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January 23, 2014 |

Televisão


Nos próximos dias, os museus e instituições culturais do Parque do Ibirapuera oferecerão programação variada, para todos os gostos e idades, em homenagem ao aniversário da cidade. A partir de amanhã, o Museu Afro Brasil ocupará todo o espaço da Oca, com a mostra Da Cartografia do Poder aos Itinerários do Saber, em parceria com a Universidade de Coimbra, em Portugal. O ponto de partida é a refundação da Universidade, pelo Marquês de Pombal, no século 18, e a introdução do ensino das ciências em Portugal, tendo em vista o interesse científico dos portugueses pelas viagens marítimas e os territórios de além mar, principalmente África e Brasil. Traz peças raras do acervo da Faculdade de Ciências e de colecionadores particulares, como astrolábios, esferas, lunetas, mapas, cartas geográficas, desenhos, pinturas, retratos, herbários. E peças do acervo de Antropologia da Faculdade, recolhidos por missionários entre povos africanos. A mostra é completada por obras de artistas contemporâneos que atualizam o tema Cartografia do Poder. Entre muitos, José Resende, José Rufino, Lygia Pape, Tunga e Artur Omar. Até 23 de abril.
A partir de sábado, o Ibirapuera será sacudido por um festival de cultura ligada ao surf: o Festivalma, que chega à sua décima edição. Como cartão de visita, apresenta a pintura do artista santista Hilton Alves, que mora no Havaí há dez anos. Surfista, claro. Sua obra, na face externa do Pavilhão das Culturas Brasileiras, retrata uma enorme onda, de 120 metros de comprimento. Dentro do pavilhão, uma mostra de fotos e pinturas que expressam a cultura brasileira de praia e a preocupação com a destruição deste ambiente, assinadas por nomes como Cassio Vasconcellos e Tuca Reines. No entorno do Pavilhão, no Bosque da Figueira, só no dia 30, haverá festival de curtas metragens e o Festival Billabong de música, com destaque para a apresentação da cantora havaiana Paula Fuga e do cantor e compositor americano Garret Dutton, o G. Love. A exposição segue até o dia 2 de março.
E o Museu de Arte Moderna abre, na terça, a mostra 140 Caracteres, inspirada nas redes sociais e nas manifestações de 2013. São 140 obras do acervo do museu, escolhidas por 20 curadores, que fizeram o curso de curadoria do MAM durante 2013, reunidos sob a coordenação de Felipe Chaimovich. A mostra ocupará as duas salas do museu. Na sala grande, obras mais contemporâneas. Na Sala Paulo Figueiredo, obras que remetem ao período da ditadura militar. No corredor de ligação entre elas, será inaugurado o Projeto Parede da artista conceitual americana Jenny Holzer, que apresenta dois trabalhos criados nos anos 70. E que, de certa maneira, tem a ver com a ideia da exposição. Até 16 de março.


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