Veja minha participação no Jornal da Gazeta

October 16, 2015 |

Televisão

Milan Kundera, o escritor checo sempre lembrado para o prêmio Nobel, autor de “A Insustentável Leveza do Ser”, escreveu apenas uma peça teatral: Jaques e seu amo, uma comédia em três atos em homenagem a Diderot. Inédita no Brasil, a peça chega ao Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, com direção do craque Roberto Lage, e um elenco de ótimos atores que tem Hugo Possolo, Edgar Bustamante e Renata Zhaneta, entre outros. Numa jornada a pé, no século 18, um cavalheiro e seu criado rememoram aventuras e desventuras amorosas. O texto é do tempo da dominação soviética na antiga Tchecoslováquia, e é propositadamente politicamente incorreto. Até 13 de dezembro.
O Auditório Ibirapuera estará especialmente animado neste fim de semana. Hoje e amanhã, a Orquestra Jazz Sinfônica, comandada por João Mauricio Galindo, faz uma homenagem a Jorge Mautner, com ele no palco, tocando seus sucessos. E no domingo à tarde, para a plateia externa, e com entrada franca, a segunda edição do evento “Trip Música e Transformação” faz uma homenagem a Caetano Veloso, com Jards Macalé, Fafá de Belém e Paulo Ricardo cantando suas canções.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo é regida, esta semana, pelo maestro sueco Ragnar Bohlin. O programa de hoje e amanhã, na sala São Paulo, tem o Adagio de Albinoni, o Stabat Mater de Pergolesi e o Gloria de Poulenc, cantados pelo coral da Osesp com solos da soprano Marilia Vargas e da mezzo Luiza Francesconi. A Osesp, por sinal, já anunciou suas atrações para 2016. Com 32 semanas de assinatura, terá dez programas comandados pela regente titular Marin Alsop. Os outros concertos terão maestros convidados, como Giancarlo Guerrero e Sir Richard Armstrong. Entre os solistas, a pianista venezuelana Gabriela Montero, a violoncelista argentina Sol Gabetta e o percussionista escocês Colin Currie. Promete.
Boa noite.



Veja minha participação no Jornal da Gazeta

October 9, 2015 |

Televisão

Lázaro Ramos e Thaís Araujo, o novo casal 20 da TV, cinema e teatro brasileiros, estreiam hoje no Teatro Faap, a peça O Topo da Montanha, um texto de Katori Hall sobre o último dia de vida de Martin Luther King, e seu hipotético encontro com a camareira Camae, no Hotel Lorraine, de Memphis, onde foi morto em 4 de abril de 1968. A peça foi premiada em Londres, em 2009, e fez carreira na Broadway em 2011. Lázaro Ramos se convenceu a montá-la quando recebeu a tradução feita por Silvio Albuquerque, chefe de gabinete do então ministro Joaquim Barbosa, que ele acabava de entrevistar. Por insistência de Thaís, ele também dirige o espetáculo, que tenta ressaltar o lado humano, frágil e imprevidente do grande líder americano, uma das mais importantes figuras do século 20. Em cena, apenas o casal. Provavelmente uma das melhores opções teatrais da cidade.
Outra boa opção é a nova montagem de Morte Acidental de um Anarquista, clássico do italiano Dario Fo, Nobel de Literatura em 97. Dan Stulbach está à frente do elenco, em curta temporada no Teatro Porto Seguro. A comédia narra a saga de um louco, detido por falsa identidade. Na delegacia, se passa por juiz na investigação de um misterioso caso, sobre a morte de um anarquista. O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e acaba desmontando o poder e descobrindo a verdade de todos os envolvidos. Direção de Hugo Coelho.
E o Itaú Cultural está apresentando a “Ocupação João das Neves”, dedicada ao autor e diretor teatral, um dos fundadores do Grupo Opinião. A curadoria é de Neves, em plena forma aos 80 anos, e da mulher, a cantora e diretora musical Titane. A exposição retrata seus 60 anos de carreira. Em destaque, sua atuação durante a ditadura e os lugares por onde passou, como a terra dos índios Kaxinawá, no Acre.
Boa Noite.


Veja minha participação no Jornal da Gazeta

October 2, 2015 |

Televisão

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Ibirapuera, abre amanhã seu 34º Panorama de Arte Brasileira, mostra realizada pela instituição a cada dois anos. Desta vez, sai bastante do convencional, ao apresentar um projeto longamente gestado pela curadora Aracy Amaral. Trata-se de fazer uma ligação entre a atividade do homem pré-cabralino e nossa arte contemporânea. Aracy chamou seis artistas de relevância em nosso cenário para se inspirarem em trabalhos em pedra lascada, encontrados nos sambaquis pré-históricos do litoral sul do Brasil e Uruguai. 60 destes objetos, provenientes de cerca de dez museus de São Paulo, Rio, sul do Brasil e Montevideo dividirão o grande espaço do MAM com obras de Cildo Meirelles, Miguel Rio Branco, Cao Guimarães, Berna Reale, Erika Verzutti e Pitágoras Lopes. É a menor seleção de artistas da história do Panorama. E, provavelmente, sua edição mais hermética e sofisticada. No mesmo Ibirapuera, o Museu Afro Brasil abriu hoje para o público a maior mostra já realizada sobre a obra do fotógrafo francês Pierre Verger, que se aventurou pelo mundo todo mas se radicou na Bahia, onde morreu há quase vinte anos. É da Fundação Pierre Verger que vêm as 220 fotos mostradas, mais as 50 apresentadas em projeção. Um livro sobre o acervo da Fundação está sendo lançado. A mostra quer fazer um paralelo entre o irrequieto personagem Verger e as peripécias do personagem dos quadrinhos, Tin Tin, do belga Hergé.
Quatro pianos juntos num palco é o que traz o Mozarteum para a Sala São Paulo na terça e na quarta. O Gershwin Piano Quartet volta para apresentar sua perícia em dar um tom contemporâneo à produção clássica, com novos arranjos e improvisações sobre obras de Rachmaninoff, Prokofieff, Scriabin, Ginastera, Gershwin, Bernstein e até Cole Porter. Deve ser uma delícia.
Boa Noite.