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March 27, 2015 |

Televisão

Duas mostras comerciais de gigantes das artes visuais paulistas, Willys de Castro e Alfredo Volpi, mostram que o mercado local está preparado para receber o movimento provocado pela SP- Arte, maior feira do continente, na semana que vem. A mostra de Willys abriu ontem na Galeria Almeida e Dale com 35 obras de diferentes fases escolhidas por Denise Mattar para revelar o percurso deste nome tão pouco conhecido do grande público quanto muito valorizado pelo mercado. Willys foi um dos ideólogos do concretismo mas era um artista de bastidores. Influenciou mais do que criou. A exposição de Volpi abre amanhã no Escritório de Arte Paulo Kuczynski . São pouco mais de 20 obras de extrema qualidade garimpadas pelo marchand em grandes coleções. O recorte vai dos anos 30 aos 60, do figurativo ao concreto.
As duas mostras valem uma visita pela raridade mas melhor nem falar em preços. São cifras com muitos zeros.
O retrato é o tema de duas outras mostras. Uma é a do Museu da Imigração, na Moóca, em intercâmbio com o Museu de Imigração de Ellis Island, em Nova York. Ao todo são 50 fotografias dos acervos das duas instituições ambas sediadas em antigas hospedarias de imigrantes. São datadas das duas primeiras décadas do século 20 e mostram a semelhança das situações vividas pelos imigrantes europeus e orientais que chegaram ao Brasil e aos Estados Unidos. A mostra abre hoje em São Paulo e no dia 2 de maio em Nova York. Ambas ficam em cartaz até setembro.
A outra mostra de retratos é na galeria Bergamin e reúne cerca de 50 obras de nomes importantes da arte brasileira e internacional. De Debret a Portinari, de Ismael Nery a Vik Muniz, de Di Cavalcanti a Lygia Clark. E entre os estrangeiros Nan Goldin, Jorge Macchi e Alex Katz. Bem interessante.
Boa noite.