Veja minha participação no Jornal da Gazeta

August 4, 2017 |

Televisão

A galeria Fortes D’Aloia & Gabriel reuniu em sua sede da Vila Madalena, fotos de Alair Gomes e de Robert Mapplethorpe. A idéia é muito boa e inédita. E a comparação, inevitável, já que ambos focaram na sedução do corpo masculino e na transcendência do sexo. Enquanto o brasileiro era um voyeur confesso, retratando jovens ao sol das praias cariocas, o americano mirava o corpo com precisão e iluminação de estúdio. Alair é um ícone da fotografia nacional. Mapplethorpe é um ícone internacional. A mesma galeria abriu, no segundo andar, mostra de desenhos inéditos de Iran do Espírito Santo: lápis e guache com foco em objetos do cotidiano.
A Galeria Baró também mostra algo inédito: desenhos de Fernando Campana, que compõe com o irmão Umberto a famosa dupla de designers brasileiros. Fernando remexeu em inspirações da infância, e apresenta uma série inspirada em robôs, e outra em macacos.
Os próximos dias terão foco no design, a propósito do Design Weekend. Uma das exposições relevantes é a do Instituto Bardi/Casa de Vidro. Trata-se da mostra Common Sense, com móveis e objetos de designers como Jasper Morrison, Cláudia Moreira Salles, Irmãos Campana e Fernando Brizio criados com pedras portuguesas. E a MADE, Mercado de Arte e Design, chega à quinta edição, dia 8, desta vez no prédio da Bienal. São mais de 100 expositores brasileiros e estrangeiros, escolhidos por Waldick Jatobá, apresentando sempre uma nova geração de designers.
Na música, destaque para o concerto de despedida da temporada do Mozarteum em São Paulo: reúne a soprano sul-africana Pretty Yende e o tenor mexicano Javier Camarena, acompanhados pelo pianista cubano Ángel Rodriguez. No menu, árias de Donizetti, Bellini, Rossini e Verdi. Dias 8 e 9 na Sala São Paulo. Outro destaque é a estréia, hoje, no Teatro Artur de Azevedo, do musical Agnaldo Rayol A Alma do Brasil. Marcelo Nogueira vive Agnaldo, no texto de Fátima Valença. A montagem é fartamente premiada. Aproveitem. Boa Noite.





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July 28, 2017 |

Televisão

O multitalentoso pernambucano Antonio Nóbrega presta uma homenagem ao legado de seu conterrâneo Luiz Gonzaga, no espetáculo “Lua”, que apresenta amanhã à noite, na Casa Natura Musical, em Pinheiros. O artista leva ao palco releituras de canções pouco conhecidas e clássicos do rei do baião, como “Acauã”, “Que nem Jiló”, “Siri Jogando Bola”, “Juazeiro” e “Asa Branca”. Em “Lua”, Gonzaga é reverenciado como grande compositor e intérprete nordestino, divulgador de gêneros musicais como xote, xaxado, chamego e baião, mas sobretudo como um dos pilares da música brasileira.
A atriz Marília Moreira estrela o monólogo “Além da Imagem”, no Sesc Ipiranga. Em cena, Marília contrapõe a figura sexy de Marilyn Monroe no cinema, com sua personalidade ingênua e sonhadora, fora das telas. Com isso tenta ressaltar as angustias do mito. Citações feitas por Marilyn são inseridas ao lado de trechos da peça “A Gaivota”, um dos clássicos do dramaturgo russo Anton Tchekhov, que o escreveu como uma comédia, mas que é considerado por muitos como um drama existencial.
Outro russo, o poeta e escritor Maiakóvski é o inspirador do espetáculo A Plenos Pulmões, que também estréia hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil. Maiakóvski, um dos mais importantes autores do século 20, foi um dos que antecipou a revolução russa, que comemora seu centenário este ano. Já em 1912 ele participou de uma revolução estética e anárquica, que lançaria o futurismo russo. Marcia Abujamra fez o roteiro e direção. No palco, Luciano Chirolli faz o poeta, e Georgette Fadel, ora é uma sua leitora contemporânea, ora é narradora, ora interpreta as diversas mulheres da vida de Maiakovski.
E no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, abre no dia 3 de agosto a exposição Barroco Ardente e Sincrético, Luso-Afro-Brasileiro. A curadoria é de Emanuel Araujo, diretor do museu. Com peças dos séculos 18 e 19 escolhidas em coleções públicas e privadas, além do próprio acervo, Araujo quer ressaltar as variações do barroco europeu e brasileiro, com ênfase no aspecto miscigenação. Boa Noite.