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February 12, 2016 |

Televisão

O Teatro São Pedro apresenta no domingo a ópera A Musa do Subsolo, obra recente do jovem compositor erudito Leandro Oliveira, em estréia mundial. A ópera será encenada em forma de concerto, com uma soprano, dois atores e oito músicos. A montagem é uma homenagem à soprano Heidi Lazzarini, falecida em 2003, que foi uma batalhadora pela divulgação da música lírica. O libreto, escrito por Oliveira, Caroline Freire e Érico Nogueira, se inspira na história de Pigmaleão, extraída das Metamorfoses de Ovídio. Só que o foco recai sobre a estátua de Galatéa, que ganha voz e se torna o centro da cena. O compositor rege a montagem.
O autor britânico Ben Jonson, um dos três pilares da era elisabetana, com Marlowe e Shakespeare, é o autor da comédia Volpone, em cartaz no Teatro MuBE Nova Cultural, tendo Chico Carvalho no papel-título. Volpone, um milionário veneziano falido, arquiteta um plano para não perder sua boa vida: espalha que está morrendo e que sua fortuna ficará para um só herdeiro. Assim, passa a obter toda espécie de favores de interesseiros.
Já no Teatro Alfa, destaque para a montagem “4000 Dias ou Abra Seus Olhos”, do dramaturgo inglês Peter Quilter. Aborda os valores da tolerância, amizade, compreensão e amor no cotidiano das relações afetivas. A direção é de Annamaria Dias e o elenco tem Cláudia Mello, Kiko Pissolato e Sergio Lelys.
A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta no momento a mostra Coleções em diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca, que remete à origem das duas instituições. A Pinacoteca foi inaugurada em 1905, com a transferência de 20 obras reunidas pelo Museu Paulista, ou Museu do Ipiranga, aberto dez anos antes, e atualmente fechado para restauro. São cerca de 50 obras, entre pinturas, desenhos, fotografias e objetos. Destaque para a pintura “Inundação da Várzea do Carmo”, produzida em 1892 por Benedito Calixto, a primeira aquisição do governo paulista. Boa Noite.





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February 5, 2016 |

Televisão

Nem só de Carnaval vive a cidade. Exposições, peças e shows de MPB são boas alternativas para a folia. O MAC, Museu de arte Contemporanea da USP, na sede do Ibirapuera, apresenta importante mostra sobre o futurismo italiano, baseada na obra de um de seus fundadores, Fortunato Depero. O futurismo surgiu na Itália no anos 10 do século passado. Baseou-se no movimento e na velocidade, inspirado pela máquina e pelo universo industrial. E com isso intrometeu-se no design de móveis, de estampas de tecidos, de cartazes de publicidade. Depero se mudou para Nova York em 1928, e é considerado um precursor da pop art. O futurismo, que ganhou retrospectiva do Gugenheim de Nova York há dois anos, é uma das maiores influências do modernismo brasileiro. O MIS, Museu da Imagem e do Som, na Avenida Europa, abriu ontem uma daquelas suas exposições que batem recordes de visitação, com filas de quarteirões. Trata-se do Mundo de Tim Burton, o super criativo cineasta que arrebata as plateias com seu universo estranho, que vai do humor ao terror, e volta com a mesma rapidez. A mostra, que desde 2009 já rodou meio mundo, e precisou de 300 pessoas para montá-la, faz percurso idêntico, dos desenhos aos filmes. Burton chega ao Brasil no dia 9. No Auditório do Masp, o premiado Daniel Lobo encena o espetáculo “Nise da Silveira – Guerreira da Paz”, que une teatro, música, dança e projeções. A montagem é baseada na vida e obra da psiquiatra alagoana, desde sua chegada ao Rio, na década de 20. Nise da Silveira foi discípula de Jung, frequentou a intelectualidade e foi presa durante o governo Vargas. Em sua área, foi uma das personalidades mais importantes do século passado. E Maria Gadú se apresenta no Sesc Pinheiros, até domingo, com o show “Guelã”, nome de seu terceiro disco, repleto de composições inéditas. Mas o show inclui sucessos que a consagraram, como “Shimbalaiê” e “Altar Particular”. Boa Noite.