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December 4, 2015 |

Televisão

Jac Leirner faz parte de uma dinastia de artistas e intelectuais paulistas. E frequenta o mercado internacional há cerca de 30 anos. Sua nova produção, métrica mínima, está em cartaz no Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda. A série, já exibida na Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes, este ano, foi criada a partir de jogos de sudoku que ela solucionou. Os jogos são dispostos sobre telas lineares, separadas por grupos de 9 ou de seus múltiplos. As obras se assemelham a réguas, denotando seu interesse por medir o tempo – ou, o tempo dedicado à solução dos jogos.
Segue até o dia 18 a 2ª Bienal Internacional de Teatro da USP. O evento apresenta produções teatrais nascidas no universo acadêmico. Os espetáculos e workshops reproduzem a realidade da América Latina sob um olhar pouco romântico; traumas deixados pelas ditaduras, a repressão, o feminicídio. A bienal acontece no Tusp e mais três endereços. A programação completa está em usp.br/bienaldeteatro.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, em sua última semana de concertos, apresenta, até amanhã na Sala São Paulo, um programa que tem Debussy, Scriabin e Takemitsu. O pianista convidado, que toca pela primeira vez com a Osesp, é o francês Bertrand Chamayou. A regência é de Celso Antunes. E na semana que vem, um pedaço da história paulista volta a ser contada, desta vez pela Cia Ocamorana de teatro, no Sesc Belenzinho. 1924, a Revolução esquecida, estréia no dia 10, e fala sobre esse episódio de apenas 23 dias, que acabou em bombardeio aéreo dos bairros da Mooca, Braz e Perdizes. A revolta era dos tenentes dos quartéis paulistas, contra o governo central de Artur Bernardes, e reivindicava o voto secreto, a justiça gratuita e o ensino público obrigatório. Note-se que São Paulo foi a única cidade brasileira a sofrer um bombardeio aéreo. Um capítulo interessante da nossa história. Boa Noite.


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