Veja minha participação no Jornal da Gazeta

August 28, 2015 |

Televisão

O Teatro Municipal estréia amanhã mais uma atração de sua temporada lírica. Trata-se de uma nova montagem da Manon Lescaut, ópera em quatro atos de Puccini, que o teatro não apresenta integralmente há quase 40 nos. Esta versão tem a direção musical de John Neschling e cênica de Cesare Lievi. E no elenco, nomes consagrados como o tenor italiano Marcello Giordani, o barítono brasileiro Paulo Szot e a uruguaia Maria José Siri, vivendo a jovem destinada ao convento, que é prometida a um velho rico, mas resgatada por um estudante apaixonado. São mais sete récitas até o dia 10 de setembro. Mais boa ópera no Teatro São Pedro, que está apresentando a montagem inédita de Bodas no Monastério, com direção cênica do alemão Bruno Berger-Gorski e musical de Fernando Malheiro. A ópera cômica de Prokofiev, bastante moderna, já que estreou em 1946, coloca em cena três casais, num monastério, envoltos numa trama repleta de mentiras. Um bom elenco nacional dá conta da empreitada que tem mais quatro apresentações até o dia 6 de setembro. Nas artes visuais, o maior destaque é Nuno Ramos, um dos maiores expoentes da geração 80, que já representou o Brasil nas bienais de Veneza e São Paulo. Uma mostra de obras recentes será aberta amanhã na Estação Pinacoteca. São mais de 20 trabalhos, entre pinturas, relevos, desenhos e esculturas de grandes dimensões, que ocupam todo o quarto andar do museu. Outro destaque é a Mostra Rumos, do Itaú Cultural que em suas edições anteriores revelou muitos talentos hoje consagrados. Pela primeira vez, a Rumos reúne todas as vertentes da arte numa edição. São mais de 100 projetos, entre artes visuais, teatro, música, dança e performance. Além da exposição e dos espetáculos, a programação que vai até 25 de outubro inclui seminários e debates. Boa Noite.




Veja minha participação no Jornal da Gazeta

August 21, 2015 |

Televisão

A megaexposição “Máquina Tadeusz Kantor”, aberta esta semana no Sesc Consolação, reúne 130 obras e documentos que pertencem ao acervo do artista polonês, nascido em 1915 e falecido em 1990, e que se tornou conhecido por atuar na pintura, desenho, escultura, objeto, assemblage, cenografia, encenação, happening e performance. Seu trabalho teve influência decisiva no teatro brasileiro feito a partir dos anos 70. Trata-se da maior apresentação desse acervo fora da Polônia. A curadoria é de Jarosław Suchan, do Muzeum Sztuki em Lódz. Uma intensa programação segue paralela à mostra. Entre os destaques, está a performance “Fantasma”.
O incansável Miguel Falabella estrela, ao lado de Simone Gutierrez, o musical “Antes Tarde do que Nunca”, versão brasileira de “Nice Work, if you Can Get it”, dos irmãos Gershwin, remontado com sucesso na Broadway, em 2012, por Matthew Broderick. Falabella faz o playboy Jimmy Winter que, prestes a se casar, cai de amores pela contrabandista Billie Bendix. Repleta de ação e humor, a peça é ambientada na Nova York dos anos 20. Em cartaz no Teatro Cetip, em Pinheiros. A direção é de José Possi Neto.
Ainda sobre teatro: a cerca de um mês mencionei que os palcos paulistas continuavam recorrendo a Shakespeare, e citava três espetáculos em cartaz. Pois de lá para cá, mais três montagens sobre textos da bardo inglês estrearam em São Paulo. Há uma montagem de “Otelo” em que Mel Lisboa interpreta Desdêmona, com direção de Debora Dubois, no Teatro Sergio Cardoso; há uma montagem do”Ricardo III” com Gustavo Gasparani em outra sala do Sergio Cardoso. E a mais importante delas: “A Tempestade”, dirigida por Gabriel Villela, com Celso Frateschi liderando um grande elenco, no Tucarena.
Todo esse Shakespeare, somado a remontagens de Plinio Marcos e Nelson Rodrigues, de musicais americanos e nacionais, sugerem uma profunda crise de inspiração na dramaturgia nacional. O que é muito sério. Boa Noite