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April 14, 2017 |

Televisão

Nesta sexta-feira da Paixão, a dois dias da Páscoa, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresenta um programa bem adequado. A jovem e já muito premiada regente italiana Valentina Peleggi, regente em residencia e diretora do coro da Osesp, conduz a orquestra, o coro e quarto solistas pelos meandros da obra de Haydn As Sete Últimas Palavras do Redentor na Cruz. Na abertura, uma obra do padre José Mauiricio Nunes Garcia. Reapresentação amanhã à tarde.
O Sesc Ipiranga também tem em sua programação, esta semana, uma obra de fundo religioso. Trata-se do Stabat Mater, só que apresentado de maneira pouco convencional, em ritmo de jazz. A obra de Pergolesi fala, na verdade, sobre o Nascimento de Cristo, e não sua morte, o que faria mais sentido na Páscoa. Mas a transcrição do quarteto italiano, comandado por Giuliana Soschia e Pino Jodice vale a heresia, ainda mais que a apresentação é amanhã, sábado de Aleluia. Ela mantém a tonalidade barroca, mas insere de Piazzola a John Coltrane.
E o Theatro São Pedro recebe, a partir da semana que vem, as montagens de duas óperas curtas, em apresentações intercaladas. A primeira é Il Noce di Benevento, uma ópera de camera de Giuseppe Balducci, inédita na América, apesar de ter sido composta na primeira metade do século 19. A outra é Gianni Schicchi, de Puccini, uma das mais montadas no Brasil e no mundo, composta no começo do século 20. Tem uma das árias para soprano mais famosas da música lírica, O mio Babbino Caro. A concepção e direção de cena são ambas do milanês Davide Garattini. Il Noce di Benevento é apresentada em partes musicais e diálogos falados, em seis vozes femininas com o acompanhamento de apenas dois pianos. Gianni Schicchi é apresentado com orquestra e elenco. Os solistas e os músicos são todos do teatro, e a direção musical é de André dos Santos. Il Noce terá récitas dias 19, 23 e 28; e Gianni Schicchi nos dias 21, 26 e 30 de abril. Boa Noite.