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December 11, 2015 |

Televisão

A Pinacoteca do segundo andar do Museu de Arte de São Paulo está desde ontem do jeito que foi concebida. As preciosas peças de seu acervo voltaram a ser expostas como idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi, para a inauguração da atual sede do Masp, em 1967: em cavaletes de cristal sobre bases de concreto. As valiosas pinturas parecem flutuar na grande sala. E, postadas de modo a serem vistas de perto e de longe, em fileiras não simétricas, elas acabam dando a impressão de uma grande instalação contemporânea. A idéia de Lina é brilhante. Mas também confunde um pouco o visitante, que ao observar uma obra tem seu olhar roubado pelas maravilhas que ele divisa mais à frente. De qualquer maneira, fez-se justiça ao vanguardismo da arquiteta, depois de quase 20 anos.
Falando em vanguardismo, O Instituto Wesley Duke Lee e a Galeria Ricardo Camargo aprontam um evento/exposição com a memória e a obra do artista neste sábado. Em endereços contíguos, nos Jardins, o Instituto vai mostrar o cenário de Wesley, com seus móveis, pinceis, tintas, chapéus, gravatas borboletas, fotos antigas, lembranças. Amigos artistas prometem performances para lembrar os anos 60 na pioneira Galeria Rex. Ricardo Camargo, para comemorar os 20 anos de sua galeria, monta uma grande mostra de obras de várias fases deste que pode ser chamado de pai da arte contemporânea brasileira. Wesley faleceu em 2010, infelizmente sem ver que suas obras estão voltando ao mercado, revalorizadas.
Ainda sobre vanguarda, vale destacar a mostra de Amélia Toledo na Galeria Marcelo Guarnieri, também nos Jardins. Amélia acaba de completar 89 anos, ainda pensando sua arte. A exposição revisita esta longa carreira, em que Amélia foi arquiteta, escultora, pintora, fez muita arte pública, trabalhou com pedras, chapas de metais variados, cores, conchas, vidro, areia. Voltou e repensou suas mesmas idéias várias vezes. Tudo o que ela toca vira arte. E toda arte que cria abre uma fresta para o novo. Boa Noite


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December 4, 2015 |

Televisão

Jac Leirner faz parte de uma dinastia de artistas e intelectuais paulistas. E frequenta o mercado internacional há cerca de 30 anos. Sua nova produção, métrica mínima, está em cartaz no Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda. A série, já exibida na Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes, este ano, foi criada a partir de jogos de sudoku que ela solucionou. Os jogos são dispostos sobre telas lineares, separadas por grupos de 9 ou de seus múltiplos. As obras se assemelham a réguas, denotando seu interesse por medir o tempo – ou, o tempo dedicado à solução dos jogos.
Segue até o dia 18 a 2ª Bienal Internacional de Teatro da USP. O evento apresenta produções teatrais nascidas no universo acadêmico. Os espetáculos e workshops reproduzem a realidade da América Latina sob um olhar pouco romântico; traumas deixados pelas ditaduras, a repressão, o feminicídio. A bienal acontece no Tusp e mais três endereços. A programação completa está em usp.br/bienaldeteatro.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, em sua última semana de concertos, apresenta, até amanhã na Sala São Paulo, um programa que tem Debussy, Scriabin e Takemitsu. O pianista convidado, que toca pela primeira vez com a Osesp, é o francês Bertrand Chamayou. A regência é de Celso Antunes. E na semana que vem, um pedaço da história paulista volta a ser contada, desta vez pela Cia Ocamorana de teatro, no Sesc Belenzinho. 1924, a Revolução esquecida, estréia no dia 10, e fala sobre esse episódio de apenas 23 dias, que acabou em bombardeio aéreo dos bairros da Mooca, Braz e Perdizes. A revolta era dos tenentes dos quartéis paulistas, contra o governo central de Artur Bernardes, e reivindicava o voto secreto, a justiça gratuita e o ensino público obrigatório. Note-se que São Paulo foi a única cidade brasileira a sofrer um bombardeio aéreo. Um capítulo interessante da nossa história. Boa Noite.