chega em setembro regida por Kent Nagano. No programa, Strauss, Brahms, Wagner e Bruckner. A Orquestra Tonhalle de Zurique vem em outubro, regida pelo maestro francês Lionel Bringuier, com o nosso Nelson Freire tocando o concerto nª 1 para piano de Chopin. A Cultura Artística termina o ano com a Orquestra Gulbenkian, de Lisboa, com o nosso Antonio Menezes tocando o concerto nº 1 para violoncelo de Shostakovich. A programação do Mozarteum também tem o pianista mineiro Nelson Freire. Mas o concerto comemorativo dos 35 anos da instituição será com o maior tenor da atualidade, o alemão Jonas Kaufmann, acompanhado pelo pianista austríaco Helmut Deutsch. Em sua primeira excursão pela América Latina, Kaufmann tem apresentação prevista para o dia 10 de agosto. Dentre os outros destaques da Temporada 2016 do Mozarteum, estão a mezzo-soprano austríaca Angelika Kirchschlager e a Camerata Bern; a Orquestra Sinfônica de Bamberg, em concertos gratuitos no Auditório Ibirapuera; o violinista Gidon Kremer; o violoncelista Mischa Maisky, e o Coro da Rádio de Berlim, que dividirá o palco com a orquestra Arte Del Mondo, regida por Werner Ehrhardt. Aproveitem esse ano musical! Boa noite e Bom Ano!


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December 25, 2015 |

Televisão

O Theatro Municipal de São Paulo anunciou que fará quatro óperas na temporada 2016, a um custo aproximado de 3 milhões de reais cada uma. Toda a temporada artística do Municipal, incluindo as apresentações do Balé da Cidade e da Orquestra Sinfônica devem somar cerca de 18 milhões, pagos pela Prefeitura, sem nenhum tipo de patrocínio. Pela ordem, as atrações são La Bohème de Puccini, numa reapresentação da montagem do próprio teatro, de 2013; Lady MacBeth de Mtsesnk, de Dimitri Shostakovitch, numa produção que vem do Teatro Helicon de Moscou. A seguir, a Elektra de Strauss e a Fosca de Carlos Gomes.
A Pinacoteca e a Estação Pinacoteca avisam que, a partir de 04 de janeiro fecharão às terças-feiras, e não mais às segundas. A idéia é garantir ao público uma opção cultural às segundas, quando todos os demais museus fecham.Estes museus passam a abrir, portanto, de quarta a segunda, no horário das 10h às 18h, com entradas gratuitas aos sábados. Idosos e crianças nunca pagam.
Foi com dor no coração que eu vi, mais uma vez, o fogo destruir um equipamento cultural paulistano, na segunda-feira. As cenas do belo prédio da Estação da Luz em chamas e a aniquilação do Museu da Lingua Portuguesa mexeram e mexem com quem presa o legado histórico e cultural desta cidade. Já vimos isso algumas vezes: no incêndio do Auditório Simon Bolivar, que foi reconstruído, e no incêndio do Teatro de Cultura Artística, que ainda aguarda reconstrução. O governador Geraldo Alckmin promete o restauro da estação, um marco da cidade. E a direção do Museu garante que todo o acervo digital está salvo. Menos mal, já que a pesquisa do MLP sobre nossa língua é imensa, interessante, e sobretudo importante. É triste fechar o ano assim, mas fica a esperança da reconstrução, de que nem tudo se perdeu, que a memória e o esforço serão preservados.
Boa Noite.