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October 9, 2015 |

Televisão

Lázaro Ramos e Thaís Araujo, o novo casal 20 da TV, cinema e teatro brasileiros, estreiam hoje no Teatro Faap, a peça O Topo da Montanha, um texto de Katori Hall sobre o último dia de vida de Martin Luther King, e seu hipotético encontro com a camareira Camae, no Hotel Lorraine, de Memphis, onde foi morto em 4 de abril de 1968. A peça foi premiada em Londres, em 2009, e fez carreira na Broadway em 2011. Lázaro Ramos se convenceu a montá-la quando recebeu a tradução feita por Silvio Albuquerque, chefe de gabinete do então ministro Joaquim Barbosa, que ele acabava de entrevistar. Por insistência de Thaís, ele também dirige o espetáculo, que tenta ressaltar o lado humano, frágil e imprevidente do grande líder americano, uma das mais importantes figuras do século 20. Em cena, apenas o casal. Provavelmente uma das melhores opções teatrais da cidade.
Outra boa opção é a nova montagem de Morte Acidental de um Anarquista, clássico do italiano Dario Fo, Nobel de Literatura em 97. Dan Stulbach está à frente do elenco, em curta temporada no Teatro Porto Seguro. A comédia narra a saga de um louco, detido por falsa identidade. Na delegacia, se passa por juiz na investigação de um misterioso caso, sobre a morte de um anarquista. O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e acaba desmontando o poder e descobrindo a verdade de todos os envolvidos. Direção de Hugo Coelho.
E o Itaú Cultural está apresentando a “Ocupação João das Neves”, dedicada ao autor e diretor teatral, um dos fundadores do Grupo Opinião. A curadoria é de Neves, em plena forma aos 80 anos, e da mulher, a cantora e diretora musical Titane. A exposição retrata seus 60 anos de carreira. Em destaque, sua atuação durante a ditadura e os lugares por onde passou, como a terra dos índios Kaxinawá, no Acre.
Boa Noite.


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October 2, 2015 |

Televisão

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Ibirapuera, abre amanhã seu 34º Panorama de Arte Brasileira, mostra realizada pela instituição a cada dois anos. Desta vez, sai bastante do convencional, ao apresentar um projeto longamente gestado pela curadora Aracy Amaral. Trata-se de fazer uma ligação entre a atividade do homem pré-cabralino e nossa arte contemporânea. Aracy chamou seis artistas de relevância em nosso cenário para se inspirarem em trabalhos em pedra lascada, encontrados nos sambaquis pré-históricos do litoral sul do Brasil e Uruguai. 60 destes objetos, provenientes de cerca de dez museus de São Paulo, Rio, sul do Brasil e Montevideo dividirão o grande espaço do MAM com obras de Cildo Meirelles, Miguel Rio Branco, Cao Guimarães, Berna Reale, Erika Verzutti e Pitágoras Lopes. É a menor seleção de artistas da história do Panorama. E, provavelmente, sua edição mais hermética e sofisticada. No mesmo Ibirapuera, o Museu Afro Brasil abriu hoje para o público a maior mostra já realizada sobre a obra do fotógrafo francês Pierre Verger, que se aventurou pelo mundo todo mas se radicou na Bahia, onde morreu há quase vinte anos. É da Fundação Pierre Verger que vêm as 220 fotos mostradas, mais as 50 apresentadas em projeção. Um livro sobre o acervo da Fundação está sendo lançado. A mostra quer fazer um paralelo entre o irrequieto personagem Verger e as peripécias do personagem dos quadrinhos, Tin Tin, do belga Hergé.
Quatro pianos juntos num palco é o que traz o Mozarteum para a Sala São Paulo na terça e na quarta. O Gershwin Piano Quartet volta para apresentar sua perícia em dar um tom contemporâneo à produção clássica, com novos arranjos e improvisações sobre obras de Rachmaninoff, Prokofieff, Scriabin, Ginastera, Gershwin, Bernstein e até Cole Porter. Deve ser uma delícia.
Boa Noite.