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July 10, 2015 |

Televisão

Arnaldo Antunes é uma cabeça surpreendente. Compositor, cantor, poeta e artista plástico, ele explora a palavra do jeito que bem entende, sempre com sucesso. A partir de amanhã, é o lado visual de seu trabalho que toma a atenção do fã. Daniel Rangel organizou a maior exposição já realizada sobre o trabalho de Antunes, que ocupa o Centro Cultural dos Correios, no centro de São Paulo. Palavra em movimento reúne caligrafias, colagens, instalações e objetos poéticos, além de adesivos, cartazes, áudios e vídeos de trabalhos realizados nos últimos 30 anos. A mostra fica em cartaz até 30 de agosto e depois segue para Brasília e Rio.
Quem perdeu o revival dos Dzi Croquettes, o irreverente grupo teatral dos anos 70, pode vê-los agora, numa rápida passagem pelo HSBC Brasil, neste fim de semana. Ciro Barcelos, do elenco original, escreveu o texto, atua e dirige o espetáculo. Cláudio Tovar, também um Dzi autêntico, fez cenários e figurinos. Algumas coreografias ainda são as originais de Lennie Dale. No novo elenco, destaque para Bruno Gissoni, o homofóbico Guto da novela Babilônia, que com os Croquettes canta e dança de vestido e salto alto. Um musical engraçado e debochado, no verdadeiro espírito do grupo e da época.
O jovem pianista brasileiro Fábio Martino substituiu, de última hora, o barítono Mathias Goerner, que se apresentaria com a Osesp esta semana, mas adoeceu. Assim, o programa de hoje e amanhã na Sala São Paulo, manterá as peças de Brahms e Strauss, mas troca Mahler por Rachmaninov.
Finalmente, para as crianças em férias em São Paulo, a dica é o Teatro de Marionetes Lovkar, de Praga, que se apresenta até domingo no Centro Cultural Banco do Brasil. Famoso no gênero, o Lovkar trás dois programas: José o Indeciso e A Pequena Sereira, com três apresentações diárias. Os manipuladores são checos, mas as vozes são de atores brasileiros. Boa diversão para toda a família. Boa Noite.





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July 3, 2015 |

Televisão

Alberto da Veiga Guignard, grande pintor modernista, de origem fluminense mas de alma mineira, um dos maiores nomes da arte brasileira do século 20, ganha uma grande mostra de sua obra no Museu de Arte Moderna de São Paulo a partir do dia 7. Fazia tempo que uma instituição importante não revisitava sua obra. O curador, Paulo Sergio Duarte, dividiu a apresentação em três segmentos – Retrato, paisagem e natureza-morta – que são os gêneros mais presentes na obra do artista. É mais famoso pelas paisagens, sobretudo de Ouro Preto. Mas é muito melhor nos retratos e naturezas mortas. Guignard cresceu e estudou arte em Munique e Florença. Voltou ao Rio e se engajou no modernismo. Em 1944 Juscelino Kubitschek o convida para fundar o Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte. E por lá fica até morrer, em 1962, aos 66 anos. Ao todo são 70 obras, pertencentes a importantes coleções públicas e privadas. Na Sala Paulo Figueiredo, o curador do MAM Felipe Chaimovich apresenta 26 obras do acervo do museu, que dialogam com o trabalho de Guignard, na mostra “Paisagem Opaca”. Em cartaz até 11 de setembro. Outra exposição de nota abriu esta semana no Sesc Belenzinho, com curadoria de Adon Peres e Ligia Canongia. A mostra “Imaterialidade” reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros que evocam a sublimação da matéria. Entre eles, Carlito Carvalhosa e Waltercio Caldas, os americanos Bruce Nauman e James Turrell e o britânico Anthony McCall. No total são mais de 20 instalações. Até 27 de setembro.
No Teatro Itália, a dramaturga Leilah Assumpção reedita a parceria com a diretora Regina Galdino, e apresenta o novo texto, “Dias de Felicidade”. No elenco, Lavínia Pannunzio e Walter Breda. Baseada em fatos da vida da autora, a peça traz uma mulher que tem o rosto desfigurado em um acidente de automóvel. E isso a reaproxima do ex-marido.
Boa Noite.