Veja minha participação no Jornal da Gazeta

January 15, 2016 |

Televisão

O grande ator que é Renato Borghi resolveu comemorar seus 60 anos de teatro de maneira diferente: abriu a própria casa para apresentar o clássico texto de Samuel Beckett, Fim de Jogo, na versão integral. Uma plateia para apenas 30 pessoas foi montada na sala do apartamento de andar térreo, num prédio da Alameda Santos, onde o ator mora desde 1957. O cenário é feito com móveis e objetos da casa. A presença dos pais, que na marcação original da peça são dois atores dentro de latas de lixo, Borghi apresenta em porta retratos, com fotos de seus próprios pais. Com ele em cena está o ator Elcio Nogueira Seixas. A direção é de Isabel Teixeira. A entrada é gratuita e retirada na bilheteria do Itau Cultural, há uma quadra do apartamento, junto com um mapa de encaminhamento. Está em cartaz no Sesc Pinheiros o monólogo O Testamento de Maria, com a atriz Denise Weinberg. O texto do irlandês Colm Toibin, é sobre os últimos anos de vida de Maria, mãe de Jesus, perseguida e no exílio, tentando decifrar os mistérios que cercaram a crucifixão do filho. Sobra pra todos os envolvidos: romanos, anciões judaicos, discípulos de Cristo. No texto, Maria se revela uma mulher de grande estatura moral. A peça estreou na Broadway numa produção que teve o apoio do Irish Theatre Board. A concepção e direção da montagem brasileira é de Ron Daniels. Até 14 de fevereiro. E no Sesc Belenzinho estréia amanhã o espetáculo Guerrilheiras ou Para a Terra não Há Desaparecidos. Puxando o elenco está a atriz Gabriela Carneiro da Cunha, que concebeu o roteiro, baseado em histórias de 12 mulheres que lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura militar. A dramaturgia é de Grace Passô e a direção, de Georgette Fadel. Três mesas de debates que discutem o feminino, a resistência, a guerrilha e a poética, complementam a temporada do espetáculo, que só vai até o fim do mês. Boa noite.


Veja minha participação no Jornal da Gazeta

January 8, 2016 |

Televisão

Quem disse que não há programação cultural em janeiro em São Paulo? Os museus e instituições culturais estão todos abertos, e o teatro volta ao cartaz aos poucos. Hoje reestreia a montagem da Companhia Club Noir do clássico de Jean Genet, O Balcão. A peça teve uma histórica estréia nacional em 1969, num dos saudosos festivais organizados por Ruth Escobar em plena ditadura militar. Cenário e plateia faziam parte de uma estrutura metálica com mais de 80 toneladas de ferro, com plataformas e passarelas, por onde o elenco se movimentava. A plateia chegava a se abrir no meio para que o elenco pudesse atuar. A montagem atual, de Roberto Alvim, é minimalista: o cenário coberto por um vinil preto ressalta o texto, que é arrasador. Por meio de jogos eróticos, vai demolindo todas as instituições de poder das sociedades modernas. Quem quiser ter, ou reviver esta experiência, a peça fica em cartaz no teatro da companhia, no Baixo Augusta, até 31 de janeiro.
A cantora Virginia Rosa, que tem formação clássica mas fez carreira na música popular, empresta todo o seu volume de voz para visitar o repertório de Clara Nunes. Mostrando que a grande intérprete, sempre lembrada por seus sambas, na verdade, cantou choros, boleros, valsas e até forrós. O show de amanhã, no Sesc Consolação, é para apresentar o CD de Virginia com as canções de Clara, lançado pelo selo Sesc.
E vale a pena ir até o Sesc Belenzinho para ver a exposição AquiAfrica, aberta até 28 de fevereiro. A curadora Adelina von Furstenberg reuniu 13 artistas contemporâneos africanos, de várias gerações, para dar uma boa idéia da produção do continente. Entre eles, Frederic Bruly Bouabré, da Costa do Marfim, que morreu em 2014, e participou da Bienal de São Paulo de 2012 com um trabalho semelhante ao que é mostrado agora. O camaronense Barthelemy Togo e o senegalês Omar Ba criaram instalações especiais para a exposição.
Boa Noite.


Veja minha participação no Jornal da Gazeta

January 1, 2016 |

Televisão

A Sociedade de Cultura Artística e o Mozarteum Brasileiro divulgaram as atrações de suas Temporadas 2016. Ambas garantem um ano de ricas atrações para o público da música erudita. Toda a programação a seguir será apresentada na Sala São Paulo. A Cultura Artística traz nada menos que cinco grandes orquestras. Abre o ano com um dos mais importantes conjuntos musicais do mundo, a Filarmônica de Viena, que chega em março regida por Valery Gergiev trazendo um programa vasto, que tem Wagner, Debussy, Mussorgsky e Tchaicovsky. Na sequência vem a Orquestra da Academia Nacional Santa Cecília, de Roma, regida por Antonio Pappano, com Beatrice Rana tocando o concerto nº 1 de Tchaicovsky. A Filarmônica de Hamburgo chega em setembro regida por Kent Nagano. No programa, Strauss, Brahms, Wagner e Bruckner. A Orquestra Tonhalle de Zurique vem em outubro, regida pelo maestro francês Lionel Bringuier, com o nosso Nelson Freire tocando o concerto nª 1 para piano de Chopin. A Cultura Artística termina o ano com a Orquestra Gulbenkian, de Lisboa, com o nosso Antonio Menezes tocando o concerto nº 1 para violoncelo de Shostakovich. A programação do Mozarteum também tem o pianista mineiro Nelson Freire. Mas o concerto comemorativo dos 35 anos da instituição será com o maior tenor da atualidade, o alemão Jonas Kaufmann, acompanhado pelo pianista austríaco Helmut Deutsch. Em sua primeira excursão pela América Latina, Kaufmann tem apresentação prevista para o dia 10 de agosto. Dentre os outros destaques da Temporada 2016 do Mozarteum, estão a mezzo-soprano austríaca Angelika Kirchschlager e a Camerata Bern; a Orquestra Sinfônica de Bamberg, em concertos gratuitos no Auditório Ibirapuera; o violinista Gidon Kremer; o violoncelista Mischa Maisky, e o Coro da Rádio de Berlim, que dividirá o palco com a orquestra Arte Del Mondo, regida por Werner Ehrhardt. Aproveitem esse ano musical! Boa noite e Bom Ano!