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March 31, 2017 |

Televisão

São Paulo abriga, a partir do dia 5, mais uma edição da SP-Arte, a mais consistente feira de arte do continente. Criada e organizada por Fernanda Feitosa, sempre no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, a feira reúne mais de 120 galerias, entre as grandes expositoras e o setor chamado Showcase, com espaços menores. Pelo menos um terço é de São Paulo mesmo. Mas vêm pelo menos 12 galerias cariocas, cinco mineiras, e de vários outros estados brasileiros. E mais galerias importantes de Nova York, Londres, Berlin, Madri, do resto da Europa, do México, Colombia e Uruguai. A feria ainda terá espaços organizados por curadores, um para exposições solo e outro, o Repertório, com uma coletiva de artistas brasileiros e internacionais que produziram até o final dos anos 80, e considerados fundamentais para a arte contemporânea.
A feira se espalha pela cidade, com a adesão de museus, instituições e galerias. A Gallery Night inaugura a semana de arte nos dias 3 e 4, quando a maioria das galerias paulistanas estará aberta para visitação noturna. Todas com exposições importantes, especialmente reservadas para este período, em que a cidade recebe colecionadores, curadores e imprensa do mundo todo. Só de nomes internacionais, dá para mencionar as exposições da japonesa Yoko Ono, no Instituto Tomie Ohtake, do francês Daniel Buren, na galeria Nara Roesler, e da colombiana Johana Calle, na Galeria Marilia Razuk. No centro, a Pivô recebe uma mostra de Alexandre da Cunha, escultor brasileiro radicado em Londres.
Entre as mostras de arte brasileira destaque para a da obra de Ermelindo Fiaminghi, no Instituto de Arte Contemporânea; de Nino Cais, na galeria Triangulo; de Gustavo Rezende, na sala 2 da Galeria Marilia Razuk; de Daniel Senise, também na Galeria Nara Roesler; e das fotos de Cláudia Jaguaribe na Casa Nova. Sem esquecer que o Museu de Arte Moderna está apresentando uma belíssima mostra com as pinturas e desenhos que fizeram de Anita Malfatti um dos grandes nomes do nosso modernismo.
Aproveitem. Boa noite.





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March 24, 2017 |

Televisão

O escultor Nicolas Vlavianos ganha uma retrospectiva, a partir de amanhã, na Pina Estação, o segundo prédio da Pinacoteca, aquele que abrigou o DOPS, de malfadada memória. Vlavianos nasceu na Grécia, mas veio a São Paulo a convite da Bienal, em 1961, e nunca mais voltou. Aqui desenvolveu uma carreira respeitada, como artista plástico e professor da FAAP. Sua escultura tem vocabulário próprio e único: mistura organicidade e geometria, esquivando-se das discussões concretas e conceituais de sua geração. A mostra apresenta também desenhos e projetos destas esculturas. A homenagem a Vlavianos, que está com 88 anos, é muito benvinda. A mostra fica até junho.
O Museu da Casa Brasileira e o Instituto Italiano de Cultura trazem uma exposição do trabalho do designer italiano Ettore Sottsass, mundialmente conhecido por liderar o grupo pós modernista Memphis, nos anos 80. No centenário de Sottsass, a mostra, montada pela Olivetti, e já apresentada na Bienal de Arquitetura de Veneza do ano passado, traz a linha de móveis e objetos para escritório criados pelo designer para a indústria italiana e lançada em 1972. Abertura na terça dia 28. Até 14 de maio.
O Teatro do Sesc Bom Retiro está apresentando temporada do espetáculo solo Bispo, de João Miguel, sobre Arthur Bispo do Rosário, que criou sua obra, hoje referência internacional de arte, no hospital psiquiátrico Colonia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio. A obra de Bispo, hoje comparada à de Marcel Duchamp, provoca a discussão entre os limites da loucura e da genialidade. O ator e produtor fez uma pesquisa profunda para conceber este espetáculo. Até 23 de abril.
E a Sociedade de Cultura Artística abre sua temporada 2017, dias 28 e 29, apresentando o Trio Wanderer, na Sala São Paulo. O conjunto francês, com 30 anos de atividade, é um dos mais respeitados do circuito internacional de música. E traz um programa com obras de Beethoven, Schubert, Tchaikowsky, Fauré e Copland.
Aproveitem! Boa Noite.